5 livros que podem ajudar a mudar de vida

Redação

Com o início do ano, as pessoas costumam fazer reflexões sobre o ano anterior e é um momento em que pode surgir uma vontade de mudança. Nesta época, é comum fazer promessa sobre mudar de carreira, ser mais saudável, trabalhar a mente e o espírito, entre outras coisas. Entretanto, para quem quer melhorar a vida como um todo, há alguns bons livros que podem ajudar.

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São livros sobre relatos científicos, auto-reflexão e até histórias de vidas que podem melhorar a qualidade de vida ao inspirar as pessoas.

Veja na galeria de fotos 5 livros escritos por empreendedores, jornalistas, entre outros profissionais, para ajudar a melhorar a vida de seus leitores:

  • “O Poder do Hábito – Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e nos Negócios”, de Charles Duhigg

    Duhigg é um repórter de negócios do jornal norte-americano “The New York Times”, ganhador do prêmio Pulitzer. Seu livro foca na ciência dos hábitos e na força de vontade, e como eles podem ser mudados e controlados, respectivamente. Ele argumenta que a chave para se exercitar regularmente, ser mais produtivo e atingir o sucesso desejado é entender como os hábitos funcionam.

    Pesquisas mostram que a força de vontade está relacionada ao sucesso no futuro, e esse esforço influencia diretamente nos seus hábitos. Ou seja, hábitos não são destinos, eles podem ser ignorados, modificados ou substituídos. O livro de Duhigg conclui que se você estiver consciente da lógica que está por trás dos seus hábitos e escolher estar ciente de comportamentos que muitas vezes são automáticos (onde a ciência mostra que seu cérebro está “desligado”), e premeditar as suas manias negativas, você é capaz de mudar qualquer hábito.

  • “The Road To Character”, de David Brooks (sem tradução para o português)

    Em contraste com a investigação científica de estudos feita por Duhigg, o livro “The Road to Character” (“A estrada para o caráter”, em tradução livre), examina sua vida e a vida de Dwight Eisenhower, George Marshall, George Eliot, entre outros, buscando por uma construção de caráter. O colunista do jornal norte-americano “The New York Times” divide a vida em “virtudes de currículo” e “virtudes para elogio”, as quais ele define como bondade, coragem e humildade. Ele argumenta que a sociedade mostra apenas as “virtudes de currículo”, apesar das “virtudes de elogio” serem as que realmente constroem um legado para as pessoas.

    Brooks espera que seus leitores desenvolvam as “virtudes de elogio” do mesmo modo que eles desenvolvem, buscam e almejam sua carreira profissional, e que eles descubram que há muita sabedoria na história e na literatura que não pode ser encontrada em jornais acadêmicos. Há algumas discordâncias sobre as conclusões do autor, mas ele inclui histórias interessantes e desenvolve um cenário muito convincente para as pessoas começarem a achar propósitos além de fortunas e sucesso profissional.

  • “Como Avaliar sua Vida?”, de Clayton M. Christensen

    O livro é uma mistura de informações acadêmicas e moralidade, que nasceu durante as aulas “construindo e mantendo uma empresa de sucesso”, de Dr. Christensen, na Harvard Business School, onde estudava teorias que examinavam as várias facetas do trabalho de gestores. O autor escreve que as teorias explicam o que faz as coisas acontecerem, e por que. A aula aplicou a teoria em uma empresa em particular para observar o que ela poderia falar sobre as dificuldades e oportunidades que surgiram na companhia.

    Com isso, os alunos aprenderam “o que ocorreu e o que vai ocorrer através da hierarquia dos negócios: indústrias, corporações dentro dessas indústrias e nas equipes dessas unidades de negócios”, escreve Christensen. No último dia de aula, eles se aprofundaram nas teorias e investigaram o elemento mais fundamental dentro de uma organização: os indivíduos. No lugar de utilizar empresas como casos de estudo, a classe utilizou os próprios alunos da classe. Christensen ficou impressionado na maneira como as teorias do curso destacavam problemas pessoais do mesmo modo que as companhias que eles estudaram. As teorias não mostraram o que eles esperavam que acontecesse, mas sim o que eles previam que poderia ocorrer como um resultado de diferentes decisões e ações.

    Eles questionavam coisas como “como eu posso me assegurar de que terei sucesso e felicidade na minha carreira? Que meu relacionamento com minha família, cônjuge, filhos ou amigo será duradoura e feliz?”.

    Não há respostas fáceis para esse tipo de pergunta – demorou décadas para Christensen descobrir essas respostas. Entretanto, ele escreve que esse foi o esforço mais valioso da sua vida. As questões e teorias forçam o leitor a formular estratégias para atingir seus objetivos. Geralmente isso significa mudanças de hábitos e grandes ações e decisões. O livro exige o uso de todos os recursos disponíveis e toda sua energia para atingir seus objetivos.

  • “Fora de série”, de Malcolm Gladwell

    O livro “Fora de série” investiga como as pessoas mais bem-sucedidas do mundo, como Bill Gates e até os Beatles, que são uma consequência de inúmeras variáveis que estão fora de seu próprio controle, se tornaram grandes sucessos. Em alguns aspectos, o livro mostra como os membros mais bem-sucedidos da sociedade são extremamente sortudos, e como a produtividade deles fez com que trabalhassem muito.

    No capítulo 2 do livro, Gladwell escreve sobre o que ele chama de “regra das 10.000 horas”, que significa que se você quiser ser bom em algo, você precisa praticar deliberadamente por 10.000 horas. Portanto, se esse período de tempo torna alguém realmente bom em algo, se uma pessoa trabalhar 80 horas por semana por dois anos e meio, ou 60 horas por semana por três anos e três meses, sua proficiência no determinado assunto será muito grande, tanto quanto suas perspectivas profissionais. O livro, portanto, reforça que não há nada que substitua o trabalho e o esforço.

  • “Alexander Hamilton”, de Ron Chernow (sem tradução para o português)

    Essa biografia, sem tradução para o português, escrita pelo vencedor do prêmio de literatura Pulitzer, Ron Chernow, é muito conhecido pelo seu show da Broadway, o “Hamilton: um musical americano”. Para quem não tem muito interesse em pesquisas acadêmicas e científicas, mas se interessa muito por relatos e histórias verdadeiras de pessoas, a vida de Alexander Hamilton pode influenciar em muitos aspectos da sua vida.

    É muito difícil ler a história de um brilhante órfão, imigrante e primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos e não se questionar sobre como você gasta a sua vida. Hamilton é uma figura pessoal e politicamente muito contraditória e controvérsia, mas todos concordam que ele era um exemplo de esforço e trabalho. Sua produtividade surpreendeu pessoas como Thomas Jefferson e George Washington. Além disso, Hamilton era advogado, escritor, palestrante e administrador. Portanto, essa leitura transmite a paixão, a coragem e a ética aos leitores, que podem se inspirar com essa figura da história dos Estados Unidos.

“O Poder do Hábito – Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e nos Negócios”, de Charles Duhigg

Duhigg é um repórter de negócios do jornal norte-americano “The New York Times”, ganhador do prêmio Pulitzer. Seu livro foca na ciência dos hábitos e na força de vontade, e como eles podem ser mudados e controlados, respectivamente. Ele argumenta que a chave para se exercitar regularmente, ser mais produtivo e atingir o sucesso desejado é entender como os hábitos funcionam.

Pesquisas mostram que a força de vontade está relacionada ao sucesso no futuro, e esse esforço influencia diretamente nos seus hábitos. Ou seja, hábitos não são destinos, eles podem ser ignorados, modificados ou substituídos. O livro de Duhigg conclui que se você estiver consciente da lógica que está por trás dos seus hábitos e escolher estar ciente de comportamentos que muitas vezes são automáticos (onde a ciência mostra que seu cérebro está “desligado”), e premeditar as suas manias negativas, você é capaz de mudar qualquer hábito.