5 promessas de Ano Novo que você pode manter com a ajuda da ciência comportamental

Redação

Muitas pessoas começam o ano com a melhor das intenções e fazem uma longa lista de resoluções pessoais, mas logo desistem delas. Na realidade, todos sabem que é muito mais fácil fazer planos do que executá-los.

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Portanto, essa é uma boa razão para explorar o trabalho de cientistas comportamentais, que conduzem estudos sociológicos e psicológicos para descobrir o que realmente motiva as pessoas a realizar as tarefas que elas já fazem – e o que pode motivá-las para alcançar outros objetivos.

Veja na galeria de fotos 5 promessas para o Ano Novo e como mantê-las, baseadas em estudos da ciência comportamental da Harvard Business School, para ajudar a cumprir suas metas em 2017:

  • Se você resolveu se alimentar melhor, tente encomendar os alimentos uma semana antes da entrega

    Serviços online de delivery são ferramentas muito úteis, mas também podem ser nocivas para quem deseja se alimentar melhor.

    Pesquisadores da Harvard Business School, dos Estados Unidos, e do Analyst Institute, instituto de análises canadense, analisaram as compras de clientes de um supermercado online durante um ano para descobrir se os clientes escolhiam alimentos mais saudáveis se fizessem o pedido uma semana antes da entrega, em vez de fazer as compras com na véspera.

    Por fim, os dados mostraram que os clientes tendem a pedir um número maior de itens saudáveis (como folhas e vegetais) e uma porcentagem menor de itens não saudáveis (como doces e chocolates) quando compram com antecedência.

  • Se você decidiu se exercitar mais, tente ignorar o que seus colegas estão fazendo

    Leslie John e Michael Norton, membros da Harvard Business School, conduziram um experimento de campo em que funcionários de uma grande empresa tinham a oportunidade de se exercitar em esteiras em baixa velocidade. O objetivo dos funcionários era perder peso enquanto faziam suas tarefas diárias, e o objetivo dos pesquisadores era descobrir se eles eram mais propensos a se exercitarem quando sabiam que seus colegas estavam fazendo o mesmo.

    Os resultados mostraram que se algum dos funcionários estava evitando os exercícios físicos, outras pessoas eram influenciadas e também ficavam desmotivadas.

    “Os níveis de atividade das pessoas tendem a seguir a menor performance do grupo”, escrevem os pesquisadores. “No geral, nossos resultados sugerem que a mera informação sobre o desempenho negativo de colegas pode gerar resultados ruins no comportamento de saúde de uma pessoa”.

  • Se você decidiu guardar dinheiro para sua aposentadoria… continue ignorando as atitudes dos colegas

    John Beshears e seus colegas analisaram se os funcionários contribuem mais com seus planos individuais de aposentadoria se eles soubessem que seus colegas estão fazendo o mesmo. Por outro lado, as pesquisas descobriram que saber sobre os grandes planos alheios em relação ao assunto faz com que as pessoas evitem guardar dinheiro para tais fins. No lugar de serem motivados por colegas e seus grandes investimentos, eles se sentem desmoralizados.

    Christian Camerota, cientista que escreveu o artigo sobre a pesquisa, afirma que “mostrar essas informações para colegas não os encoraja a desenvolver seu próprio investimento. Essas informações reduzem a participação dos funcionários em mais de um terço. De acordo com Beshears, esse desânimo dos funcionários vem da ideia de que eles já estão atrasados demais”.

  • Se você pretende superar uma desilusão amorosa ou problemas sentimentais, tente desenvolver um ritual

    Através de uma série de experimentos, cientistas comportamentais como Michael Norton e Francesca Gino descobriram que rituais aliviam e reduzem o luto após grandes problemas emocionais – mesmo entre pessoas que não acreditam na eficácia desse método.

    Muitas pessoas que já participaram de rituais depois de problemas emocionais apresentaram recuperações mais rápidas em relação às pessoas que não fizeram o mesmo. Além disso, não há a necessidade desses rituais serem elaborados ou públicos, eles só precisam ser intencionais e feitos com determinação.

    No decorrer da pesquisa, Michael e Francesca pediram para que os participantes do estudo recordassem sobre os rituais que eles já haviam realizado após uma perda. Surpreendentemente, eles descobriram, que a maioria desses rituais não era religioso ou público, mas sim pessoais e em ambientes privados. “Uma mulher escreveu que reuniu todas as fotos dela e de seu ex-namorado, levou-as para o parque onde eles se conheceram e as rasgou”, exemplificou Norton.

  • E se você decidiu não ficar obcecado com planos para este ano, a ciência comportamental também apoia esta ideia

    Você está tentando dar uma pausa em relação ao estabelecimento de metas para este ano? Se a resposta for sim, essa foi uma escolha muito sábia, de acordo com o time de cientistas comportamentais que estudaram os danos que esse excesso de preocupação pode causar no trabalho.

    “Nós identificamos efeitos colaterais relacionados com o estabelecimento de metas, incluindo o foco que negligencia áreas sem objetivo, um aumento do comportamento antiético, preferências de riscos distorcidos, corrosão da cultura organizacional e redução de motivação intrínseca”, escreve Lisa Ordóñez, Maurice E. Schwitzer, Adam Galinsky e Max Bazerman. “No lugar de dispensar o estabelecimento de metas como algo positivo, gestores e estudiosos precisam encarar a definição de objetivos como um medicamento de prescrição que exige uma dosagem cuidadosa, a consideração de efeitos colaterais prejudiciais e grande supervisão. Oferecemos um rótulo de advertência para acompanhar a prática de estabelecer metas.”

Se você resolveu se alimentar melhor, tente encomendar os alimentos uma semana antes da entrega

Serviços online de delivery são ferramentas muito úteis, mas também podem ser nocivas para quem deseja se alimentar melhor.

Pesquisadores da Harvard Business School, dos Estados Unidos, e do Analyst Institute, instituto de análises canadense, analisaram as compras de clientes de um supermercado online durante um ano para descobrir se os clientes escolhiam alimentos mais saudáveis se fizessem o pedido uma semana antes da entrega, em vez de fazer as compras com na véspera.

Por fim, os dados mostraram que os clientes tendem a pedir um número maior de itens saudáveis (como folhas e vegetais) e uma porcentagem menor de itens não saudáveis (como doces e chocolates) quando compram com antecedência.