Pagar.me: a empresa de brasileiros de 18 anos premiada em Harvard

Tudo começou no Twitter. Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, ambos com 18 anos, conheceram-se na rede social por conta de uma discussão sobre programação e tecnologia. “Percebemos que 140 caracteres eram muito pouco e resolvemos continuar a conversa via Skype. Foi assim que ficamos amigos”, conta Dubugras. Dessa relação, aparentemente despretensiosa, surgiu, em março de 2013, a empresa na área de pagamento on-line Pagar.me, que é, segundo a Universidade de Harvard, uma das melhores do ramo.

Os dois amigos começaram muito cedo na área da tecnologia. Franceschi, aos 12 anos, foi a primeira pessoa no mundo a desbloquear o iPhone 3G. E não parou por aí: aos 15 anos, fez a primeira tradução do software de comando de voz da Apple, o Siri, para o português. Dubugras, por sua vez, começou a programar aos 12. “Na época eu era viciado em jogos de computador e tinha um que eu queria muito jogar, mas era pago. A solução que encontrei foi burlar o sistema e jogar de graça”, conta o paulista.

A união das duas mentes jovens fez com que a Pagar.me ganhasse o prêmio de Harvard, que nomeia as mais inovadoras empresas na área de pagamento on-line, de US$ 25.000, chamado Innovation Project. A dupla ficou à frente de companhias renomadas como a Paypal.

Apesar disso, houve desafios por causa da idade dos dois, especialmente em relação a tempo e investidores. “Não é fácil conciliar a escola, com o Pagar.me. Além disso, os nossos investidores ficam preocupados por sermos muito novos e sem dúvida pensam duas vezes antes de deixar seus pagamentos com meninos de 18 anos”, conta Dubugras.

O que é necessário, então, para começar seu negócio independente de ser novo ou não? Segundo Dubugras o segredo é simples: “Comece. No início, eu e o Pedro não tínhamos ideia de como tudo isso funcionava, mas mesmo assim começamos”.

A pouca idade não impede o paulista de dar conselhos confiantes: “Comece a fazer as coisas no seu tempo livre. Encontre seu cliente o mais rápido possível e siga em frente”, finaliza.

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