Como a brasileira Movile pretende se tornar líder global em produtos móveis – Forbes Brasil
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Como a brasileira Movile pretende se tornar líder global em produtos móveis

Fabricio Bloisi é o coração da Movile (Carol Carquejeiro)

Fabricio Bloisi é o coração da Movile (Carol Carquejeiro)

Com a ambição, a energia e o gosto pelo novo de um adolescente, Fabricio Bloisi, aos 39 anos, é o coração da Movile, uma das maiores companhias brasileiras de serviços e produtos mobile.

A empresa – esta sim, uma teenager – nasceu há 18 anos em um quarto de Campinas, interior de São Paulo, onde Fabricio estudava ciência da computação (na Unicamp). Hoje ele se divide entre os 15 escritórios espalhados por Argentina, Brasil, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru e Venezuela. Ainda em 2016, a empresa deve abrir sua primeira unidade no mercado europeu.

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Além de ringtones, SMS, bate-papo e MMS, a Movile está por trás de sucessos como o iFood (app líder do segmento de pedidos online de comida da América Latina, com mais de 2,4 milhões de entregas mensais), TruckPad (que liga caminhoneiros a cargas, considerada a plataforma mais inovadora de 2015 pelo Vale do Silício) e PlayKids (plataforma de categoria infantil, baixada por mais de 17 milhões de famílias, em mais de 100 países). Essas e outras apostas de Bloisi, como Sympla, Rapiddo, Maplink, Apontador, Cheftime, Freshtime, Superplayer e Cinepapaya, alcançam cerca de 100 milhões de usuários ao redor do mundo.

Bloisi conta que busca, a todo instante, enxergar além do (muito) que já alcançou. Seu modelo de gestão é 100% inspirado no Vale do Silício, onde também mantém um escritório, e em companhias como Google, Facebook e Apple – que juntas, em valor de mercado, chegam a cerca de US$ 1,4 trilhão, praticamente o valor do PIB brasileiro. “Esperamos ser líderes globais do setor nos próximos cinco anos. Até 2020, quero tornar melhor a vida de mais de 1 bilhão de pessoas através de nossos apps”, diz, sem falsa modéstia.

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Uma das principais estratégias da Movile para atingir essas metas é priorizar o bem-estar de seus 1.500 colaboradores. O CEO diz ser apenas “mais um” na equipe, sujeito a erros e acertos. “Somos formados por pessoas, e insistimos muito no apoio motivacional. Se acertamos algumas vezes, é porque erramos cem vezes antes”, fala. Ainda que não divulgue números, a Movile pode ser considerada a primeira empresa-unicórnio nascida no Brasil. Isso significa que já bateu ou está perto de bater US$ 1 bilhão em valor de mercado.

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