Conheça o executivo que foi de trainee a head de foodservice da Kraft Heinz

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Bruno Ferragut [foto] é o novo head de foodservice da Kraft Heinz desde o início do ano

Durante a infância, enquanto ajudava os avós na mercearia da família em Jundiaí, interior de São Paulo, Bruno Ferragut não imaginava que, 20 anos mais tarde, estaria à frente da área de serviços alimentícios de uma das maiores companhias do setor no mundo. Hoje, aos 28 anos, o engenheiro químico acaba de assumir a posição de head de foodservice da multinacional norte-americana Kraft Heinz, onde ingressou ainda como trainee, em 2017. 

Curioso desde sempre e com um forte senso de empatia, o jovem executivo cultivava o desejo de impactar vidas por meio de suas criações. “Eu sabia o que eu queria, mas não sabia de que maneira fazer isso”, afirma ele, que encontrou tanto nos alimentos, quanto no relacionamento com os produtores, uma maneira de deixar a sua marca. “Eu tinha um sonho e queria chegar lá, mas nunca me  impus prazos. As coisas foram acontecendo naturalmente.”

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A oportunidade na gigante de alimentos surgiu logo após a formatura na Poli (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo). Após um longo processo seletivo, o jundiaiense foi aprovado como trainee – período decisivo para que ele descobrisse o que gostava de fazer e se apaixonasse pela área de consumo. “A Kraft Heinz era minha meta. A cultura me atraía em função do grande número de jovens e da visão super ágil e dinâmica”, conta. “Além disso, foi  uma fase onde eu pude entender a proposta por trás de cada produto e como as matérias-primas se transformam em itens de qualidade. Quando me tornei gerente, dois anos mais tarde, eu já sabia como funcionava cada área da companhia.”

Em 2018, o engenheiro químico se viu ocupando o cargo de coordenador de trade marketing. “Há uma década, eu jamais imaginaria que trabalharia com isso, mas eu sempre tive convicção de que as coisas dariam certo”, diz. Uma promoção foi seguida da outra, e, com apenas dois anos de casa, ele já era gerente de marketing. A nova função, conta ele, foi como um divisor de águas na carreira: se, por um lado, estava feliz com a conquista e o reconhecimento, por outro, a posição de liderança lhe trouxe um mar de incertezas. 

“Eu era muito jovem, tinha 26 anos, e grande parte da equipe era formada por profissionais mais velhos do que eu. Confesso que cheguei a me questionar se seria capaz, se aquelas pessoas encarariam aquela situação de forma positiva e acreditariam em mim. Esse tipo de coisa, o relacionamento com os colaboradores, não é ensinada na faculdade. Percebi que teria que sair da minha zona de conforto e passei a ter conversas com  cada um deles”, lembra.

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O engenheiro ingressou como trainee na companhia em 2017

A experiência não só funcionou como alçou Ferragut à atual posição de head de foodservice –  área destinada à prestação de serviços para restaurantes, lanchonetes e bares –  num momento em que as transformações provocadas pela pandemia de Covid-19 se aceleraram. “Tivemos que jogar fora o planejamento feito no começo do ano”, brinca. Isso porque, depois do turismo, o setor alimentício, principalmente na categoria de bares e restaurantes, foi um dos mais afetados pelas restrições sanitárias. “Muitos negócios não tinham delivery e não operavam no mundo digital, o que significa que foi preciso uma grande reinvenção. E o papel da liderança nesses momentos é aprender e descartar  aquele plano que não serve mais.”

E, se o sonho do engenheiro era impactar vidas, não faltou oportunidade para isso ao longo do último ano. Em um cenário onde mais da metade dos lares brasileiros passa por algum nível de insegurança alimentar, segundo pesquisa da Universidade Livre de Berlim e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Ferragut abraçou a responsabilidade. “Nós temos um papel social muito importante. Comida é algo que não pode faltar na vida das pessoas”,  diz ele, que participou do programa de doações conduzido pela companhia no último ano.

Aos trainees que, como ele, sonham em crescer, Ferragut aconselha a não se torturarem com os erros cometidos. “Esses momentos não podem atrapalhar toda uma carreira. É preciso saber lidar com os fracassos desde o início, mesmo quando a juventude leva nossa confiança às alturas.” 

 

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