Como a Leyda quer produzir o melhor pinot noir do Chile

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Vinhedos da Leyda ficam em região próxima ao oceano Pacífico

Uva ícone da região da Borgonha, na França, a pinot noir tem, como diz o “Atlas Mundial do Vinho”, de Hugh Johnson e Jancis Robinson, componentes de sabor fascinantes (cereja, framboesa e violeta, por exemplo) e pode proporcionar incríveis diferenças nos seus vinhos a depender do terroir em que as vinhas são plantadas. A uva gosta de tempo frio –como o da região francesa–, e o sabor do borgonha tinto é procurado mundialmente, tendo sido alcançado com relativo sucesso em algumas emulações de lugares como Alemanha, Nova Zelândia e locais frios de Estados Unidos e Austrália. Como, então, a Leyda, vinícola que leva o mesmo nome do vale chileno que a abriga, está fazendo para produzir varietais de pinot noir com tanta qualidade em um país pouco conhecido por esse tipo de vinho?

A resposta está no clima. De acordo com fichas técnicas enviadas pela Grand Cru, responsável pela importação do vinho da Leyda no Brasil, a proximidade da vinícola com o mar ajuda. “As condições de frio durante a primavera e o verão, devido à influência marítima e à brisa de verão, fazem do local uma área extraordinária para o desenvolvimento de variedades da Borgonha, como chardonnay e pinot noir”, afirma a descrição do Leyda Reserva Pinot Noir, por exemplo.

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Em uma degustação recente, por vídeo, de três rótulos de pinot noir da Leyda (da linha de entrada Reserva à mais icônica Lot, com preços de R$ 89,90 a R$ 389,90 no site da Grand Cru), a enóloga da vinícola, Viviana Navarrete, explicou que o Chile está “começando no pinot noir” –o país é conhecido principalmente por carbernets sauvignons e carmenères–, mas a caminhada tem sido muito boa.

Os terroirs da Leyda estão no vale de Leyda, na parte central do Chile, próximo a San Antonio e ao ao oceano Pacífico. “A Leyda inaugurou a viticultura na região há 20 anos”, diz Viviana. Não só isso, a vinícola é responsável pela denominação de origem do lugar.

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A enóloga da vinícola, Viviana Navarrete, diz por que acredita que a região é promissora

Com produção jovem e obstáculos climáticos, a Leyda, a empresa enfrenta desafios, mas tem produzido bebidas de alta qualidade. De acordo com Viviana, para superar as adversidades da localização, a Leyda usa em geral plantas pequenas e cultiva seus quartos em diferentes direções. “Queremos utilizar a brisa de maneiras diversas e diminuir a umidade do clima costeiro”, conta.

As pesquisas da Leyda para produzir pinot noir também envolvem uso de pouca madeira para ressaltar a pureza dos vinhos e estudos de utilização de leveduras em diferentes clones das videiras. Segundo Viviana, a Leyda não descarta desenvolver uma levedura própria para realçar ainda mais o sabor das suas uvas. Quanto às safras, ela indica que recentemente a de 2018 foi muito boa, enquanto a do ano passado foi um pouco mais quente. “Precisamos prestar mais atenção ao clima, pois há muitas variações e as vindimas se adiantam”, pontua.

O trabalho por lá é seríssimo, e Viviana –com razão– é ambiciosa. A enóloga, que procura textura e coluna profunda de acidez e tensão em seus pinots noirs e busca adicionar o que chama de “eletricidade” por meio de estudo de solo, diz que tem uma missão: “Fazer o melhor pinot noir do Chile”. Ela acredita que o vale de Leyda é muito promissor para essa empreitada. E é fácil crer nisso.

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É ouro!

Elaborado em 2005, o espumante 130 Blanc de Blanc, da vinícola brasileira Casa Valduga recebeu o título de melhor espumante no concurso Vinalies Internacionales. É a primeira vez que um rótulo nacional recebe o maior prêmio do evento. “Já havíamos ganhado medalhas de ouro por pontuação, mas não o prêmio máximo”, conta Eduardo Valduga, diretor do Grupo Famiglia Valduga. A vinícola é a mais premiada internacionalmente. “Também somos responsáveis pelo setor como um todo e enaltecemos o trabalho do brasileiro”, diz ele. A marca tem tentado fortalecer o consumo do espumante em momentos que não festas. “Achamos que isso vai ser oportunizado”, finalizado.

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Mudança no xarope

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A Quaker anunciou ontem (16) que vai substituir a marca norte-americana de maple syrup e mix de panquecas Aunt Jemima por outra completamente nova. Segundo um comunicado da PepsiCo, marca mãe da Quaker Oats, obtido pela rede americana NBC, “as origens de Aunt Jemima são baseadas em um estereótipo racial” e as tentativas de reformular a marca foram insuficientes. De acordo com o “NBC News”, a marca foi baseada em um personagem do teatro de menestréis (que tinham os chamados “black faces”, homens brancos pintados de preto em papéis cômicos) e o rosto original da marca era de Nancy Green, uma mulher negra que havia sido escrava. (Com Lisette Voytko)

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Fartura online

O Festival Fartura faz de 19 a 21 de junho sua primeira edição do ano. No entanto, com pandemia do novo coronavírus, o evento acontecerá online, direto de Belo Horizonte. Serão 48 horas de programação com 160 atrações gastronômicas e culturais. Além de apresentações e aulas em formato digital, mineiros da capital terão uma seleção de pratos de mais de 35 restaurantes para experimentar via delivery. O conteúdo estará disponível no site: http://www.farturabrasil.com.br.

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Imigração japonesa

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A Quickly Travel, agência especializada no Japão, e o restaurante Aizomê, da chef Telma Shiraishi, fizeram uma parceria para celebrar o aniversário da imigração japonesa no Brasil, comemorado em 18 de junho. Por R$ 195 por pessoa, fica disponível no delivery do restaurante (até amanhã) um menu especial inspirado em três regiões japonesas. Como entrada, representando a ilha Hokkaido, o Kaisen Ju (arroz temperado coberto por atum, vieira, ovas de salmão, ouriço do mar e algas, na foto); o prato principal, um Sukiyaki (fatias de carne cozidas em shoyu e sake com tofu, vegetais e cogumelos) homenageia a ilha central Honshu; e finaliza o cardápio, como ode à Okinawa, a sobremesa Beni Imo Tart (tartelete de crème légère e mousse de batata-doce roxa).

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Sushi à distância

A plataforma de cursos online Curseria está lançando um esperado módulo sobre sushi. Para ministrar as dez aulas (sete horas ao todo), ninguém menos do que o estrelado Jun Sakamoto. Em “A Arte do Sushi”, é possível aprender escolha dos ingredientes, a seleção de utensílios, limpeza, manuseio dos peixes e frutos do mar, montagem de sushi e outros. “O sushi pode parecer simples, mas vai além da quantidade certa de ingredientes, é literalmente uma arte. No curso, eu ensino esse segredo que vai além do ingrediente, cuidado com produtos e foco no preparo. Por isso essa minha experiência como professor se tornou tão gratificante, pois me proporcionou contar e ensinar a minha paixão para outras pessoas, abrindo portas para novos talentos se aperfeiçoarem na prática”, conta Jun Sakamoto.

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