Casa Flora completa 50 anos mirando em rejuvenescimento

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Famosa importadora paulistana que começou como secos e molhados muda o logo pela primeira vez e abre e-commerce

De uísque Dalmore a azeite Josep Llorens. As prateleiras, agora também virtuais, da importadora paulistana Casa Flora, formam um grande empório de delícias nacionais e estrangeiras, desde alimentos a uma série de tipos de bebida –vinho, destilados, cervejas e até água, já que a empresa é responsável pela marca norueguesa Voss no Brasil. O showroom da empresa, na região conhecida como Zona Cerealista, no centro de São Paulo, não é luxuoso, apesar dos produtos de altíssima qualidade. Pelo contrário, convida a uma viagem a uma época em que armazéns com as estantes lotadas de latarias e conservas e as vitrines cheias de queijos e embutidos eram a tônica não a exceção.

A companhia, que começou como loja de queijos, virou secos e molhados e hoje tem portfólio de mais de mil produtos está completando 50 anos, com foco no futuro. Pela primeira vez, mudou sua logomarca, além de ter lançado um e-commerce e expandido o centro de distribuição, como conta o diretor Antônio Pereira Carvalhal Neto, segunda geração da família que iniciou o negócio. “Todas as mudanças deste ano eram planejadas, mas não havíamos planejado a pandemia. Então, mantivemos algumas e outras adiamos”, diz. Entre as alterações colocadas em prática estão a transformação da operação logística para um pátio com quase o dobro da capacidade atual. “Estava programada uma comemoração, mas teremos apenas uma festa remota”, fala, citando a pandemia do coronavírus, que fez com que empresários em todo o país precisassem se reinventar em 2020.

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A própria Casa Flora, apesar dos investimentos e do otimismo, não deve registrar o crescimento esperado de 15% no ano. “Crescemos de 10% a 15% no faturamento anualmente. Neste ano, atenderemos em volume, mas não em valor”, conta Carvalhal Neto, citando a baixa na venda de vinhos para restaurantes como um dos motivos. O lançamento do e-commerce vem preencher a lacuna do atendimento ao consumidor final, aumentando as vendas de varejo, que hoje ocorrem apenas no ponto próximo ao Mercadão Municipal.

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Antônio Pereira Carvalhal Neto, diretor da Casa Flora

Segundo o diretor, a estratégia como e-commerce é aumentar a oferta ao consumidor final. Tirando produtos resfriados e pesados na hora, todo o portfólio está disponível na loja online. “Queremos entender a manifestação do consumidor e abrir o leque de produtos”, diz. Foi ouvindo a manifestação do consumidor que a empresa cresceu, afinal.

A Casa Flora nasceu como uma espécie de braço da Casa da Mussarela, comércio fundado pelo avô de Carvalhal Neto, Antonio Pereira Carvalhal. Foi ele que emprestou mercadorias para que um dos filhos abrisse o que hoje é uma importadora de alcance nacional. O nome foi uma homenagem ao distrito de Flora, em Três Corações, onde ficava o laticínio do qual a família mineira era sócia. “Éramos um secos e molhados de produtos nacionais e populares, de primeira necessidade”, pontua o executivo. “Como a Casa Flora estava mais bem localizada, houve uma fusão. De quatro sócios ficaram dois, meu pai e meu tio.” Foi quando o empório se transformou em atacado. Em uma época –anos 1980– em que a inflação era muito alta, o atacadista acabava vendendo para os supermercados com condições melhores do que a própria indústria.

O salto para importação aconteceu na década seguinte, com a entrada da geração atual nos negócios e a abertura da economia brasileira. “A empresa era muito pequena ainda na época, com 18 funcionários e atendimento por telefone. Minha cabeça começou a pensar em como modernizar”, conta Carvalhal Neto, dizendo que, na época, com apenas 20 anos, porém, não tinha muita voz.

Mas o consumidor tinha começado a despertar para o produto importado e não havia como negligenciar. Foram dez anos até que a empresa concluiu a transição de atacadista para importadora, mas sempre com a mesma sede na rua Santa Rosa e “o mesmo CNPJ”, como Carvalhal Neto gosta de frisar. O negócio prosperou ainda mais. E, a partir das primeiras uvas passas trazidas de fora do país há mais de 25 anos, a Casa Flora se transformou em uma importadora com 1200 produtos no portfólio e mais de 150 marcas, todas com exclusividade de comercialização. Dos 18 funcionários, passaram a 300 colaboradores. Segundo o diretor, ainda hoje no país apenas a La Pastina tem modelo negócios semelhante.

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Showroom na zona cerealista

“Nossos pilares são as pessoas e a tecnologia. Sempre entendemos as decisões pensando no colaborador, no fornecedor e no cliente, com honestidade, força e perseverança”, fala, explicando o sucesso que coloca a Casa Flora entre as cinco principais importadoras do Brasil.

A missão atualmente, com as novas mudanças, é, além de otimizar a distribuição, educar o consumidor e fortalecer as marcas que estão no portfólio. “Intensificamos a cultura de influenciar o consumidor com muito treinamento. O consumidor precisa entender o que está comendo e bebendo”, fala. Perguntado sobre profissionalização de gestão e abertura de capital, ele desconversa. “Várias empresas já perguntaram se queríamos fundo participando no nosso negócios e entendemos que não é o momento.” Para ele o foco segue na mesa e na comida. “Nosso grande desafio é fazer o consumidor ficar empoderado com relação ao que come e bebe.”

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Exclusivo: Espumante Maria Valduga volta ao portfólio da Casa Valduga

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Depois de um ano fora do mercado, o espumante Maria Valduga, desenvolvido em homenagem à matriarca da família Valduga, retorna ao portfólio da vinícola do Sul do país. A nova safra tem cinco anos em autólise, ou seja, 60 meses em maturação com leveduras nas caves subterrâneas. O espumante de uvas chardonnay e pinot noir é elaborado pelo método champenoise, segundo a tradição da região de Champagne na França. Segundo Eduardo Valduga, diretor comercial e de marketing da Famiglia Valduga, o rótulo é elaborado em lotes limitados, respeitando um tempo alto de maturação.

“Quando as garrafas de um lote terminam, é necessário respeitar o tempo de evolução para lançar um novo lote do produto com a alta qualidade que a vinícola preza”, diz. “O espumante requer um cuidado de elaboração único, desde a uva utilizada na composição até o rótulo que leva elementos artesanais feitos com carinho e são colados a mão, um a um. Toda a atenção que o espumante recebe reflete de um trabalho que a Dona Maria sempre exerceu na Famiglia Valduga, com dedicação e força, elementos que ajudaram a vinícola a chegar no patamar que se encontra atualmente. O espumante é uma homenagem à sua personalidade”, continua.

O Maria Valduga custa R$ 250 (sem embalagem), no e-commerce da vinícola.

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Festival de peixes do Alasca acaba em 12 de dezembro

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A primeira edição do Festival Delivery Selvagem – Alaska Seafood, com iniciativa da Alaska Seafood Marketing Institute (Asmi) fica em cartaz até o dia 12 de dezembro. O evento tem pratos de casas conhecidas como Kinoshita, Zucco (foto) e Le Manjue usando os animais da região, como salmão selvagem sockeye e black cod. Os cardápios ficam disponíveis para entrega, take-away e nos menus dos restaurantes.

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Laércio Zulu e Paula Labaki são estrelas do BRAZZA

O BRAZZA Ferro e Fogo abriu há pouco tempo em Santana, na zona norte, da capital paulista com a missão de preencher um vazio na região: uma boa casa de carnes que não fosse churrascaria. Com a assadora Paula Labaki na assinatura do cardápio e o bartender Laércio Zulu no comando do balcão de drinques, o restaurante cumpre bem o papel. Das coqueteleiras, saem boas invenções, como o My Daisy (R$ 30), com gim, hortelã poejo, maraschino e sagu de blueberry. Entre as carnes, destaque para os cortes dry aged, como o t-bone (R$ 220, 800 g) e o prime rib (R$ 150, 400 g, foto) e acompanhamentos como o milho na espiga com queijo (R$ 16) e a minipanelinha de legumes tostados (R$ 16).

BRAZZA Ferro e Fogo
Rua Maria Curupaiti, 102, Santana, tel. (11) 2972-1644.

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