Letícia Nanci: Pálpebras caídas e olhar cansado?

robertprzybysz/Getty Images
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Conheça uma forma não cirúrgica de melhorar a flacidez da pele e as pálpebras caídas: o PLEXR, tecnologia inovadora aprovada pela Anvisa

Se o rosto, por si só, costuma ser uma das partes que mais sofrem com os efeitos do tempo, a região periocular acusa primeiramente, em muitas pessoas, os sinais do envelhecimento. Pálpebras caídas, olhar cansado, aparência envelhecida, sobrancelhas mais baixas e pés de galinha são as queixas mais frequentes no consultório. A flacidez das pálpebras, decorrente da perda natural de colágeno e elastina, traz danos estéticos e, em alguns casos, de saúde aos pacientes, uma vez que esse excesso de pele pode agravar os problemas de fadiga ocular. Até agora, todos esses problemas eram solucionados por meio de da cirurgia plástica, a chamada blefaroplastia, que elimina o excesso de pele ao redor dos olhos. Hoje, no entanto, existe uma forma não cirúrgica de melhorar essa flacidez: o PLEXR, tecnologia inovadora aprovada pela Anvisa para o tratamento não cirúrgico da flacidez das pálpebras.

Trata-se de um gerador eletrônico de plasma que explora a ionização dos gases presentes no ar, produzindo um pequeno arco elétrico que atua ao nível do tecido superficial, causando a sublimação, sem causar danos aos tecidos circundantes. Assim, a nova tecnologia – que necessita de anestesia
prévia – realiza o tratamento sem incisões, sem pontos e cicatrizes, e, muitas vezes, o paciente pode voltar a sua rotina um ou dois dias após o procedimento.

A maioria dos casos pode ser resolvida com apenas uma sessão. Além da flacidez das pálpebras, o aparelho é superindicado para o rejuvenescimento periocular ao tratar as rugas dessa região. É indicado ainda para o tratamento de cicatrizes de acne, remoção de algumas lesões benignas de pele e rugas ao redor da boca.

É importante ressaltar aqui que, além do envelhecimento, outros fatores contribuem para o caimento das pálpebras, como a genética, diabetes, problemas relacionados ao sistema nervoso e até noites maldormidas, que intensificam a produção de radicais livres e, assim, aceleram a oxidação das células. A exposição solar excessiva também afrouxa as fibras de estruturação da pele, assim como o alto consumo de açúcar, que incentiva a glicação, fazendo com que a glicose se fixe nas estruturas elásticas de colágeno e as enfraqueça. Ah! O uso excessivo do Botox é outro vilão. Quando aplicada exageradamente, a toxina botulínica pode paralisar a musculatura além do que deveria, deixando a pele da região mais frouxa.

Outra opção não cirúrgica e não ablativa para o tratamento dos pés de galinha e das linhas palpebrais – esse, porém, necessitando de um número maior de sessões – é o aparelho de termoporação chamado Tixel. A tecnologia – que atua na regeneração da pele e na produção de colágeno – se destaca entre as demais disponíveis no mercado pelo fato de não ser um laser, ultrassom ou radiofrequência. Conhecida no Brasil como termoporação, a tecnologia baseia-se na termoablação mecânica, ou seja, ela emprega o uso do calor para produzir o efeito desejado. Seu impacto no tecido-alvo se dá quase de forma idêntica aos lasers de CO2 fracionados, porém, de forma mais superficial e com baixo nível de dor e cicatrização muito rápida. Como o aparelho não causa manchas, ele é seguro, inclusive, para as pacientes morenas. Outro enorme destaque do Tixel se deve à possibilidade de associá-lo ao drug delivery, potencializando
a penetração e absorção de medicamentos e outras substâncias, como agentes clareadores, no caso do tratamento de melasmas, acne, rosácea e rejuvenescimento da face, pescoço e colo.

É importante frisar que esses procedimentos devem ser realizados por um dermatologista especialista, e que os resultados dependem da técnica e expertise utilizadas, além da reação individual de cada paciente

Dra. Letícia Nanci é Médica do Hospital Sírio-Libanês, médica-responsável pela Clínica Dermatológica Letícia Nanci; membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); da American Academy of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)

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