Atlantic Nickel, do fundo Appian, investirá US$ 335 mi para expandir mina na Bahia

Somyot Techapuwapat- EyeEm/ GettyImages
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Atlantic Nickel, do fundo de private equity britânico Appian, investirá US$ 335 milhões para a instalação de níquel no sul da Bahia

A Atlantic Nickel, do fundo de private equity britânico Appian, investirá US$ 335 milhões, a partir de 2026, para a instalação de uma mina subterrânea de níquel sulfetado em Itagibá, no sul da Bahia, informou a empresa à Reuters ontem (14).

O investimento, com foco no crescente mercado de baterias, deverá ser realizado nos primeiros cinco anos do desenvolvimento do projeto, segundo Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), que expandirá para 34 anos as operações da Mina Santa Rita.

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O aporte da mineradora detida 100% pelo Appian, um fundo especializado em investimentos em mineração, deve consolidar a Atlantic Nickel como uma das principais fornecedoras de níquel sulfetado do mercado mundial e a única atualmente em operação na América Latina, segundo a empresa.

“Esse novo plano econômico eleva a Atlantic Nickel para um novo patamar internacional, com uma operação cada vez mais sustentável. Com menos emissão de carbono, mais segura e responsável e com um produto de excelente qualidade para atender à demanda não só de baterias elétricas, mas ao amplo mercado de eletrificação”, disse o CEO do grupo Appian no Brasil, Paulo Castellari, em nota.

Os minérios de níquel podem ser sulfetados (primários) ou lateríticos (oxidados). O sulfetado possui em sua composição, além do níquel, sulfetos de cobre, cobalto e ferro, assim como alguns metais preciosos (platina, prata e ouro).

Porém, o sulfetado é o único apropriado para a produção de baterias elétricas.

Atualmente, a empresa se prepara para atingir sua capacidade nominal de produção anual de 120 mil toneladas de concentrado, prevista para dezembro de 2020.

Desse volume total, cerca de 20 mil toneladas são de níquel contido no concentrado, enquanto o restante é formado por outros minérios.

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Com a mina subterrânea, a expectativa é de que a produção de níquel contido no concentrado da Atlantic Nickel aumente para 40 mil a 45 mil toneladas ao ano.

“Estimamos que haverá um déficit de níquel nos próximos cinco a dez anos em razão do aumento da demanda por causa do mercado de eletrificação. E estamos otimistas com a possibilidade de operar pelos próximos 34 anos, atendendo a essa demanda…”, acrescentou Castellari.

Desde que a operação da companhia foi retomada pela Appian Brazil, em outubro de 2019, a Atlantic Nickel já realizou cinco embarques para os mercados europeu e asiático.

A Appian, com sede em Londres, tem investimentos em várias partes do mundo, enquanto no Brasil também controla a Mineração Vale Verde (MVV).

Localizada no Agreste Alagoano, no município de Craíbas, a MVV é um empreendimento em implantação que engloba uma mina de cobre, além de uma operação de beneficiamento do minério com data prevista para iniciar em meados de 2021.

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A Appian já estuda outros ativos para adquirir no Brasil, disse a empresa à Reuters, sem detalhar.

Mundialmente o fundo, denominado Appian Capital Advisory, possui cerca de US$ 1 bilhão em ativos sob a sua gestão na África, Canadá, Austrália, além do Brasil. (Com Reuters)

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