Em dia de pessimismo no exterior, Ibovespa fecha estável com fluxo estrangeiro

Em um pregão marcado por forte volatilidade, o Ibovespa fechou o dia sem variação, zerando perdas e ganhos aos 115.128 pontos. Na semana, no entanto, o desempenho do índice brasileiro é positivo em 1,2%, aproximando-se de anular as quedas de 2020, atualmente em -0,45%. O fluxo do investidor estrangeiro, mais uma vez, deu fôlego ao índice doméstico, e limitou os impactos do pessimismo no exterior.

Até o dia 9, o saldo de estrangeiros no mercado secundário de ações brasileiro em dezembro estava positivo em R$ 6,5 bilhões, movimento que reflete fluxo de capital a mercados emergentes, não apenas no Brasil. Em relatório a clientes divulgado hoje, o Goldman Sachs destacou que aumentar exposição em mercados emergentes com potencial de ganhos, particularmente em ações e moedas, continua sendo uma prioridade entre os gestores globais.

Desde o mês passado, analistas de renda variável também destacam o movimento de rotação de portfólios para ações de ‘valor’, como bancos, e ‘cíclicas’, como atreladas a commodities, em detrimento de papéis de ‘crescimento’. O desempenho da Bolsa, no entanto, é ainda limitado pelas preocupações fiscais. Hoje, o senador Marcio Bittar (MDB-AC) prorrogou a apresentação do texto da PEC Emergencial para 2021, alegando motivos de complexidade do texto e atual conjuntura política do país.

No exterior, a ausência de avanços em acordos nos Estados Unidos e na Europa derrubou os mercados globais. Nos EUA, o impasse entre democratas e republicanos para um novo pacote de estímulo econômico tem limitado o apetite por riscos e, por sua vez, alimentado realizações de lucros. Do outro lado do oceano, uma solução para o impasse comercial entre o Reino e a União Europeia parece cada vez mais improvável. Sem um acordo, os britânicos devem deixar a zona do euro em 31 de dezembro sem vantagens tarifárias na comércio com o mercado europeu, que possui 450 milhões de consumidores.

Um Brexit sem acordo comercial pode prejudicar as economias da Europa, enviando ondas de choque pelos mercados financeiros, afetando fronteiras e semeando o caos nas delicadas cadeias de abastecimento que se estendem por toda a região. Os negociadores têm até a noite de domingo para romper o impasse sobre os direitos de pesca e sobre a possibilidade do Reino Unido ser punido no futuro se divergir das regras do bloco.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 0,13%. Na Europa, o Stoxx 600 registrou variação negativa de 0,77% no dia.

O ambiente de incertezas favoreceu a recuperação do dólar na sessão, que fechou negociado a R$ 5,04 na venda, com alta de 0,14%. Na semana, no entanto, a divisa acumulou recuo de 1,54%. A série de quatro semanas de baixa (perda acumulada de 7,8%) é a mais longa desde dezembro do ano passado.

“No nosso cenário-base, o dólar vai a R$ 4,80 em 2021, sem furo do teto de gastos e com aprovação de uma PEC emergencial não muito ambiciosa”, disse Roberto Motta, chefe da mesa de derivativos da Genial Investimentos, que fala em chances de um “superciclo” de commodities e de crescimento econômico global sincronizado. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
ELET3: +5,65% a R$ 38,69
ELET6: +4,23% a R$ 38,45
EQTL3: +3,83% a R$ 22,50
EGIE3: +3,67% a R$ 44,91
CMIG4: +3,40% a R$ 13,69

Maiores Baixas
LAME4: -5,48% a R$ 23,61
MULT3: -3,58% a R$ 25,02
PRIO3: -3,57% a R$ 55,70
BTOW3: -3,56% a R$ 78,60
YDUQ3: -3,46% a R$ 35,20

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).