Cemig aprova contratações no mercado para cargos de liderança, mostra documento

REUTERS/Amanda Perobelli
REUTERS/Amanda Perobelli

A companhia também comentou que cinco executivos foram afastados devido a uma denúncia junto ao MPMG

A estatal mineira de energia Cemig informou a funcionários que seu conselho de administração aprovou a possibilidade de contratação de profissionais de mercado para posições de liderança até então restritas a pessoas com carreira na empresa.

De acordo com um comunicado interno da elétrica, visto pela Reuters hoje (13), a empresa poderá realizar tais contratações “em caráter complementar” e “até o limite de 40% das posições de liderança”.

“Essa possibilidade, já adotada em outras empresas de economia mista, não compromete a oportunidade de carreira para as ‘pratas da casa’, que serão sempre consideradas antes de se optar por uma contratação externa”, afirmou a empresa no material.

A informação vem após a Reuters ter publicado na véspera que a elétrica afastou na semana passada cerca de 15 profissionais incluindo superintendentes e gestores.

A companhia disse posteriormente que cinco desses executivos foram afastados devido a uma denúncia junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que solicitou informações à empresa sobre um inquérito que corre em sigilo. A empresa não deu detalhes sobre o que é investigado.

No comunicado interno visto pela Reuters, a Cemig disse que a requisição de informações do MPMG envolveria “supostas irregularidades nos processos de licitação e contratação de responsabilidade da área de Suprimentos”.

“Diante da gravidade da denúncia, a diretoria executiva determinou a instauração de um processo administrativo disciplinar para apuração da veracidade dos fatos e o afastamento preventivo do corpo gerencial da área de Suprimentos e Logística, sem imputar aos profissionais afastados qualquer responsabilidade até que todos fatos sejam apurados”, afirmou.

A empresa disse no documento que o movimento de retirar os profissionais do cargo visa “garantir imparcialidade e isenção” nas investigações. (Com Reuters)

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