Forbes Radar: Cemig deixa a Light e Petrobras negocia refinaria com Ultrapar

No Forbes Radar de hoje (20), a Cemig deixou de ser a principal acionista da Light, realizando a distribuição de 137 milhões de ações ordinárias, e a Petrobras negocia a venda da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, para a Ultrapar. Veja estes e outros destaques corporativos desta quarta-feira:

Cemig (CMIG4) e Light (LIGT3)

O Conselho de Administração da Cemig aprovou a fixação de R$ 20 por ação no âmbito da distribuição de 137 milhões de ações ordinárias de emissão da Light. A distribuição primária será de 68 milhões de ativos e a secundária também de 68 milhões de papéis.

A Light levantou R$ 2,7 bilhões, conforme comunicado divulgado hoje. O follow-on fará com que a Cemig deixe de ser a maior acionista da Light (com 22,6%) e passe a ser uma corporation.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio declarou que o Conselho de Administração aprovou a realização de uma oferta pública primária com 22 milhões de ações ordinárias, podendo levantar cerca de R$ 2,2 bilhões. Se considerada a cotação de fechamento dos papéis da empresa em 15 de janeiro, de R$ 74,28 por ação, a oferta envolveria R$ 1,63 bilhão, ou 2,2 bilhões se houver negociação das ações adicionais que são 7,7 milhões.

A oferta de ações será coordenada por BTG Pactual, Citigroup, Credit Suisse, Itaú BBA, Safra e Santander Brasil.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras recebeu oferta vinculante para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e está em negociações com a Ultrapar, informou a companhia em comunicado nesta terça-feira. O negócio faz parte de esforços do governo para acabar com o quase monopólio da Petrobras no refino, abrindo um dos maiores mercados de combustíveis do mundo a investidores privados, com a venda de oito refinarias.

Além da Refap, a empresa também recebeu proposta para venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e está em análise de licitações. A Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, está em processos finais de oferta entre a Petrobras e a Mubadala Investment Company.

A petrolífera recebeu ainda propostas e está em fase de negociação para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná. A Petrobras espera receber as ofertas de venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e da Refinaria Gabriel Passos (Regap).

Ontem, a Petrobras recebeu uma nova autorização do Ministério de Minas e Energia para importações de gás natural da Bolívia, com transporte pelo gasoduto Bolívia-Brasil, mas em volume menor do que nas operações que vinham sendo praticadas até então pela companhia. Poderá ser importado até 5,08 milhões de m³ por dia, em regime ininterruptível, sendo que as importações miram atender demanda do mercado termelétrico.

Uma autorização anterior da Petrobras para as importações de gás boliviano tinha validade até o final de 2020 e permitia compras de até 10,08 milhões de m³ por dia, com possibilidade de até 1 milhão de m³ adicionais diários para uso no sistema de transporte.

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Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras informou ao mercado que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não aprovou a alteração dos contratos de compra de energia entre os Produtores de Energia (PIEs) e a Amazonas Geração e Transmissão de Energia (Amazonas GT). A proposta era alterar os contratos de compra de energia dos PIEs (atualmente 100% inflexível), para o regime de disponibilidade (100% flexível e com o custo variável unitário (CVU) definido), a serem despachados por ordem de mérito quando o CVU fosse menor que o Preço de Liquidação das diferenças (PLD) ou para atender restrições elétricas no Amazonas.

Em nota, a Eletrobras informou que a proposta adequaria o volume contratado à necessidade da Amazonas Energia e do Sistema de Manaus, diminuindo a sobrecontratação da distribuidora e o despacho dos PIEs com CVU elevado, contribuindo com a redução da inadimplência da Amazonas Energia junto a Amazonas GT.

A Aneel concedeu o prazo de 60 (sessenta) dias para o envio das minutas dos termos aditivos aos Contratos de Compra e Venda de Energia Elétrica (CCVEEs) e Contratos de Suprimento (CSEs), que devem estar assinadas pelas partes envolvidas. A Amazonas GT, a Eletronorte e a Eletrobras holding estão analisando os efeitos da referida decisão e também iniciando os trabalhos para atendimento do prazo concedido pela Aneel.

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Brasil informou ao mercado que indicou João Marques da Cruz à presidência-executiva da companhia, após o atual CEO, Miguel Setas, ter sido nomeado para uma posição no Conselho de Administração Executivo de sua controladora. O movimento da EDP Brasil vem na sequência de uma assembleia de sua controladora, que aprovou Miguel Stilwell de Andrade como líder do Conselho Executivo de 2021 a 2023.

Em nota a clientes, analistas do Credit Suisse disseram avaliar as alterações na cúpula como neutras para as ações da companhia, mas ressaltaram que a saída de Setas “pode gerar preocupações no mercado”, uma vez que a gestão do executivo à frente da empresa vinha sendo bem avaliada.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter anunciou a contratação de Felipe Bottino para o Inter Wealth Management (WIN), sistema que procura gerir o patrimônio de clientes com movimentações superiores a R$ 1 milhão. Bottino é ex-chefe da PI, plataformas de investimentos do Santander. (Com Reuters)

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