Ibovespa fecha em queda com ruídos sobre novo auxílio emergencial

O Ibovespa voltou a fechar em queda nesta quinta-feira (21), recuando 1,10% aos 118.328 pontos, o terceiro pregão consecutivo de desvalorização. O otimismo observado no início da sessão perdeu espaço para a preocupação com a saúde das contas públicas após parlamentares apoiados pelo Governo Federal na disputa pelas presidências do Congresso defenderem uma nova rodada de estímulos à economia nos moldes do auxílio emergencial.

O candidato do governo à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou hoje que a discussão sobre uma nova rodada de ajuda financeira às famílias brasileiras será retomada na primeira semana do novo comando do Congresso e que será preciso sacrifício de premissas econômicas para manter os pagamentos. Em entrevistas posteriores, Pacheco tentou acalmar os ânimos do mercado, garantindo que em primeiro lugar é preciso ter responsabilidade fiscal e obediência ao teto de gastos.

O socorro às famílias é considerado fundamental pelos parlamentares em função da segunda onda do coronavírus no Brasil e das dificuldades de recuperação da economia. Por outro lado, uma nova rodada de transferência de renda impactaria ainda mais o endividamento federal.

À tarde, o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato do governo à presidência da Câmara dos Deputados, disse no Twitter que “qualquer discussão sobre eventual auxílio emergencial adicional deve ser feita de forma responsável e acompanhada do aprofundamento de reformas que viabilizem a consistência fiscal de médio e longo prazos no Brasil”.

Para os analistas da Mirae Asset Fernando Bresciani e Pedro Galdi, o Ibovespa ainda pode seguir pressionado com ruídos políticos, atrasos nas vacinas e preocupação do lado fiscal. Na visão do sócio e líder de renda variável da BlueTrade, Patrick Johnston, a proximidade de um fim de semana prolongado, com feriado na cidade de São Paulo na segunda-feira e respectivo fechamento da B3, foi mais um componente a endossar as vendas de ações na bolsa paulista hoje.

No câmbio, a possibilidade de novos gastos do governo fez a volatilidade disparar durante a sessão, com o dólar comercial terminando o dia em alta de 0,95% e negociado a R$ 5,36 na venda. A preocupação com a sustentabilidade fiscal anulou o alívio momentâneo no câmbio trazido pela primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que manteve a Selic em 2% ao ano e retirou de seu comunicado o “forward guidance” adotado em agosto. Com o forward guidance, o Copom tinha o compromisso de não elevar os juros até que as expectativas e projeções de inflação se aproximassem das metas no horizonte considerado relevante para a política monetária (até 2022) e contanto que o governo mantivesse seu regime fiscal.

Em Wall Street, os índices terminaram o dia próximos da estabilidade após dados sobre os pedidos de seguro desemprego divulgados nesta manhã confirmarem os impactos da segunda onda de Covid-19 na deterioração do mercado de trabalho dos Estados Unidos. As novas solicitações somaram 900 mil na semana encerrada em 16 de janeiro. Apenas ontem o país registrou 4.200 mortos pelo coronavírus. O Dow Jones recuou 0,04% aos 31.176 pontos, o S&P 500 fechou em alta de 0,03% aos 3.853 pontos e o Nasdaq Composite avançou 0,55% aos 13.530 pontos. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
PRIO3: +4,90% a R$ 74,28
BTOW3: +2,62% a R$ 89,79
CPLE6: +1,77% a R$ 66,28
QUAL3: +1,55% a R$ 32,85
HAPV3: +1,44% a R$ 17,62

Maiores Baixas
ELET6: -6,15% a R$ 31,43
EZTC6: -5,64% a R$ 36,80
CYRE3: -5,35% a R$ 26,90
ELET3: -5,15% a R$ 31,30
CSAN3: -3,90% a R$ 77,62

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).