IPO da Bemobi pode movimentar R$ 1 bilhão

peterschreiber.media/GettyImages
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De janeiro a setembro de 2020, a Bemobi teve receita líquida de R$ 178 milhões, alta de 10,7% sobre um ano antes

O clube de assinatura de aplicativos Bemobi Mobile pode movimentar cerca de R$ 1 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO), com base em dados do documento publicado pela companhia hoje (18).

O cálculo toma como base o ponto médio da faixa indicativa da oferta, de R$ 17,60 e R$ 23,10 por ação, e a venda integral do lote base, de 49,7 milhões de papéis, composto todo de uma emissão primária, ou seja, cujos recursos da venda irão todo para o caixa da companhia.

A operação poderá ainda ser acrescida de 17,4 milhões de ações, referentes à venda de participação de atuais acionistas da Bemobi, o chamado lote secundário, que poderá ser vendido dependendo da demanda do mercado.

De acordo com o cronograma previsto, a precificação da oferta ocorrerá em 8 de fevereiro, com a estreia dos papéis na sessão da Bovespa no dia 10, negociados sob o ticker BMOB3.

A companhia, que desde 2015, faz parte do grupo norueguês Otello Corporation, gera receita ao vender assinaturas do clube, em parceria com operadoras de telefonia, desenvolvedores e fornecedores de conteúdo. A empresa tem 200 parceiros de conteúdo, incluindo Disney, Rovio, Viacom e AngryBirds.

No fim de setembro, a Bemobi tinha 34,6 milhões de assinantes em 37 países e parceria com 70 operadoras de telefonia móvel. Além da assinatura de conteúdo para telefones celulares, a companhia vende serviços de microfinanças e de mensageria.

Além da matriz no Rio de Janeiro, a Bemobi tem escritórios na Ucrânia, Noruega e na Índia, e funcionários nas Filipinas, Indonésia, África do Sul, Bangladesh, Vietnã e Paquistão. Cerca de 42% da receita da companhia vem de operações internacionais.

De janeiro a setembro de 2020, a Bemobi teve receita líquida de R$ 178 milhões, alta de 10,7% sobre um ano antes, com margem Ebitda variando de 37,9% para 37,7%.

A companhia afirmou no prospecto preliminar da oferta que usará os recursos da oferta primária para pagar obrigações ligadas a reorganização societária, pagar dividendos devidos referentes a anos anteriores e para comprar ativos. (Com Reuters)

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