Vinci deve usar recursos do IPO nos EUA para possíveis compras no Brasil

SOPA Images/GettyImages
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No primeiro dia, as ações da Vinci operavam em baixa de 5% nesta tarde na Nasdaq

A Vinci Partners planeja usar os US$ 250 milhões captados no IPO nos Estados Unidos para expandir suas atividades no Brasil, disse hoje (28) um executivo da gestora de investimentos alternativos.

A empresa pretende comprar rivais para expandir sua linha de produtos em áreas, como investimentos em imóveis, estratégias de crédito e ações, afirmou o chefe da área de private equity da Vinci, Bruno Zaremba, em entrevista à Reuters.

A Vinci vendeu 13,9 milhões de ações a US$18 por ação na quarta, atribuindo um valor de US$ 1 bilhão à Vinci. No primeiro dia, as ações da Vinci operavam em baixa de 5% nesta tarde na Nasdaq.

A indústria brasileira de serviços financeiros, há décadas dominada pelos bancos tradicionais, foi redesenhada na última década por novas empresas oferecendo acesso simplificado a serviços e produtos.

Zaremba disse que as oportunidades de crescimento no país são gigantescas com as taxas de juros no piso histórico e investidores tirando bilhões de reais dos títulos de governo.

“Nos últimos anos, vimos o início de uma grande mudança na maneira que os brasileiros poupam, tanto os investidores de varejo quanto os institucionais”, disse Zaremba, lembrando que o total de ativos sob gestão da Vinci mais que dobrou nos últimos três anos, para R$ 50 bilhões.

Como empresa listada, a Vinci pode usar ações para pagar por aquisições e pretende expandir o total de funcionários elegíveis como sócios e com direito a receber opções de ações. Os sócios têm carência após o IPO durante a qual não podem vender ações.

A oferta da Vinci teve demanda 16 vezes maior que a oferta e amplia a lista de empresas financeiras do país buscando listagem nos EUA. Neste mês, o Patria levantou US$ 326 milhões em seu IPO. A XP listou ações na Nasdaq no fim de 2019.

Zaremba disse que a empresa optou por listar nos EUA porque há muito mais empresas comparáveis com a Vinci e investidores que já compram pares internacionais como a Blackstone. (Com Reuters)

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