11 bilionários que estão faturando com a valorização do bitcoin

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Atualmente, o valor combinado das criptomoedas chega a US$ 1 trilhão, quatro vezes acima do que foi registrado em 2020

O mercado de ações deu aos investidores bons motivos para sorrir no ano passado, mas ninguém está mais feliz do que os detentores de criptomoedas. Atualmente, o valor combinado de todas as moedas digitais é de US$ 1 trilhão, quatro vezes mais do que os US$ 250 bilhões registrados em janeiro de 2020.

A Forbes calculou a fortuna dos investidores e empreendedores mais ricos do mundo das moedas digitais, considerando o valor do dinheiro digital e as participações em negócios e ativos tradicionais.

VEJA TAMBÉM: Quem são os maiores bilionários das criptomoedas

Veja, na galeria a seguir, quem são os 11 bilionários –um recorde– que fizeram fortuna com as criptomoedas:

Todos os valores das criptomoedas são de 19 de janeiro de 2021, às 16h do horário leste dos Estados Unidos, segundo a Messari.io.

  • Brian Armstrong

    Patrimônio: US$ 6,5 bilhões

    A Coinbase é um dos lugares mais populares para compra e venda de criptomoedas. Todos os dias, a empresa processa cerca de US$ 3 bilhões. Armstrong, 38 anos, cofundou a corretora em 2012, após passagens por Deloitte e Airbnb. Agora é o negócio de moedas digitais mais valioso dos Estados Unidos. Armstrong detém cerca de 20% da Coinbase, que em dezembro abriu capital de forma confidencial. Questionado sobre por que começou a fazer esse tipo de investimento, o empresário afirmou que “queria que o mundo tivesse um sistema financeiro global e aberto que impulsionasse a inovação e a liberdade”.

    Reprodução/Forbes
  • Sam Bankman-Fried

    Patrimônio: US$ 4,5 bilhões

    Com apenas 28 anos, Bankman-Fried administra US$ 2,5 bilhões em ativos por meio da Alameda Research, empresa quantitativa de negociação de criptomoedas fundada em 2017. Formado pelo MIT e ex-negociante de ETFs de Wall Street, ele também lançou em 2019 a FTX, uma bolsa de derivados de criptomoedas. Grande parte de sua riqueza está em ações e tokens da FTX (FTT).

    Reprodução/Forbes
  • Chris Larsen

    Patrimônio: US$ 2,9 bilhões

    Larsen, 60 anos, é um empreendedor em série e, em 1997, foi cofundador da credora online Eloan. Oito anos depois, cofundou a credora peer-to-peer (P2P) Prosper. Sua terceira aposta mais valiosa e controversa foi a Ripple. Ele criou a empresa em conjunto com Jed McCaleb, em 2012, para facilitar pagamentos internacionais para bancos por meio da tecnologia blockchain e um token chamado XRP. Em janeiro de 2018, os negócios de criptomoeda elevaram brevemente sua fortuna para mais de US$ 17 bilhões. No entanto, no final daquele ano, a XRP despencou com o restante do mercado quando a bolha estourou. Larsen se tornou réu em uma ação judicial de dezembro de 2020 movida pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), alegando que a Ripple vendeu a XRP ao público em uma oferta de valores de títulos não registrada. “A SEC está completamente errada quanto aos fatos e à lei”, disse Ripple em um comunicado.

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  • Michael Saylor

    Patrimônio: US$ 2 bilhões

    O CEO da empresa de software MicroStrategy foi um dos executivos mais conhecidos da bolha da internet e chegou a aparecer em uma das listas da revista “People” de “Solteiros Mais Cobiçados”. Mas a contabilização questionável fez com que os resultados financeiros fossem examinados, o que levou a empresa à falência. Duas grandes jogadas o colocaram nesta lista: em dezembro de 2020, a MicroStrategy anunciou que usou seu dinheiro e emprestou US$ 650 milhões para comprar 70.784 bitcoins por US$ 1,1 bilhão (o que hoje equivale a US$ 2,5 bilhões), ajudando a impulsionar as ações em mais de 300%. Além disso, Saylor diz que desviou 17.732 bitcoins por cerca de US$ 175 milhões (o que hoje equivale a US$ 650 milhões).

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  • Changpeng Zhao (“CZ”)

    Patrimônio: US$ 1,9 bilhão

    Em 2014, o ex-desenvolvedor de softwares vendeu sua casa em Xangai para apostar tudo no bitcoin. Ele lançou a Binance em 2017 e, em menos de um ano, ela se tornou o lugar mais popular para o comércio de criptomoedas. Desde então, ele vem lançando linhas de negócios que vão desde fundos de capital de risco e operações de mineração de bitcoin até um cartão de débito que permite que o cliente use moedas digitais na Europa. Filho de um professor que foi temporariamente exilado da China, ele era funcionário do McDonald’s e trabalhava durante a noite em um posto de gasolina para ajudar com as despesas domésticas.

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  • Tyler and Cameron Winklevoss

    Patrimônio: US$ 1,6 bilhão cada um

    Os remadores olímpicos ficaram conhecidos após acusarem o colega de Harvard, Mark Zuckerberg, de roubar sua ideia sobre uma rede social. Em 2012, os gêmeos firmaram um acordo legal de US$ 65 milhões com o CEO do Facebook e usaram o dinheiro para estocar bitcoin. Eles ainda possuem cerca de 70 mil bitcoins, além de outros ativos digitais. Em 2014, fundaram a bolsa de criptomoedas Gemini que hoje processa cerca de US$ 200 milhões em negociações todos os dias.

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  • Barry Silbert

    Patrimônio: US$ 1,5 bilhão

    Depois de vender a plataforma de negociação de ações Second-Market para a Nasdaq em 2015, o graduado pela Emory University lançou o Digital Currency Group, um conglomerado de cinco empresas. A maior parte de sua fortuna vem do gerenciador de ativos digitais Greyscale, que administra US$ 28 bilhões em bitcoin, ether e outros ativos. O Grayscale foi o primeiro a obter permissão regulatória para vender títulos em bitcoin para investidores institucionais e credenciados. Tudo isso resulta em uma receita anual estimada em US$ 590 milhões.

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  • Jed McCaleb

    Patrimônio: US$ 1,4 bilhão

    Um pioneiro, McCaleb, 46 anos, ajudou a lançar três firmas de criptomoedas. Em 2010, ele criou a Mt. Gox, a primeira grande bolsa de bitcoin, que foi vendida um ano depois. Em 2012, foi cofundador da Ripple, mas logo a deixou de lado, após desentendimentos com os outros fundadores. Em 2014, confundou a Stellar, concorrente da Ripple, avaliada em US$ 4,8 bilhões, que visa acelerar os pagamentos internacionais. A maior parte da fortuna de McCaleb vem dos 3,4 bilhões de XRP que ele ainda possui e dos 9 bilhões de XRP que ele arrecadou como fundador da Ripple. Antes de entrar no mundo do dinheiro digital, McCaleb era conhecido por ter criado o serviço de compartilhamento de arquivos eDonkey2000. Em 2006, esse negócio acabou envolvido em uma ação judicial de gravadoras avaliada em US$ 30 milhões por violação de direitos autorais.

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  • Tim Draper

    Patrimônio: US$ 1,1 bilhão

    Descendente de uma dinastia de investidores do Vale do Silício e sócio-fundador da empresa de capital de risco Draper Fisher Jurvetson, ele fez centenas de investimentos de risco em empresas como Tesla e Theranos. Em 2014, comprou 29.656 bitcoins que haviam sido confiscados pelo governo no mercado negro por US$ 18,7 milhões (o que equivale a US$ 632 por moeda). Atualmente, o valor chega a US$ 1,1 bilhão. “Comprei mais alguns ao longo do caminho, mas não o suficiente para passar os irmãos Winklevoss”, diz ele à Forbes.

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  • Matthew Roszak

    Patrimônio: US$ 1 bilhão

    Um seguidor de longa data das criptomoedas, Roszak trabalhou com capital de risco e como empresário (ele também limpou acusações com informações privilegiadas em 2006) antes de acumular um longo portfólio em moedas digitais a partir de 2012. Atualmente, é cofundador e presidente da Bloq, uma startup de tecnologia de blockchain de Chicago que presta consultoria de projetos, sobre como ajudar bancos a armazenar ativos digitais com segurança. Roszak recentemente coliderou uma iniciativa para dar a cada membro do Congresso US$ 50 em ativos digitais: alguns aceitaram, outros não.

    Reprodução/Forbes

Brian Armstrong

Patrimônio: US$ 6,5 bilhões

A Coinbase é um dos lugares mais populares para compra e venda de criptomoedas. Todos os dias, a empresa processa cerca de US$ 3 bilhões. Armstrong, 38 anos, cofundou a corretora em 2012, após passagens por Deloitte e Airbnb. Agora é o negócio de moedas digitais mais valioso dos Estados Unidos. Armstrong detém cerca de 20% da Coinbase, que em dezembro abriu capital de forma confidencial. Questionado sobre por que começou a fazer esse tipo de investimento, o empresário afirmou que “queria que o mundo tivesse um sistema financeiro global e aberto que impulsionasse a inovação e a liberdade”.

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