CSN teve lucro líquido de R$ 3,9 bi no 4º trimestre e estima queda no endividamento

A Companhia Siderúrgica Nacional teve lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, um salto em relação ao resultado de R$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2019, em meio a forte crescimento de receitas beneficiado pela alta de commodities e queda no endividamento.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado triplicou para R$ 4,7 bilhões, recorde trimestral, com a margem do Ebitda ajustado quase dobrando para 47%.

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A receita líquida da CSN somou R$ 9,8 bilhões, elevação de 50% ano a ano, enquanto a empresa atribuiu tal performance principalmente ao “ótimo desempenho nos segmentos de siderurgia e mineração, impulsionados pela alta global dos preços das commodities”.

No último trimestre do ano, as vendas de aço somaram 1,2 milhão de toneladas, contra 1,1 milhão de toneladas um ano antes, enquanto as vendas de minério de ferro totalizaram 8,6 milhões de toneladas, queda de 16% na base anual.

De acordo com os dados divulgados no final de ontem (22), o custo dos produtos vendidos cresceu 26% e totalizou R$ 5,6 bilhões. O fluxo de caixa livre alcançou R$ 3,75 bilhões, influenciado positivamente pela recuperação no capital de giro e forte geração de Ebitda.

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 519 milhões nos últimos três meses de 2020, em função da aceleração de diversos projetos de ‘sustaining’ na siderurgia.

No final de 2020, a dívida líquida atingiu R$ 25 bilhões, com a forte geração de caixa do período e foi somada ao decréscimo da dívida pela variação cambial, o que ajudou na redução da alavancagem medida pela relação entre dívida líquida sobre Ebitda que atingiu 2,23 vezes, o menor patamar desde dezembro de 2011.

Em fato relevante, a CSN estimou fechar 2021 com dívida líquida de R$ 15 bilhões e alavancagem medida pela relação entre dívida líquida sobre Ebitda de 1 vez. (com Reuters)

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