Forbes Radar: Petrobras, Ford, Cosan, e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (8), a Petrobras concluiu a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para a Mubadala Capital que apresentou a oferta final no valor de US$ 1,65 bilhão. Além diso, a Rede D’or se tornou proprietária de 43 milhões de ações da Qualicorp (15,43% do capital social da companhia de planos de saúde). Hoje também é o último dia de reserva dos ativos da Cruzeiro do Sul Educacional e da Westwing e, ao mesmo tempo, a Blau Farmacêutica e a Nadir Figueiredo enviaram prospectos para a realização de um IPO.

Veja estes e outros destaques de negócios do dia:

Qualicorp (QUAL3) e Rede D’or São Luiz (RDOR3)

A Rede D’or informou a Qualicorp na última sexta-feira (5) que realizou a aquisição de 43 milhões de ações ordinárias de emissão da Companhia, o que representa 15,43% do capital social da Qualicorp.

Petrobras (PETR4) e PetroRio (PRIO3)

A Petrobras declarou que sua controlada indireta Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversión (Pusai), finalizou hoje a venda da totalidade de sua participação na Petrobras Uruguay Distribución, no Uruguai, para a Mauruguay, empresa subsidiária integral indireta da Disa Corporación Petrolífera (Disa).

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 62 milhões para a Pusai, já com os ajustes previstos no contrato. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 6,17 milhões pagos a Pusai na data de assinatura do contrato de venda, em 2 de outubro, totalizando US$ 68,17 milhões.

De acordo com o documento enviado aos investidores, “No Uruguai, a Petrobras atuava, por meio da PUDSA, no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes, com um portfólio de ativos que inclui uma rede de 90 estações de serviços, sendo 88 em operação, 16 lojas de conveniência, um terminal logístico de lubrificantes, uma planta de QAV e entrega de combustíveis marinhos nos principais portos do país, sendo a segunda maior distribuidora de combustíveis do Uruguai. Também atuava na distribuição de fertilizantes líquidos, por meio de dois terminais logísticos de armazenamento, sendo a maior comercializadora de fertilizantes líquidos do país.”

Em outro informe, a Petrobras iniciou a fase não-vinculante referente à venda da totalidade de suas participações de 51% na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e de 25% na Transportadora Sulbrasileira de Gás.

A TBG é uma companhia que atua no transporte de gás natural e está presente no principal eixo econômico do Brasil, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, sendo proprietária e operadora do gasoduto Bolívia-Brasil em território brasileiro. Seu gasoduto tem extensão de 2.593 km, com capacidade de transporte de até 30 milhões de m3 por dia de gás natural.

A TSB se localiza no Rio Grande do Sul, com 50 km de dutos já instalados, com capacidade de transporte de até 7,68 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural e um projeto de 565 km adicionais que, uma vez concluído, permitirá a conexão dos campos de produção na Argentina à região metropolitana de Porto Alegre e ao gasoduto da TBG.

Os potenciais compradores habilitados para esta fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre as companhias em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não-vinculantes.

A petrolífera também vendeu sua participação de 30% no campo de Frade, localizado na Bacia de Campos, litoral norte do estado do Rio de Janeiro, para a PetroRio Jaguar Petróleo, subsidiária da PetroRio, que detém os 70% restantes. A transação incluiu também a venda da totalidade da participação detida pela Petrobras Frade Inversiones (PFISA), subsidiária da Petrobras, na empresa Frade BV para a Petrorio Luxembourg, que passa a deter 100% de Frade BV.

Os valores pagos à Petrobras na última sexta-feira e na assinatura, somados ao lucro auferido, totalizam US$ 100 milhões. Além disso, há o montante de US$ 20 milhões, contingente a uma potencial nova descoberta comercial no campo, que se ocorrer no futuro, a Petrobras terá direito a receber.

Por fim, a Petrobras concluiu a rodada final da fase vinculante do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus ativos logísticos associados, na Bahia, em que o Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final no valor de US$ 1,65 bilhão. A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes.

A Petrobras recebeu propostas vinculantes para venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, mas decidiu pelo encerramento do processo, uma vez que as condições das propostas apresentadas ficaram aquém da avaliação econômico-financeira da Petrobras. Assim, a companhia iniciará tempestivamente novo processo competitivo para essa refinaria

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Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3)

Termina hoje a reserva de ações para pequenos investidores comprarem ações da Cruzeiro do Sul Educacional. O intervalo indicativo de preço por ação varia entre R$ 16,40 e R$ 19,60. A estreia na B3 está prevista para 11 de fevereiro.

O valor será fixado amanhã (9). Considerando o meio da faixa, de R$ 18, e o número de 76,5 milhões de ações da oferta-base, a operação pode movimentar R$ 1,4 bilhão.

Com o dinheiro captado na oferta primária, a Cruzeiro do Sul planeja realizar operações de fusões e aquisições (90%) e expandir e investir (10%).

Westwing (WEST3)

Também terminam hoje as reservas de ações da Westing para pequenos investidores. O intervalo indicativo de preço por ação varia entre e R$ 10,50 e R$ 13,66. O valor mínimo para participar da primeira venda de ações da empresa é de R$ 3.000, e o máximo, de R$ 1 milhão. A estreia na B3 está prevista para 11 de fevereiro.

O valor será fixado nesta terça-feira. Considerando o meio da faixa, de R$ 12,08, e o número de 66 milhões de ações da oferta a operação pode movimentar R$ 799,7 milhões. Há ainda possibilidade de um lote adicional de 13,2 milhões de ações e suplementar de 9,9 milhões de papéis, que elevaria a oferta para R$ 1,1 bilhão.

Com o dinheiro captado na oferta primária, a Westwing planeja expandir o mercado endereçável (29%), investir em marketing (26%) e em tecnologia (24%). Também pretende expandir marcas próprias (13%) e investir em logística (8%).

A companhia é uma loja de decoração online fundada em 2011 como subsidiária de uma multinacional alemã de mesmo nome.

Ford (FDMO34)

A Ford mais que dobrou a quantia que planeja investir em veículos elétricos (EVs) e autônomos, para US$ 29 bilhões, apesar de ter sofrido prejuízo líquido de US$ 2,8 bilhões no quarto trimestre.

A segunda maior montadora norte-americana, que anunciou em janeiro que vai parar de produzir no Brasil neste ano, também afirmou que a escassez global de chips pode levar a uma queda de 10% a 20% na produção do primeiro trimestre, resultando em um impacto potencial no lucro operacional de US$ 1 bilhão a US$ 2,5 bilhões.

“Se os EVs continuarem ganhando mercado rapidamente, especialmente com clientes comerciais, queremos deixar claro que não cederemos terreno para ninguém”, disse o vice-presidente financeiro da Ford, John Lawler, a jornalistas.

A Ford disse que dobrou a aposta em veículos elétricos conectados e que vai investir US$ 22 bilhões em eletrificação até 2025, quase o dobro do que havia estimado anteriormente.

A companhia também vai investir US$ 7 bilhões no desenvolvimento de tecnologia de direção autônoma ao longo até 2025 –sendo 5 bilhões de 2021 em diante.

“Estamos acelerando todos os nossos planos”, disse o presidente-executivo da Ford, Jim Farley. A montadora tem trabalhado para aumentar a capacidade de bateria e na adição de mais veículos elétricos no portfólio.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora informou na sexta-feira que assinou contrato para vender a totalidade de sua participação acionária nas empresas Pecém Energia S.A. e Energética Camaçari Muricy II para a CH4 Energia, sociedade brasileira controlada pela americana New Fortress Energy (NFE).

O valor total da venda da participação da BR será de R$ 50 milhões, acrescentou a distribuidora em fato relevante.

As sociedades Pecém e Muricy, ainda em fase pré-operacional, são responsáveis pela implantação térmicas Pecém II e Muricy II, no Estado da Bahia.

A NFE é uma empresa global de infraestrutura de energia que financia, constrói e opera infraestrutura de gás natural e logística para fornecer soluções de energia integradas.

A BR Distribuidora também informou ontem (7) que retomou pela manhã a comercialização de gasolina de aviação, que estava suspensa desde meados da semana após a detecção de um parâmetro do combustível fora de limites de especificação.

Em comunicado à imprensa, a BR disse que tomou a decisão de voltar às vendas “após receber os laudos do fornecedor atestando que os novos lotes do produto se encontram nas especificações determinadas pelos órgãos reguladores”.

A empresa disse ainda que “realizou todos os testes recomendados ao distribuidor, mas, de modo a regularizar o abastecimento no menor espaço de tempo possível, a base da companhia em Cubatão (SP), atualmente o único polo de suprimento de AVGAS no país, está operando em regime estendido”.

Em paralelo, a BR disse que ainda aguarda esclarecimentos do fornecedor sobre o ocorrido com o combustível e afirmou que se colocou “à disposição para colaborar no aprofundamento das investigações”.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia captou cerca de R$ 765 milhões em uma Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês) que marcará a estreia da comercializadora de eletricidade na bolsa paulista e deverá permitir à empresa investir principalmente em usinas próprias de geração solar.

Além da venda de ações novas, sócios da companhia venderam o equivalente a R$ 122,4 milhões em participação no negócio. Com isso, a oferta total movimentou R$ 887,4 milhões.

A oferta foi definida a R$ 18,02 por papel. A empresa movimentaria cerca de R$ 1 bilhão se as ações ficassem no meio da faixa indicada anteriormente (R$ 21,20 a R$ 28,6 cada).

Cosan (CSAN3)

O Conselho de Administração da Cosan aprovou um novo plano de recompra de ações ordinárias de emissão da companhia.

O plano terá como objetivo aquisições para manutenção em tesouraria, cancelamento ou alienação, com previsão de compra de no máximo 10 milhões de ações, representativas de cerca de 2,13% do total de papéis.

As aquisições serão realizadas na B3, a preço de mercado, em prazo de até 18 meses, de acordo com fato relevante da empresa na última sexta-feira.

Nadir Figueiredo (NAFG4)

A fabricante de utilidades domésticas de vidro Nadir Figueiredo pediu nesta sexta-feira aval para realizar o IPO, preparando sua volta à bolsa quase um ano após ter fechado o capital.

O IPO, que será coordenado por BTG Pactual, Bank of America, Itaú BBA e Bradesco BBI, servirá também servirá para o FIP Kilauea vender uma participação no negócio. O fundo de private equity HIG Capital LLC controla a empresa desde julho de 2019.

Fundada em 1912 e tradicional fabricante do copo americano e das marcas Duralex e Marinex, a Nadir Figueiredo informou no prospecto preliminar que teve receita líquida de R$ 894,1 milhões em 2020, alta de 12,7% em relação ao ano anterior. O Ebitda avançou 62,6%, para R$ 273,6 milhões.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau Farmacêutica também protocolou o pedido de Oferta Pública Inicial na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última sexta-feira.

A Blau possui 30 anos de atuação no mercado, com foco na indústria farmacêutica. No quarto trimestre de 2020, a empresa obteve lucro líquido de R$ 74 milhões, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2019. A receita líquida cresceu 52%, somando R$ 338 milhões.

Os coordenadores da oferta são: Itaú (Líder), Bradesco, J.P Morgan, Citi, XP e BTG Pactual.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade registrou lucro líquido ajustado de R$ 916,6 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 19,1% em relação ao mesmo período de 2019, afetado pelo resultado financeiro, diante da Selic ainda em piso histórico e pelo efeito da alta do IGP-M em planos de previdência.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, o resultado financeiro da holding somou R$ 1,327 milhão, de R$ 52,016 milhões um ano antes.

O desempenho operacional das empresas do grupo reduziu sua taxa de crescimento ano a ano a 7%.

A sinistralidade subiu 5,3 pontos percentuais, em movimento atribuído aumento na frequência e na severidade do segmento rural, consequência da estiagem no início da Safra Verão em diversas regiões do país causada pelo fenômeno La Niña, bem como da maior frequência de avisos em produtos com cobertura de vida, efeito decorrente da pandemia.

A receita total de previdência e seguros de outubro a dezembro de 2020 foi a maior desde 2016 para um último trimestre do ano, com alta de 11,7% ano a ano, para R$ 12,1 bilhões. As reservas de previdência chegaram a R$ 308 bilhões, acima dos R$ 290 bilhões de igual intervalo do ano anterior.

No caso do segmento de capitalização, a arrecadação com títulos de capitalização caiu 20,1% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 1,256 bilhão.

Em todo o ano de 2020, a BB Seguridade apurou lucro líquido ajustado de R$ 3,877 bilhões, queda de 10% em relação a 2019.

Para 2021, a BB Seguridade disse que espera a sustentação da tendência de crescimento operacional, que indicam aumento entre 8% e 13% para o resultado operacional combinado das empresas do grupo. (Com Reuters)

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