Ibovespa recua com viés negativo no exterior e incertezas domésticas

O Ibovespa abre o dia em queda, perdendo 0,20% aos 119.453 pontos às 10h25, horário de Brasília, acompanhando o movimento de realização de lucros no mercado internacional e refletindo ainda as preocupações domésticas com o lado fiscal em meio negociações para um novo auxílio emergencial aos brasileiros.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro confirmou em cerimônia no planalto a negociação de uma nova rodada de recursos às famílias, mas ponderou que qualquer medida deve ser tomada levando em conta o compromisso do governo com o mercado e com os investidores.

“Estamos negociando com Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, (Rogério) Marinho, entre outros, a questão de um auxílio ao nosso povo que está ainda em uma situação bastante complicada”, disse Bolsonaro.

O formato do novo auxílio ainda está em construção, de acordo com Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, mas deve ser em um valor menor que as últimas parcelas e também atender metade das pessoas que foram atendidas pelo auxílio pago no ano passado.

“É a preocupação maior do mercado. Está se falando muito em novo auxílio para dar sustentação (à população vulnerável). Como não há fonte suficiente de onde tirar esse dinheiro, isso dependerá de medidas do Congresso. O Brasil está endividado; não devemos cometer deslizes fiscais para não comprometer projetos para este ano”, avalia Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

O Congresso iniciou seus trabalhos investindo em duas frentes distintas de atuação: de um lado, pressionando o governo por um auxílio emergencial aos mais vulneráveis durante a pandemia, e, de outro, na sinalização com pautas econômicas sem impacto fiscal imediato, em claro aceno ao mercado.

A atenção dos investidores deve seguir em Brasília, à medida que aguardam pela retomada da agenda de reformas estruturais que foi promessa eleitoral do governo de Jair Bolsonaro. Amanhã, o plenário da Câmara deve aprovar o projeto que concede autonomia operacional ao Banco Central, avaliou o relator da matéria, Silvio Costa Filho (PRB-PE), em pronunciamento na véspera ao lado dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

No exterior, os índices futuros em Wall Street também trabalham no vermelho, em movimento de correção técnica após fechamento recorde nos últimos dias sob impulso da tramitação do pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão no Congresso norte-americano.

O dólar sobe contra o real nesta terça-feira, avançando 0,78% e negociado a R$ 5,41 na venda, com os investidores atentos às expectativas de mais estímulo nos Estados Unidos e aos desdobramentos políticos em Brasília sobre novas medidas de auxílio emergencial. (Com Reuters)

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