Ibovespa sobe com exterior, mas riscos domésticos seguem sob holofotes

O Ibovespa abre o dia (5) em alta, recuperando da retração no fechamento de ontem e acompanhando o viés positivo nos mercados globais. Às 10h21, o índice brasileiro ganhava 0,51% aos 119.873 pontos. Os investidores seguem atentos às negociações para ampliação do escopo do programa Bolsa Família, uma alternativa ao auxílio emergencial enquanto a população ainda lida com os impactos da crise aberta pela pandemia.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na noite de ontem que governo pode ajudar vulneráveis caso a pandemia de coronavírus volte a ameaçar o país, mas dentro de um quadro fiscal robusto.

Apesar do alívio político representado pelas presidências de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado, analistas seguem alertando para o principal risco do cenário: a saúde das contas públicas. A principal preocupação dos mercados é em relação ao teto de gastos do governo, com a pressão por mais gastos com auxílio social em resposta à Covid-19 sendo confrontada com um Orçamento apertado para 2021 e uma dívida pública em patamares recordes.

Em Wall Street, os futuros dos principais índices acionários operam no azul apoiados nas perspectivas de recuperação da economia dos EUA e de uma aprovação no Senado do pacote de US$ 1,9 trilhão por maioria simples. O otimismo é amparado ainda pelos balanços corporativos do quarto trimestre, com resultados acima das expectativas dos analistas colocando o S&P 500 em rota para fechar a melhor semana desde novembro.

O dólar opera próximo da estabilidade contra o real, devolvendo parte dos fortes ganhos registrados na véspera em meio a otimismo nos mercados internacionais, caminhando para fechar a semana em baixa. Às 10h20 em Brasília, a moeda norte-americana tinha queda de 0,02% e negociada a R$ 5,44 na venda.

Nesta manhã, analistas chamavam a atenção para o comportamento do dólar em relação a uma cesta de rivais, com o índice da moeda operando em queda de 0,1%. “O mercado de moedas mostra o dólar operando mais fraco, perdendo para as principais divisas fortes e emergentes no exterior”, disse em nota Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora.

“A divulgação de indicadores econômicos (nos EUA) acima do esperado anima os investidores ao sugerir que a maior economia do mundo está em rota de recuperação após os fortes abalos provocados pela pandemia de Covid-19.”

Dados de ontem mostraram que o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho dos Estados Unidos está se estabilizando, enquanto as novas encomendas de produtos fabricados no país subiram mais do que o esperado em dezembro. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).