Forbes Radar: Tesla, Vale, Smiles, Vittia e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (27), empresas internacionais e domésticas divulgam seus resultados trimestrais. Enquanto a Vale registrou um lucro líquido de US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 3.000% em relação ao mesmo período de 2020 (US$ 239 milhões), a Tesla teve lucro líquido nos primeiros três meses do ano de US$ 438 milhões, 2.638% acima dos US$ 16 milhões de 2020.

As companhias também anunciaram o pagamento de dividendos. A BR Properties destinou R$ 71 milhões, sendo R$ 0,15 por ação; a BR Distribuidora pagará R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 1,55114 por por ativo e a Petrobras pagará R$ 0,7928 por papel.

A Magazine Luiza informou que o conselho de administração da companhia aprovou o montante de R$ 170 milhões para pagar JCP (juros sobre capital próprio).

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Vale (VALE3)

A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre, com um salto na comparação com os US$ 239 milhões do mesmo período do ano passado, impulsionado por alta dos preços do minério de ferro. O resultado superou estimativa feita pela Refinitiv de US$ 5,06 bilhões.

Uma das maiores produtoras globais de minério de ferro teve um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) sujeito a US$ 8,35 bilhões entre janeiro e março, contra US$ 2,8 bilhões um ano antes.

Ao excluir despesas relacionadas ao rompimento de barragem em Brumadinho (MG) e com doações devido à Covid-19, além ganho não recorrente de transferência de ativos de alumínio, o Ebitda aplicável proforma da mineradora foi de US$ 8,4 bilhões, um recorde para um primeiro trimestre.

Tesla (TSLA34)

A Tesla anunciou o lucro líquido do primeiro trimestre de 2021. A companhia registrou entre janeiro e março deste ano o valor de US$ 438 milhões, 2.638% acima dos US$ 16 milhões de 2020. A receita da montadora de veículos elétricos cresceu 74% no comparativo trimestral, para US$ 10,39 bilhões.

As vendas de veículos somaram US$ 9 bilhões entre janeiro e março, alta de 75% no comparativo anual, com margem bruta de 26,5%. A Tesla informou que a alta é devido à venda de carros elétricos, mas também à compra de bitcoins (que está atrelada aos ganhos da companhia).

A empresa revelou em fevereiro a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin e disse que possivelmente investiria em outras criptomoedas. No balanço mais recente, a Tesla informou que vendeu US$ 272 milhões em “ativos digitais” durante o trimestre.

A Tesla também planeja incluir equipamentos em sua fábrica de Xangai para reparar e reciclar componentes importantes de seus veículos, como motores elétricos e células de bateria, informou uma montadora norte-americana em documentos enviados às autoridades de Xangai.

O maior mercado automotivo do mundo, a China, teve vendas de mais de 1,3 milhão de veículos elétricos e híbridos no ano passado. As autoridades reguladoras do país agora estão adicionando regras sobre a reciclagem de componentes importantes desses veículos para economizar materiais e proteger o meio ambiente.

O documento afirma que uma companhia adicionará na fábrica chinesa capacidade de produção para estruturas de automóveis e motores elétricos.

A empresa vendeu mais de 35 mil veículos fabricados localmente no mês passado na China e está exportando carros montados no país para a Europa.

Grupo Soma (SOMA3) e Cia Hering (HGTX3)

O Grupo Soma e a Cia Hering fecharam acordo de associação por meio do qual a Cia Hering será incorporada pelo Grupo Soma.
O valor definido equivale ao Grupo Soma pagar aos acionistas da Cia Hering um ágio de cerca de 43,5%, tomando como base o preço de fechamento das ações das empresas na última sexta-feira (23) na B3, avaliando a Cia Hering em cerca de R$ 5,32 bilhões.

De acordo com fatos relevantes emitidos por ambas, os acionistas da Cia Hering receberão 1 ação ON e 1 PN da nova companhia por cada ação que detêm atualmente. O Grupo Soma pagará R$ 9,630957 à vista e 1,625107 ação ON para cada ação da Cia Hering. As companhias assumiram compromisso de exclusividade, cujo descumprimento prevê pagamento de multa de R$ 250 milhões.

Em relatório, as companhias avaliaram a operação como “transformacional no que tange a consolidação de uma plataforma de marcas no varejo de moda, ampliando o seu mercado endereçável total, conectando diferentes audiências e abrindo um novo espaço e avenida de crescimento dado o portfólio altamente complementar”.

As empresas também ressaltaram as oportunidades relevantes de geração de valor através da captura de sinergias operacionais entre as partes, como também através de maior eficiência em despesas e investimentos. O anúncio ocorre quase duas semanas após a Cia Hering ter informado que recusou uma proposta não solicitada de fusão feita pela Arezzo.

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Brasil, do grupo europeu EDP Energias de Portugal, tem meta de chegar a 2025 com usinas em operação no Brasil que somem 1 gigawatt em capacidade, disse um diretor da companhia, durante evento online com investidores.

Os planos da elétrica representariam um forte avanço na fonte renovável, uma vez que a EDP Brasil possui atualmente apenas 50 megawatts em instalações solares operacionais no maior país da América Latina.

“Nós temos a ambição de até 2025 chegar a 1 gigawatt”, disse o diretor financeiro da EDP Brasil, Henrique Freire, ao comentar a estratégia da companhia.

Ele disse que essa expansão deve envolver parcerias com outra empresa do grupo EDP, a EDP Renováveis, além de possíveis aquisições e projetos a serem conquistados em licitações promovidas por corporações que buscam se abastecer com energia limpa, como foi o caso de um acordo com o Banco do Brasil.

Só não estão no radar da companhia empreendimentos de geração solar de grande porte para venda da produção em leilões realizados do governo para atender à demanda do mercado regulado.

Segundo o diretor, se o grupo EDP participar esse tipo de projetos no mercado regulado, isso ocorrerá por meio da EDP Renováveis.

Mais cedo durante o evento com acionistas, o presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, disse que a estratégia da empresa também passa pela venda de usinas ou linhas de transmissão operacionais para bancar novos investimentos, o que o grupo tem chamado de “rotação de ativos”.

“Nós acreditamos na rotação de ativos”, afirmou ele, ao comentar que linhas de transmissão poderiam ser colocadas no mercado tão logo tenham obras concluídas.

A EDP Brasil tem planos de investir um total de R$ 10 bilhões no país entre 2021 e 2025.

Desse montante, negócios em geração solar devem receber cerca de R$ 3 bilhões, enquanto a área de transmissão deve ter aportes de R$ 0,8 bilhão

Já os ativos de distribuição da EDP Brasil devem ter investimentos de R$ 6 bilhões até 2025, quase o dobro dos R$ 3,1 bilhões registrados no período de 2016 a 2020.

Com isso, a empresa espera conseguir entregar crescimento de entre 8% e 10% ao ano nos lucros operacionais medidos pelo Ebitda no período até 2025.

A estratégia da EDP para os próximos anos envolve ainda a transformação da empresa em uma companhia verde até 2030, com o grupo deixando de controlar ativos de geração a carbono até 2025.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia informou que o total de vendas de energia elétrica no primeiro trimestre ficou em R$ 4,9 milhões, 2,3% acima que os R$ 4,8 milhões do mesmo período do ano passado. O número de consumidores da companhia também subiu 2,9%, saindo de 7,6 milhões nos três primeiros meses de 2020 para 7,8 milhões em 2021.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties informou que irá pagar R$ 71 milhões em dividendos, sendo R$ 0,15 por ação e serão distribuidos aos acionistas com base na posição acionária de hoje (27). Os papéis adquiridos a partir de amanhã serão negociados como ex-dividendos.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras informou qeu pagará R$ 0,7928 em dividendos para os investidores que tiveram posição acionária até o último dia 14. O valor será pago no dia 29 de abril, as poderá ser corrigido pela taxa Selic (hoje em 2,75%) até o dia da remuneração.

Magazine Luiza (MGLU3)

A Magazine Luiza destacou que irá destinar R$ 170 milhões pagar JCP (juros sobre capital próprio) aos acionistas no valor de R$ 0,0263 por ativo. A data de remuneração ainda não foi definida, mas a base acionária foi até o dia 29 de dezembro de 2020.

Smiles (SMLS3)

A Smiles – companhia de fidelidade da Gol – registrou um lucro líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre, queda de 15,2% na comparação com igual período de 2020. O Ebitda da empresa no trimestre foi de R$ 67,17 milhões, queda de 21,9% na comparação anual.

O resgate de milhas apresentou queda de 21,7%. A empresa depende das operações da Gol que seguem com dificuldade devido à pandemia.

Vittia Fertilizantes e Biológicos (VITT3)

Termina nesta terça-feira (27) o período de reserva de ações para pequenos investidores da Vittia Fertilizantes e Biológicos. A companhia está com a estreia na bolsa agendada para a próxima sexta-feira (30).

A empresa estabeleceu o intervalo indicativo de preço por ação entre R$ 7,80 a R$ 9,80 – o valor será fixado amanhã (28). Considerando o preço médio de R$ 8,80 e a oferta-base de 23,5 milhões de ações (primária) e 41,6 milhões de papéis (secundária), a companhia pode levantar cerca de R$ 572,5 milhões. A Vittia ainda pode contar com o lote adicional de 13 milhões de ativos e suplementar de 9,8 milhões.

A companhia informou que o montante captado será dividido em: aquisições (45%), expansão (40%) e modernização (15%).

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Kora Saúde (KRSA3)

A Kora Saúde emitiu um novo documento pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) alterando a definição de preço da oferta de amanhã (28) para quinta-feira (29), o que resultou em um novo período de desistência das reservas de ativos que podem ocorrer até 30 de abril.

Outro destaque no prospecto foi o fato de risco, informando que os acionistas minoritários – caso consigam por meio da justiça – poderão ser titulares de no máximo 15% do capital social do Hospital Meridional, diminuindo a participação da Kora de 93,25% para 78,25%.

hortifruti Natural da Terra

A rede de lojas de hortifruti Natural da Terra pediu registro para realizar uma IPO. A ação foi tida como um possível sinal de que empresas brasileiras estão voltando a testar o apetite de investidores, após mais de 20 delas terem desistido dos planos de estreia na B3.

A companhia, criada em 1989 no Espírito Santo, se apresenta como a maior rede varejista do país especializada em produtos frescos, com 71 lojas no Rio de Janeiro e em São Paulo. O grupo diz que planeja ganhar força num mercado altamente fragmentado e durante uma maior demanda por comida saudável.

Em 2016, a companhia teve 40% do capital comprado por parte do fundo suíço de private equity PG (Partners Group), incluindo uma fatia antes detida pela Bozano Investimentos. O PG venderá uma fatia do negócio por meio do fundo Semillon.

A empresa afirma que sua participação de mercado de 2019 para 2021, passou de 4,24% para 5,32% no Rio de Janeiro e de 1,26% para 1,70% em São Paulo. No primeiro trimestre, teve receita líquida de R$ 485 milhões, alta de 22,5% sobre um ano antes, com o Ebitda subindo 31,8%, para R$ 58 milhões.

Na oferta, que será coordenada pelo JP Morgan, BTG Pactual, Citi e UBS-BB, a Natural da Terra pretende captar recursos para abrir novas lojas, investir em tecnologia e reforçar o capital de giro, segundo o prospecto que aparece na CVM datado de 22 de abril.

Via (VVAR3)

A Via, antiga Via Varejo, tem R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões em créditos fiscais acumulados “que vão caixa” nos próximos 3 a 5 anos e não tem necessidade de recorrer ao mercado de capitais no momento para planos de expansão , disse o vice-presidente financeiro da companhia nesta segunda-feira.

“Achamos suficiente a estrutura de capital hoje da companhia para fazer frente a esse crescimento … Muito analista não considera, mas temos um ativo muito grande de créditos fiscais e estamos conseguindo com bastante sucesso monetizar esses créditos”, afirmou Orivaldo Padilha durante apresentação da Via como investidores.

Porém, ele afirmou que se a Via encontrar alguma oportunidade “relevante” de aquisição, uma companhia “talvez tenha que recorrer ao mercado de capitais”.

“Estamos olhando, várias (oportunidades de aquisições) … Mas estamos muito seletivos em todo o processo de M&A que estamos fazendo”, disse Fulcherberguer.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora informou que o conselho de administração da companhia pagará o montante de R$ 1,8 bilhão em dividendos, sendo R$ 1,55114 por ação. Os acionistas somemente receberão o pagamento em 30 de abril se tiveram posição acionária em 15 de abril.

De acordo com a companhia, sobre o valor “haverá incidência de imposto de renda, exceto aos os acionistas imunes e isentos.”

C&A Modas (CEAB3)

A C&A recebeu uma notificação de seu acionista Itaú Unibanco informando que a soma das ações detidas pelo conjunto de fundos de investimento geridos pelo Itaú atingiu 4,966% das ações ordinárias da C&A, totalizando 15 milhões de ativos, configurando redução na participação acionária.

Melnick Desenvolvimento Imobiliário (MELK3)

A Melnick informou que o conselho de administração da companhia aprovou o montante de R$ 1,2 milhão para o pagamento de dividendos, sendo R$ 0,00635 para cada ação. De acordo com a empresa, “serão pagos no dia 31 de maio e estipulados com base na posição acionária de 26 de abril.”

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica comunicou que o conselho de administração da companhia aprovou Clovis Poggetti Junior para o cargo de diretor vice-presidente de controle e relações com investidores da companhia.

A entrada de Poggetti é devido à renúncia de Gabriel Portella que deixou o cargo em 29 de março.

Embraer (EMBR3)

A Embraer informou que entregou 22 jatos no primeiro trimestre de 2021, sendo nove comerciais e 13 executivos. Em 31 de março de 2021, a carteira de pedidos já totalizava US$ 14,2 bilhões.

(Com Reuters)

Calendário de divulgação dos próximos resultados:

  • CESP (CESP6) – 27 de abril
  • CIELO (CIEL3) – 27 de abril
  • Movida (MOVI3) – 27 de abril
  • Vamos (VAMO3) – 27 de abril

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