Os 4 BDRs mais recomendados para o mês de abril

YuichiroChino/GettyImages
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O crescente interesse do investidor brasileiro tem movimentado as negociações de BDRs na B3. Veja os destaques em recomendações

O enfraquecimento do real e a busca por diversificação de riscos nos investimentos têm impulsionado o apetite dos brasileiros pelos BDRs (Brazilian Depositary Receipts, na sigla em inglês). Apenas nos dois primeiros meses do ano, as ações estrangeiras negociadas na B3 já movimentaram R$ 12,4 bilhões, quase metade dos R$ 28,6 bilhões negociados em 2020, e mais que o dobro dos R$ 5,9 bilhões em 2019.

Os BDRs são recibos de ações de empresas listadas no exterior, que oferecem ao investidor brasileiro a comodidade de acessar mercados internacionais em reais e diversificação geográfica, diminuindo por sua vez a exposição das carteiras de investimentos aos riscos do mercado doméstico.

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Além do interesse do brasileiro por outros mercados, a negociação dos BDRs foi impulsionada pela liberação em outubro do ano passado, pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) desses ativos para o investidor do varejo, retirando a regra anterior que limitava a negociação dos BDRs aos investidores qualificados (com no mínimo R$ 1 milhão em aplicações financeiras).

Outra possibilidade dos BDRs é acessar empresas em setores não presentes na Bolsa brasileira, como o mercado de games, e combinar critérios ESG com a escolha das ações. Quem investe em BDRs de empresas listadas e atuantes na economia norte-americana, por exemplo, tem a possibilidade de colher os benefícios das perspectivas de crescimento do país, onde a vacinação (primeira dose) já atingiu 32,6% da população e o FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta expansão econômica de 6% para este ano.

O Forbes Money avaliou a carteira de BDRs de 10 corretoras de valores e bancos que, juntas, listam 54 empresas diferentes. Quatro delas, no entanto, aparecem na maioria das sugestões dos analistas. Veja os destaques abaixo:

  • Johnson & Johnson (JNJB34)

    6 recomendações: XP Investimentos, Easynvest, CM Capital, Guide, Banco Inter, Elite Investimentos

    XP: “Multinacional americana, com mais de 130 anos de história, iniciou suas atividades como fabricante de curativos cirúrgicos. Hoje, as atividades da companhia são divididas entre três segmentos: 1) Farmacêutico (52% das receitas): Responsável pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas; 2) Equipamentos médicos (31%): Produção de aparelhos usados em cirurgias, como pinos e placas ortopédicas e lâminas de corte; 3) Bens de consumo (17%): Voltado ao dia-a-dia – produção de produtos de uso pessoal, como shampoos, band-aid e hidratantes.

    A ação tende a ser defensiva para ambientes incertos, dado que a empresa é uma sólida pagadora de dividendos (em 2019, aumentou o pagamento pelo 57º ano consecutivo), possui robusta posição de caixa (US$ 18 bilhões), e consistente crescimento de receitas no segmento farmacêutico (aproximadamente 8% ao ano nos últimos 20 anos).

    Apostas de crescimento: pesquisa, desenvolvimento e distribuição de novos medicamentos (exemplo: vacina para Covid-19 e tratamento de mielomas), retomada da demanda por equipamentos cirúrgicos em 2021 e potenciais aquisições de novas patentes e de companhias farmacêuticas menores.”

    Guide: “A empresa é bastante sólida e resiliente e considerada um investimento mais seguro para compor a carteira. Ressaltamos o fato de a companhia estar no processo de desenvolvimento de uma vacina para o Covid-19, o que pode gerar um grande otimismo no mercado nos próximos meses.

    Seu último resultado operacional veio forte, impulsionado pela performance do segmento instrumentos médicos, que mostrou grande recuperação. Ainda, contou com o crescimento na área de cuidados pessoais do consumidor e contínua expansão de medicamentos.
    O grupo ainda revisou suas projeções de ganhos para o ano e aumentou em US$ 1 bilhão a previsão de receita, passando a ser de US$ 82 bilhões para 2020. A projeção para o lucro por ação foi aumentada em US$ 0,15, podendo ficar entre US$ 7,90 e US% 8,05.”

    Divulgação/Forbes
  • JP Morgan Chase (JPMC34)

    4 recomendações: XP Investimentos, Easynvest, Guide, Safra

    Safra: “Continuamos com JP Morgan. Vemos que o setor de bancos deve continuar se beneficiando da recuperação da economia e seguir apresentando bons resultados e valorização de suas ações. O banco está bem posicionado para capturar o crescimento do volume e taxa de empréstimos que devem ser favorecidos pelo bom desempenho da economia americana agora com a retomada das atividades. A empresa possui um baixo risco por ter fortes resultados, linhas diversificadas de negócios e também está presente em variadas localidades.”

    XP: “Com US$ 2,7 tri em ativos, o J.P. Morgan Chase é o maior banco americano e se posiciona entre as 5 maiores instituições financeiras do planeta. Sua rede de mais de 5 mil agências o torna um dos maiores provedores de crédito para hipotecas e cartões de crédito do país. Sua tradicional história no mundo dos investimentos data de 1799.

    O J.P. Morgan Chase provê serviços financeiros globais, bem como atende uma rede de varejo. Entre seus serviços, incluem-se investment banking, serviços de corretagem, gestão de carteiras, private banking, cartões de crédito, bancos comerciais e finanças pessoais. Seus clientes podem ser empresas, instituições e indivíduos.

    80% de suas receitas são geradas nos EUA, 15% na Europa e os outros 5% no restante do mundo. Sua estratégia de digitalização e sustentabilidade permitiu um forte crescimento no faturamento e no nº de clientes nos últimos 5 anos.”

    Divulgação/Forbes
  • Google (GOGL34)

    4 recomendações: Easynvest, Banco Inter, Safra, Elite Investimentos

    Safra: “Estamos mantendo Google na carteira. A empresa é um player dominante em marketing digital e possui estratégias de crescimento para os segmentos de mobile, vídeo (YouTube) e no segmento de computação em nuvem (Google Cloud). Além disso, a empresa também está constantemente investindo em inovação como forma de renovar o seu modelo de negócio. Vemos a empresa com um valuation atrativo, com resultados saudáveis e múltiplos abaixo de pares de seu segmento. O Google continua apresentando bons resultados e há indícios de uma forte recuperação nos anúncios online no curto prazo, retomada que deve se tornar ainda mais forte com a volta das atividades.”

    Easynvest: “A Alphabet domina o mercado de busca online com a participação global do Google acima de 80%, por meio da qual gera forte crescimento de receita e fluxo de caixa e que deve manter esta liderança no mercado de busca. Há uma expectativa de que o YouTube contribuirá mais para os resultados financeiros da empresa, conforme já foi observado no balanço do terceiro e quarto trimestre de 2020.

    A companhia registrou lucro líquido de US$ 15,65 bilhões no quarto trimestre de 2020 (acima das expectativas de US$ 11,9 bilhões), o que representa alta de 68,9% ante o mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro foi de US 41,22 bilhões, alta de 20,43%. Os resultados foram impulsionados pelas receitas de pesquisas e do YouTube, com a recuperação do consumo e das atividades comerciais.

    Além disso, a companhia segue em tendência de alta, pois suas atividades sofrem menos impactos no atual contexto de pandemia e comparada aos seus pares, possui múltiplos de preço em linha e até mesmo um pouco abaixo do mercado, margens atraentes e estáveis, com um retornos sobre o capital próprio ROE (21%), Margem Líquida (22%), Margem Ebitda (30%).”

    Divulgação/Forbes
  • Taiwan Semiconductor (TSMC34)

    4 recomendações: XP Investimentos, CM Capital, Guide, Genial Investimentos, e líder do ranking de BDRs com estratégias ESG

    CM: “A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company Ltd. foi oficialmente formada em 1987 como uma joint venture entre o governo de Taiwan (21%), a gigante multinacional holandesa de eletrônicos Philips (28%) e outros investidores privados. A empresa continua a superar seus concorrentes no mercado em termos dos clientes que atende e dos lucros que geram. Possui cerca de 50% do mercado global. Atualmente, a TSMC, que se tornou uma empresa pública em 1994, emprega mais de 14.500 funcionários e atende a mais de 600 clientes com mais de 11.000 produtos diferentes que são conhecidos por projetar e fabricar. 50% do faturamento vem de celulares. 30% de computação de alta performance. Apple, AMD, NVIDIA e Intel são alguns dos seus clientes.”

    Guide: “A Taiwan Semiconductor Manufacturing é a maior companhia de Taiwan, além de ser a maior companhia produtora de semicondutores do mundo. O mercado de semicondutores segue crescendo a um ritmo acelerado, com destaque para: smartphones, computadores de alto desempenho, veículos, Internet of Things (IoT), dentre outros segmentos.

    A empresa é pioneira nesse mercado e possui um histórico financeiro bem robusto de desempenho: (i) crescimento de receita média (CAGR) de 17,2% e do lucro de 16,7% desde 1994; (ii) perspectiva de crescimento de receita entre 10% a 15% para os próximos 5 anos; (iii) manutenção do ROE acima de 20% e da margem operacional acima de 39%.
    Em suma, a companhia apresenta números sólidos, boas perspectivas de crescimento em um mercado em rápida expansão e posicionamento de liderança consolidado.”

    Divulgação/Forbes

Johnson & Johnson (JNJB34)

6 recomendações: XP Investimentos, Easynvest, CM Capital, Guide, Banco Inter, Elite Investimentos

XP: “Multinacional americana, com mais de 130 anos de história, iniciou suas atividades como fabricante de curativos cirúrgicos. Hoje, as atividades da companhia são divididas entre três segmentos: 1) Farmacêutico (52% das receitas): Responsável pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas; 2) Equipamentos médicos (31%): Produção de aparelhos usados em cirurgias, como pinos e placas ortopédicas e lâminas de corte; 3) Bens de consumo (17%): Voltado ao dia-a-dia – produção de produtos de uso pessoal, como shampoos, band-aid e hidratantes.

A ação tende a ser defensiva para ambientes incertos, dado que a empresa é uma sólida pagadora de dividendos (em 2019, aumentou o pagamento pelo 57º ano consecutivo), possui robusta posição de caixa (US$ 18 bilhões), e consistente crescimento de receitas no segmento farmacêutico (aproximadamente 8% ao ano nos últimos 20 anos).

Apostas de crescimento: pesquisa, desenvolvimento e distribuição de novos medicamentos (exemplo: vacina para Covid-19 e tratamento de mielomas), retomada da demanda por equipamentos cirúrgicos em 2021 e potenciais aquisições de novas patentes e de companhias farmacêuticas menores.”

Guide: “A empresa é bastante sólida e resiliente e considerada um investimento mais seguro para compor a carteira. Ressaltamos o fato de a companhia estar no processo de desenvolvimento de uma vacina para o Covid-19, o que pode gerar um grande otimismo no mercado nos próximos meses.

Seu último resultado operacional veio forte, impulsionado pela performance do segmento instrumentos médicos, que mostrou grande recuperação. Ainda, contou com o crescimento na área de cuidados pessoais do consumidor e contínua expansão de medicamentos.
O grupo ainda revisou suas projeções de ganhos para o ano e aumentou em US$ 1 bilhão a previsão de receita, passando a ser de US$ 82 bilhões para 2020. A projeção para o lucro por ação foi aumentada em US$ 0,15, podendo ficar entre US$ 7,90 e US% 8,05.”

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