Votorantim lança braço imobiliário em aposta em recuperação pós-Covid

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

A empresa anunciou que teve um prejuízo de R$ 3,1 bilhões em 2020, revertendo lucro líquido de R$ 4,9 bilhões no ano anterior

A Votorantim está lançando um braço imobiliário, afirmou hoje (8) o presidente-executivo de uma das maiores holdings do Brasil, João Schmidt, apostando em um maior crescimento da demanda por moradias e na renovação do mercado de escritórios.

A Altre, como é chamada a subsidiária recém-lançada, está inicialmente sendo formada com terrenos industriais não utilizados da Votorantim, mas Schmidt disse que a empresa está em busca de novos ativos, incluindo a construção de edifícios comerciais.

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“Após a pandemia, as empresas mudarão a forma com que as pessoas trabalham, com uma maior abertura para o trabalho remoto, mas os funcionários ainda precisarão de um local para se reunir”, disse o executivo à Reuters. Ele acrescentou que os inquilinos tendem a exigir mais espaço entre os colaboradores e tetos mais altos para melhor ventilação.

A aposta da Votorantim no mercado imobiliário é parte de um esforço para diversificar o modelo de negócio e proporcionar um fluxo de dividendos mais estável. Além deste setor, a empresa analisa alvos de aquisição em infraestrutura, energia, saúde e cimento fora do Brasil.

Hoje, a empresa anunciou que teve um prejuízo de R$ 3,1 bilhões em 2020, revertendo lucro líquido de R$ 4,9 bilhões no ano anterior, devido a baixas contábeis com a redução de expectativas de geração de caixa para minas no Peru e aumento do pagamento de dívidas em dólar.

A receita cresceu 19%, para R$ 36,7 bilhões, e o Ebitda (Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) aumentou 35%.

A dívida líquida da Votorantim encerrou 2020 em 1,63 vez o Ebitda, o menor patamar nessa medição desde 2008, e a empresa deve encerrar este ano no mesmo patamar.

O vice-presidente financeiro da holding, Sergio Malacrida, afirmou que o grupo teve lucro ainda não divulgado no primeiro trimestre de 2021, mas a holding não faz previsões para o resultado no ano.

“Há muita incerteza pela frente, incluindo a velocidade da vacinação e um menor auxílio emergencial do governo para ajudar a lidar com a pandemia”, disse Schmidt.

O executivo também disse não estar certo se as reformas em edificações, que impulsionaram em parte as vendas de cimento no ano passado, vão seguir no mesmo ritmo este ano. (Com Reuters)

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