Apetite por risco favorece Ibovespa, apesar de Payroll frustrante nos EUA

O mercado hoje (7) abriu com o Ibovespa e o real em alta, com importantes indicadores econômicos ao redor do globo. Mais cedo, dados fortes da China e Alemanha animaram os índices lá fora, e ajudaram a pavimentar o bom humor antes da abertura brasileira. No entanto, os dados de emprego americano frustraram todos os consensos e enfraqueceram o tom. Por aqui, também com agenda cheia, o Ibovespa abriu em alta e subia 0,56% perto das 10h12, a 120.590 pontos.

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O dólar foi enfraquecido após a surpresa negativa com o Payroll, e registrava queda de 0,54% ante o real, a R$ 5,2492.

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou hoje mais cedo dado de inflação de abril medido pelo IGP-DI, usado como referência para correções de preços e valores contratuais, além do PIB (Produto Interno Bruto). O índice teve alta mensal de 2,22%, ante expectativa de 1,80%, com a aceleração dos preços de algumas commodities elevando a inflação ao produtor.

Na sequência, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou uma queda mensal nos dados de varejo de março menor que o esperado, de 0,6%, ante expectativa de recuo de 7,0%. Já na comparação anual, o varejo apresentou melhora: uma alta de 2,4%, comparado ao primeiro mês da pandemia em 2020, e acima do consenso de queda de 1,7%.

De acordo com Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, “o forte desempenho” das commodities, com movimento de alta, é mais um fator que favorece o avanço das bolsas globais, incluindo o Brasil.

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego, o Payroll, decepcionou com a criação de somente 266 mil novas vagas em abril, ante expectativa de um milhão, com índice de desemprego de 6,1%, acima do consenso de 5,8%. O dado de março ainda sofreu revisão para baixo, de 916 mil para 770 mil. Após fechamento recorde do Dow Jones na véspera, os futuros dos índices norte-americanos operavam mistos repercutindo a frustração com os dados de emprego.

Os mercados europeus avançam nesta sexta-feira, acompanhando a alta das commodities, com o Stoxx 600 crescendo 0,58%. Na Alemanha, o DAX sobe 1,26%; enquanto o CAC 40 valoriza 0,21% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado a 0,28%; e o FTSE 100 cresce 0,63% no Reino Unido.

O governo alemão reportou alta de 1,2% nas exportações do país em março, o 11º mês consecutivo de expansão, e a balança comercial apresentou superávit de € 14,3 bilhões, dando continuidade à recuperação. A produção industrial na maior economia da Europa cresceu 2,5% na comparação mensal.

As ações da China encerraram a semana em baixa, com o índice em Xangai em queda de 0,65%. Apesar disso, o PMI (Índice de Gerente de Compras) de serviços do país subiu a 56,3, nível mais alto desde dezembro, quando a mesma leitura foi registrada, e ante 54,3 em março.

As demais bolsas asiáticas apresentaram resultados variados. No Japão, o Nikkei cresceu 0,09%; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,09%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou a semana em alta de 0,52%. (Com Reuters)

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