Forbes Radar: Hapvida, Natura, JBS, SLC e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (13), empresas apresentam saltos nos balanços financeiros do primeiro trimestre. A Via Varejo apontou lucro líquido de R$ 180 milhões no 1º trimestre, alta de 1.284,6% em relação aos R$ 13 milhões do ano passado e a Profarma fechou com lucro líquido de R$ 8,9 milhões de janeiro a março, alta de 1038,8% contra os R$ 800 milhões dos primeiros três meses de 2020.

Ao mesmo tempo, JBS registrou lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 5,93 bilhões e a Moura Dubeux reverteu o prejuízo líquido de R$ 32,3 milhõesde 2020 e registrou lucro líquido de R$ 17 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Hapvida (HAPV3)

A empresa de saúde Hapvida teve aumento das receitas no primeiro trimestre, diante de aquisições e aumento de preços, mas seu lucro caiu refletindo despesas maiores com internações pela Covid-19.

A companhia, que em março selou a compra do Grupo Notre Dame Intermédica, anunciou lucro líquido de R$ 151,8 milhões de janeiro a março, queda de 7,7% em relação à mesma etapa de 2020.

A receita líquida da Hapvida no período, de R$ 2,3 bilhões, cresceu 11,8% ano a ano, com adição de 477 mil beneficiários de saúde e odonto e aumento dos tickets médios.

Porém, os custos assistenciais (caixa) cresceram 22,4%, para R$ 1,42 bilhão. O chamado índice de sinistralidade caixa, que mede os custos operacionais em relação às receitas, atingiu 61,1%, aumento de 5,3%, em virtude do maior patamar de sinistro das empresas adquiridas (Medical e Grup.o São José), atendimentos e internações causados pela Covid-19.

A empresa fechou o trimestre com 3.876 leitos hospitalares em operação, sendo 1.567 leitos para tratamento da Covid.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização), atingiu R$ 466,8 milhões, queda de 0,2%, com a margem caindo 2,4%, para 20,1%.

A conclusão da compra da Notre Dame Intermédica aguarda aprovação regulatória. A Hapvida fez uma oferta subsequente de ações de R$ 2,7 bilhões em abril para ajudar a pagar a operação.

Natura&Co (NTCO3)

A fabricante de cosméticos Natura&Co reduziu fortemente seu prejuízo no primeiro trimestre, apoiada em forte crescimento das vendas, mesmo com restrições de contato social na esteira do recrudescimento da pandemia da Covid-19.

A companhia, dona da marcas The Body Shop e Avon, anunciou hoje (12) que teve prejuízo líquido de R$ 156,6 milhões no primeiro trimestre, ante resultado também negativo de R$ 824,9 milhões na mesma etapa de 2020.

O resultado operacional medido pelo Ebitda somou R$ 829 milhões entre janeiro e março, alta de 470,7% ano a ano. Em termos ajustados, o Ebitda foi de R$ 963,2 milhões, com margem de 10,2%.

Esse resultado veio apoiado em uma receita líquida consolidada que atingiu R$ 9,5 bilhões, aumento de 25,8%, com impulso das operações no Brasil e em países de língua espanhola.

JBS (JBSS3)

A JBS, líder global na área de carnes e segunda maior indústria de alimentos do mundo, registrou lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 5,93 bilhões obtido no mesmo período do ano anterior.

As operações norte-americanas da companhia levaram a JBS a seu melhor desempenho para um primeiro trimestre, com recorde no lucro, receita líquida e no Ebitda ajustado, disse à Reuters o CFO e diretor de Relações com Investidores, Guilherme Cavalcanti.

O Ebitda saltou 75,8% no ano a ano, para R$ 6,88 bilhões, enquanto a receita líquida subiu 33,2% no período, para R$ 75,25 bilhões.

Todas as unidades de negócios da JBS tiveram aumento de receita no trimestre, embora as margens da Seara e da JBS Brasil tenham sido comprometidas, respectivamente, por avanço nos custos com grãos usados na ração e pela alta da arroba bovina.

A JBS também informou que atualmente existem 1,3 bilhão de ações ordinárias em circulação e 41 milhões de ações mantidas em tesouraria. Segundo o novo plano de recompras, “a companhia poderá adquirir até 10% dos ativos em mercado.”

Embraer (EMBR3)

A Embraer anunciou nesta quarta-feira a venda de 17 novos jatos E175 para empresas do Grupo Alaska Air em dois contratos separados, com valor total de US$ 848 milhões, com base nos preços de lista atuais, que serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer deste segundo trimestre.

O primeiro acordo envolve nove jatos para a Alaska Air e sua unidade Horizon Air, avaliado em US$ 449,1 milhões, As aeronaves, de 76 assentos, serão entregues a partir de 2022. A Horizon está convertendo nove opções de seu contrato de abril de 2016 em pedidos firmes.

A Alaska Air também assinou acordo para mais oito aeronaves E175 com outra subsidiária, a SkyWest Airlines, este de US$ 399,2 milhões.

“Quando todas as 17 aeronaves anunciadas forem entregues, o Grupo Alaska Air terá 79 jatos E175 em sua frota regional operada pela Horizon e SkyWest”, disse a Embraer em comunicado.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

BRF (BRFS3)

A companhia de alimentos BRF reportou lucro líquido de R$ 22,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, com desempenho abaixo da projeção de analistas, que esperavam R$ 112,7 milhões.

O resultado marcou uma melhora em relação a igual período do ano passado, quando a companhia registrou prejuízo de R$ 38 milhões.

A BRF disse ter vendido cerca de 1,1 milhão de toneladas de produtos alimentícios no período, cifra estável na comparação anual. A receita líquida, no entanto, avançou 18,4%, para R$ 10,6 bilhões, guiada em parte por uma alta de 20% nos preços.

A maior parte das vendas da BRF ocorreu no Brasil, onde a empresa enfrenta um aumento nos custos com ração, o que comprimiu as margens brutas no último trimestre.

A desaceleração econômica do Brasil também pressionou as vendas de alimentos processados, com a BRF reportando uma queda de 20% nos volumes do segmento em relação ao trimestre anterior.

Internacionalmente, os resultados da BRF foram impulsionados por um crescimento de 9,6%, em comparação anual, nas receitas líquidas no mercado asiático, que totalizaram R$ 1,45 bilhão. Isso ajudou a compensar uma queda de 3,1% nos volumes vendidos naquele mercado, disse a companhia.

Na China, a demanda por produtos da BRF permaneceu aquecida tanto em relação à carne de frango quanto à suína, com crescimento de 9% no volume de vendas. Por outro lado, os mercados asiáticos seguiram deprimidos pelos efeitos da pandemia, acrescentou a BRF.

De acordo com o balanço da companhia, o Ebitda alcançou R$ 1,2 bilhão no período, perto da expectativa do mercado, que indicava R$ 1,2 bilhão.

Eneva (ENEV3)

A Eneva registrou um lucro líquido de R$ 203 milhões no primeiro trimestre, alta de 13% ante o mesmo período de 2020, com impulso da grande geração térmica da companhia em meio aos baixos níveis históricos dos reservatórios de hidrelétricas no início do ano, disse nesta quarta-feira o diretor de Finanças, Marcelo Habibe.

A companhia iniciou o ano com 100% de suas térmicas ligadas e apenas começou a desligá-las na terceira semana de fevereiro, segundo o executivo. Com isso, o despacho médio ponderado entre janeiro e março foi de 58%, ante 50% no mesmo período do ano passado.

Como resultado, o Ebitda ajustado foi recorde para um primeiro trimestre, de R$ 446 milhões, alta de 2,8%, com melhora das margens fixas das usinas a gás, aumento da margem variável em Pecém II e menores gastos com sísmica em relação a um ano antes.

A posição de caixa e equivalentes ficou em R$ 2,1 bilhões no final do trimestre e a alavancagem (dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses) em 3,3 vezes.

Positivo (POSI3)

A Positivo Tecnologia registrou lucro líquido atribuível aos seus acionistas controladores de R$ 54, 8 milhões no primeiro trimestre, 16 vezes mais ante os R$ 3,4 milhões em comparação anual. A receita líquida, calculada na mesma base, cresceu 78,7%, para R$ 676,4 milhões. O lucro bruto da empresa, por sua vez, fechou o período entre janeiro e março a R$ 168 milhões, um aumento de 156,6% ante mesmo período em 2020.

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola registrou alta de 140,9% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 376,8 milhões, com aumento do valor dos ativos biológicos de soja, em meio a preços mais altos das commodities agrícolas.

“A variação é explicada notadamente devido a preços e produtividades superiores à safra anterior, ou seja, expectativa de melhores margens para a safra 2020/21 versus a safra 2019/20”, disse a SLC em nota.

A companhia, uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, disse que encerrou mais uma safra com recorde de produtividade na cultura da soja em 2020/21, pelo quarto ano consecutivo.

A geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado somou R$ 272,5 milhões, com crescimento de 49,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Cia Hering (HGTX3)

A Cia Hering divulgou lucro líquido de R$ 19,8 milhões para o primeiro trimestre ante desempenho positivo de R$ 5 milhões no mesmo período de 2020.

A companhia apurou geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 14,3 milhões, alta de 25,8% na comparação anual.

A receita líquida cresceu 4,8%, para R$ 285,1 milhões e as vendas no conceito mesmas lojas reverteram o desempenho afetado pelas medidas de isolamento social do ano passado, registrando alta de 11,4%, ante queda de 22,2% um ano antes.

O indicador de vendas mesmas lojas do primeiro trimestre deste ano considera todas as marcas do grupo enquanto o comparativo com 2020 considera apenas Hering e Hering Kids.

A companhia encerrou o trimestre com 775 lojas, das quais 755 no Brasil e 20 no mercado internacional. No trimestre, foram abertas três novas lojas e quatro foram fechadas.

A Cia Hering afirmou que no segundo trimestre vai acelerar inaugurações de lojas, num “cenário de menor restrição de circulação”. A empresa reafirmou meta de abertura de 125 lojas em 2021 “em formatos compactos” e conversão de 10 megalojas.

No mês passado, o Grupo Soma anunciou acordo para incorporar a Cia Hering, que foi avaliada em cerca de R$ 5,32 bilhões.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb registrou prejuízo de R$ 8,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 268,9% em relação ao mesmo período de 2020. Já A receita líquida avançou 53,9% no comparativo trimestral, para R$ 160,9 milhões.

O Ebitda foi de R$ 16,8 milhões entre janeiro e março, alta de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Modalmais (MODL11)

O lucro líquido ajustado do Modalmais fechou o semestre em R$ 24,0 milhões, ante R$ 3,2 milhões apresentados no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a margem líquida chegou a 19,3%. A instituição possuía R$ 19,6 bilhões em ativos sob custódia ao fim de março, um incremento de 82,3% ante o mesmo período de 2020. O varejo respondia por R$ 11,1 bilhões do todo, com alta de 127,8% em 12 meses. A base total tinha quase 400 mil clientes ativos e 1,3 milhão cadastrados.

Fras-le (FRAS3)

A Fras-le registrou lucro atribuível aos sócios controladores de R$ 60,7 milhões no primeiro trimestre, montante quase 16 vezes maior em relação à quantia de R$ 3,86 milhões reportada no mesmo período de 2020. Já a receita líquida somou R$ 640,6 milhões, alta de 87,4% contra os três primeiros meses de 2020.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux reverteu o prejuízo líquido de R$ 32,3 milhões do primeiro trimestre de 2020 e registrou lucro líquido de R$ 17 milhões nos três primeiros meses de 2021.

Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida da companhia cresceu 143%, para R$ 161,2 milhões.

MRV (MRVE3)

A MRV lucrou mais no primeiro trimestre, refletindo o boom do mercado imobiliário no Brasil com taxas de juros em mínimas recordes, mas a companhia teve maior consumo de caixa porque estocou matéria-prima para se proteger da inflação.

A construtora com sede em Minas Gerais anunciou que seu lucro líquido consolidado no período somou R$ 137 milhões, aumento de 30,9% sobre um ano antes.

A receita operacional líquida de janeiro a março somou R$ 1,598 bilhão, avanço de 5,9% em 12 meses. Mas a margem bruta caiu 0,3% , a 27,8%.

“A recuperação das margens deve ficar para 2022”, disse à Reuters o copresidente da MRV Rafael Menin, explicando que o processo de repasse de preços maiores das matérias-primas deve ser alongado pelos próximos trimestres.

O resultado operacional do trimestre medido pelo Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 211 milhões, aumento de 4,2% ano a ano, mas com a margem recuando 0,2%, para 13,2%.

A MRV havia anunciado em abril salto de 58% nos lançamentos nos primeiros três meses de 2021, mas queda de 3,2% das vendas no comparativo anual, com atrasos em alguns repasses da Caixa Econômica Federal, item que também pesou na geração de caixa, negativa em R$ 384 milhões, contra um número também deficitário de R$ 328 milhões um ano antes.

Suzano (SUZB3)

A Suzano divulgou teve um crescimento de 61% no resultado operacional do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, apoiado em queda nas despesas financeiras e preços maiores de celulose.

A companhia teve um Ebitda ajustado de R$ 4,86 bilhões de janeiro ao fim de março ante R$ 3 bilhões no mesmo período de 2020. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 5,07 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

A companhia também anunciou que seu conselho de administração aprovou o andamento de projeto de construção de nova fábrica de celulose, com capacidade para 2,3 milhões de toneladas por ano, no Mato Grosso do Sul. O projeto exigirá investimento de R$ 14,7 bilhões a ser desembolsado entre este ano e 2024.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter registrou lucro líquido contábil de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 8,4 milhões um ano antes, com forte crescimento em receitas totais e na base de clientes.

As receitas totais atingiram R$ 541,8 milhões no período, crescimento anual de 95%, influenciado pelas receitas de prestação de serviços, que aumentaram 113%, apoiadas particularmente pelas unidades Inter Shop e Inter Seguros.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 11 bilhões, quase o dobro na comparação ano a ano, enquanto a inadimplência foi de 2,6%, redução de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras teve lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre, alta de 31%, contra R$ 1,2 bilhão de igual período do ano passado.

A receita operacional líquida da estatal ficou em R$ R$ 8,2 bilhões, 8% acima dos R$ 7,6 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebitda recorrente somou R$ 4,9 bilhões, evolução de 30% frente aos R$ 3,8 bilhões dos três primeiros meses de 2020.

Segundo a estatal, o lucro do primeiro trimestre foi positivo diante dos resultados da transmissão, em decorrência da revisão tarifária periódica com efeitos a partir de julho de 2020.

A Eletrobras também informou que ocorreu a liquidação e encerramento da oferta pública, distribuída com esforços restritos, referente à sua 3ª emissão de debêntures simples. Foram emitidas 1,2milhão de debêntures da primeira série, com prazo de vencimento cinco anos e juros remuneratórios correspondentes a 100% e mais 1,5 milhão de debêntures da segunda série , com prazo de vencimento em dez anos.

Aliansce Sonae (ALSO3)

O lucro líquido do 1º trimestre atribuído aos sócios controladores da Aliansce Sonae ficou em R$ 41,8 milhões, caindo 59,6%. Já o Ebtida também registrou retração de 14,1%, para R$ 197 milhões.

A companhia informou que durante o primeiro trimestre, o Brasil enfrentou um novo agravamento da crise de covid-19 e, consequentemente, seu portfólio de shoppings passou por uma nova onda de fechamentos e restrições operacionais.

Rossi Residencial (RSID3)

A Rossi Residencial registrou prejuízo de R$ 32,5 milhões no primeiro trimestre, recuo de 55,5% ante mesmo período de 2020. A receita da companhia somou R$ 28,7 milhões, resultado 26 vezes maior em relação ao primeiro trimestre de 2020. A alta é fruto da maximização das vendas de imóveis e serviços.

O resultado do Ebitda foi de R$ 2 milhões, contra indicador negativo em R$ 46,3 milhões no mesmo período do ano anterior.

AES Brasil (A1ES34)

A elétrica AES Brasil (ex-AES Tietê) recebeu autorização do órgão brasileiro de proteção à concorrência para a compra de um conjunto de projetos eólicos pré-operacionais junto à CPE Participações, que faz parte do Grupo J. Malucelli.

A operação foi aprovada sem restrições pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo registro no Diário Oficial da União de ontem (12).

Os empreendimentos alvo da transação seriam instalados no Rio Grande do Norte e somariam capacidade instalada de 231,3 megawatts, apontou o Cade em parecer, sem revelar o valor envolvido no negócio entre as companhias.

A AES Brasil informou ao órgão estatal que os ativos da J. Malucelli permitiriam a expansão de um conjunto de usinas eólicas que ela pretende construir na mesma região para a venda da produção futura dos parques a clientes no mercado livre de energia.

Hashdex (HASH11)

A Hashdex, gestora de recursos focada em criptoativos, anunciou um investimento de R$ 135 milhões em rodada liderada pelo Valor Capital Group, fundo de venture capital, em conjunto com Softbank, Coinbase Ventures e Globo Ventures.

Em abril, a gestora lançou o HASH11, o primeiro ETF de ativos digitais da B3, que replica o NCI (Nasdaq Crypto Index), um índice co-desenvolvido pela gestora brasileira e pela bolsa de valores americana. O valor levantado pela captação anunciada hoje será usado para reforçar a parceria da asset com a Nasdaq.

Atualmente, a Hashdex conta com mais de 150 mil investidores, incluindo os acionistas do ETF e dos demais fundos da gestora, e é responsável pela gestão de mais de R$ 3,5 bilhões.

Petrobras (PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

A venda de ações da BR pela Petrobras será um dos temas tratados em uma reunião entre os presidentes de ambas as companhias que deverá ocorrer entre esta e a próxima semana, disse ontem (12) o presidente da distribuidora, Wilson Ferreira Jr.

À frente da maior distribuidora de combustíveis do país, Ferreira disse que pediu um primeiro encontro com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, mas que algumas conversas já foram realizadas por telefone.

“Para ele interessa destravar valor da companhia”, disse o executivo, em uma conferência com analistas e investidores.

“(Vamos) ver de que maneira claramente a BR pode auxiliar, há um programa de desinvestimento da Petrobras, que foi confirmado na própria posse dele, e eu imagino que uma das alternativas seja exatamente as ações da BR. Nós vamos conversar disso”, acrescentou.

A Petrobras também assinou um contrato com a Açu Petróleo que a permitirá mais do que dobrar o volume de óleo exportado por meio do empreendimento..

O aditivo, assinado em abril, prevê que a petroleira estatal escoe até 240 milhões de barris de óleo, ou aproximadamente 300 mil barris por dia, pelo Porto do Açu em até dois anos. Anteriormente, o contrato contemplava a exportação de 100 milhões de barris.

A Açu Petróleo frisou que, desde 2019, quando a Petrobras iniciou as operações no terminal, a petroleira brasileira já solicitou a ampliação do volume de operação por duas vezes, motivada pela crescente produção de petróleo e demanda de exportação.

Responsável por 25% da exportação de petróleo nacional, a Açu Petróleo já atende todas as operadoras que atuam no Brasil e está trabalhando na ampliação do terminal.

Os planos de investimento incluem o projeto de expansão com a construção do Parque de Tancagem e conexão dutoviária à malha existente. Desde 2016, a companhia realizou mais de 270 operações de transbordo de petróleo, o que representa cerca de 260 milhões de barris movimentados.

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum apontou lucro líquido negativo de R$ 141,8 milhões no 1º trimestre, impactado principalmente pelo serviço da dívida da debênture emitida para financiamento do Polo Macau, indexada ao dólar, e pelo resultado financeiro de operações de derivativos (hedge). Já o Ebtida fechou em R$ 77 milhões nos primeiros três meses do ano e com margem de 58,7%.

Profarma (PFRM3)

A Profarma fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 8,9 milhões, alta de 1038,8% contra os R$ 800 milhões dos primeiros três meses de 2020. Já o Ebitda, que era no mesmo período do ano passado de R$ 46,3 milhões, ficou em R$ 43,2 milhões.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, registrou lucro líquido de R$ 180 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 1.284,6% em relação ao lucro de R$ 13 milhões apresentado um ano antes.

A companhia informa, porém, que o lucro líquido comparável “para os efeitos do incentivo de subvenção relacionado a anos anteriores foi de R$ 63 milhões”.

“No trimestre, o incentivo de subvenção totalizou R$ 150 milhões, dos quais R$ 117 milhões referem-se a efeito de anos anteriores e R$ 33 milhões ao primeiro trimestre de 2021”, explica a companhia.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 7,5 bilhões entre janeiro e março, um crescimento de 19,1% na comparação com os R$ 6,339 bilhões apresentados um ano antes.

O Ebitda ajustado recuou 6% na comparação anual, para R$ 584 milhões, com a margem Ebitda recuando 2,1%.

Yduqs (YDUQ3)

A Yduqs, segundo maior grupo de ensino superior do país, apurou um lucro líquido de R$ 43,2 milhões no primeiro trimestre, queda de 74% quando comparado ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 313 milhões, redução de 7% contra 2020. A margem caiu 8%, para 29%. A receita somou R$ 1,082 bilhão, alta de 17%.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 1,7 bilhão, acima dos R$ 53,8 milhões registrados no mesmo período de 2020. No mesmo período, a receita chegou a R$ 1,74 bilhão, sendo o melhor resultado apresentado em um primeiro trimestre da companhia, diz a administração da Bradespar em relatório.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia fechou o primeiro trimestre de 2021 com um lucro líquido de R$ 353,2 milhões, cifra 19,7% abaixo que 2020. O Ebitda fuicou em R$ 1 bilhão entre janeiro e março, uma queda de 12,4% se comparado com o mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e março, a receita operacional líquida da Equatorial recuou 1,6% na base anual, para R$ 4,14 bilhões.

Unifique

A operadora de telecomunicações sediada em Santa Catarina Unifique submeteu ontem (12) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um pedido de registro para um IPO.

A operação, que será coordenado por XP, BTG Pactual e Itaú BBA, busca captar recursos novos para a empresa financiar seu crescimento orgânico, além de fazer aquisições estratégicas na região Sul do país, segundo o prospecto preliminar.

Fundada em 1997, a Unifique afirma ser a maior provedora de fibra óptica de Santa Catarina, tendo no fim de março 318 mil acessos em mais de 122 municípios no Estado e 5 no Paraná. A companhia está expandindo sua atuação para o Rio Grande do Sul, onde comprou em abril uma operação com mais de 31 mil acessos.

Kepler Weber (KEPL3)

A Kepler Weber, uma das maiores empresas da América Latina que fabrica silos para a armazenagem de grãos e movimentação de granéis em portos, anunciou hoje (12), no dia em que completa 96 anos, um pacote de investimentos da ordem de R$ 22 milhões. No primeiro trimestre, ela já havia anunciado R$ 12 milhões. O montante aprovado hoje será destinado à modernização das fábricas e no aprimoramento da empresa em ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). Em 2020, a receita líquida da empresa foi de R$ 671,2 milhões, 15% acima do ano anterior.

“Esta é a hora de olhar para o futuro, colocando em prática os projetos que vão garantir eficiência no longo prazo”, diz Piero Abbondi, CEO da Kepler Weber. “Estamos em com cenário positivo para os negócios.”

Atualmente, a Kepler Weber possui duas unidades industriais no Centro-Oeste (MS e MT) e outra em Panambi (RS). Os investimentos serão para ampliar a capacidade produtiva da empresa, com a compra de equipamentos. A Kepler Weber iniciou o ano com cerca de duzentas obras simultâneas no país, o melhor resultado dos últimos quatro anos, de acordo com nota da empresa.

Com as safras de grãos cada vez maiores, o setor de armazenagem vem com demanda garantida. Atualmente, a capacidade de armazenagem no país é de cerca de 170 milhões de toneladas para uma safra, anunciada ontem (11), pelo IBGE, de 263,1 milhões de toneladas em 2020/21, volume 3,5% acima da safra passada.

O maior déficit de armazéns está nas áreas de crescimento da produção e produtividade da soja e do milho, principalmente. Não por acaso, do total já investido pela Kepler Weber, o maior volume, de janeiro a março, foi destinado à unidade de Campo Grande (MS). “As novas máquinas representam um aumento de 30% na capacidade de produção, o que nos permitiu, inclusive, internalizar a fabricação de algumas peças que eram terceirizadas”, afirma Fabiano Schneider, gerente industrial e de inovação.

Amazon (AMZO34)

A Amazon venceu uma disputa contra uma ordem da União Europeia de pagar cerca de € 250 milhões em impostos atrasados para Luxemburgo, um golpe na campanha da comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, contra acordos preferenciais.

O revés renovou os apelos de parlamentares da UE por um acordo tributário corporativo global, e analistas jurídicos disseram que Vestager dificilmente desistirá de cobrar grandes empresas sobre o valor dos impostos que elas pagam.

A decisão vem após a derrota histórica de Vestager para a Apple no ano passado, que contestou uma ordem de pagamento de € 13 bilhões em impostos irlandeses atrasados.

Tanto a Amazon quanto a Apple foram alvo de Vestager em uma campanha para eliminar acordos fiscais usados por membros da UE para atrair grandes empresas, incluindo Luxemburgo e Holanda. A Comissão Europeia considera esses acordos injustos.

Enauta (ENAT3)

A petroleira Enauta Participações informou ontem (12) que teve prejuízo líquido de R$ 15,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 56,2 milhões na comparação anual, uma queda de 71,8%.

(Com Reuters)

Calendário de divulgação dos próximos resultados:

  • Technos (TECN3) – 13 de maio
  • Atma (ATMP3) – 13 de maio
  • Time For Fun (SHOW3) – 13 de maio
  • Pine (PINE4) – 13 de maio
  • Tecnisa (TCSA3) – 13 de maio
  • Springs (SGPS3) – 13 de maio
  • Triunfo (TPIS3) – 13 de maio
  • Fer Heringer (FHER3) – 13 de maio
  • IMC (MEAL3) – 13 de maio
  • Alliar (AALR3) – 13 de maio
  • Plano & Plano (PLPL3) – 13 de maio
  • Lavvi (LAVV3) – 13 de maio
    Neogrid (NGRD3) – 13 de maio
  • Wiz (WIZS3) – 13 de maio
  • Cyre CCP (CCPR3) – 13 de maio
  • Even (EVEN3) – 13 de maio
  • Mills (MILS3) – 13 de maio
  • Cury Construtora (CURY3) – 13 de maio
  • Grupo Mateus (GMAT3) – 13 de maio
  • Equatorial (EQTL3) – 13 de maio
  • Bradespar (BRAP4) – 13 de maio
  • CCR (CCRO3) – 13 de maio
  • Sabesp (SBSP3) – 13 de maio
  • Energisa (ENGI3) – 13 de maio
  • Sanepar (SAPR4) – 13 de maio
  • CPFL Energia (CPFE3) – 13 de maio
  • Lojas Renner (LREN3) – 13 de maio
  • Rumo (RAIL3) – 13 de maio
  • Magazine Luiza (MGLU3) – 13 de maio
  • Petrobras (PETR4) – 13 de maio
  • Metal Leve (LEVE3) – 13 de maio
  • C&A Modas (CEAB3) – 13 de maio
  • Ferbasa (FESA4) – 13 de maio
  • Randon (RAPT4) – 13 de maio
  • Anima (ANIM3) – 13 de maio
  • Grupo Soma (SOMA3) – 13 de maio
  • Light (LIGT3) – 13 de maio
  • Ecorodovias (ECOR3) – 13 de maio
  • Grupo SBF Centauro (SBFG3) – 13 de maio
  • Eztec (EZTC3) – 13 de maio
  • Unipar (UNIP5) – 13 de maio
  • Qualicorp (QUAL3) – 13 de maio
  • IRB Brasil (IRBR3) – 13 de maio
  • Intelbras (INTB3) – 13 de maio
  • Cyrela Realt (CYRE3) – 13 de maio
  • BR Malls Par (BRML3) – 13 de maio
  • Guararapes (GUAR3) – 13 de maio

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).