Guedes diz que auxílio emergencial terá de ser substituído por programa sustentável reforçado

Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

“Não sei se vamos chegar aos R$ 600”, disse Guedes durante audiência pública de um conjunto de comissões da Câmara dos Deputados.

O auxílio emergencial terá que ser substituído por um programa sustentável, que pode ser um Bolsa Família ou um Renda Brasil fortalecido, disse hoje (04) o ministro da economia, Paulo Guedes, defendendo que o valor fique acima dos R$ 170.

“Mas talvez não sei se vamos chegar aos R$ 600”, disse Guedes durante audiência pública de um conjunto de comissões da Câmara dos Deputados.

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Ele afirmou que o país pode fazer a escolha de lançar um programa de erradicação da pobreza de “quatro, cinco anos”, financiado com recursos da venda de empresas estatais.

“Isso terá que ser um esforço conjunto, isso é um Congresso inteiro, uma PEC, é algo que nós temos que pensar juntos”, afirmou.

Respondendo a questionamentos dos parlamentares, Guedes disse que o PT criou um programa “elogiável”, em modelo defendido por economistas liberais, mas não adotou um valor de R$ 600 porque não tinha fontes estáveis.

“O auxílio emergencial, em uma situação de emergência, a gente consegue de repente durante um ano dar os 600, agora, ele é de natureza diferente. Uma coisa é o Bolsa Família, outra coisa é o auxílio emergencial, o Bolsa Família é para sempre, então ele tem que ter um financiamento estável”, afirmou. (Com Reuters)

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