Maioria vê retomada do PIB a nível pré-pandemia no 4º trimestre, mostra pesquisa do BC

Priscila Zambotto/GettyImages
Priscila Zambotto/GettyImages

Em relação ao mercado de trabalho, os participantes da pesquisa previram que o desemprego chegará ao final do ano em 13,8%

Pesquisa feita pelo Banco Central com profissionais do mercado financeiro neste mês mostra que a maioria dos participantes prevê que o PIB retomará o patamar pré-Covid no quarto trimestre deste ano, com um segundo grupo mais representativo estimando que isso vai acontecer apenas no primeiro trimestre de 2022.

A questão foi colocada pelo BC em seu mais recente “questionário pré-Copom” encaminhado regularmente a mais de 100 instituições que participam do Sistema de Expectativas de Mercado do BC, fonte dos dados do relatório Focus, já publicado semanalmente pela autarquia.

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A partir deste mês, o BC passa a divulgar também estatísticas agregadas compiladas a partir do questionário, encaminhado às instituições antes das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e que traz algumas perguntas adicionais às do Focus.

De um universo de 85 instituições que responderam à questão da retomada do PIB ao nível pré-Covid no questionário, 29 citaram o quarto trimestre de 2021, enquanto 23 falaram o primeiro trimestre do próximo ano. Houve desde apostas em uma recuperação já no segundo trimestre deste ano (1 resposta) até o segundo trimestre de 2023 (3).

Em relação ao mercado de trabalho, os participantes da pesquisa previram que o desemprego medido pela pesquisa Pnad-Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegará ao final do ano em 13,8%, segundo a mediana das respostas. A taxa ficou em 14,4% nos três meses até fevereiro, segundo o dado mais recente do IBGE.

Os respondentes previram, ainda, que a dívida bruta do Brasil vai atingir um pico de 97% do PIB em 2027 antes de recuar, segundo a mediana das projeções. Já no caso da dívida líquida, a projeção é que o patamar máximo, de 76%, seja alcançado em 2028. A dívida bruta fechou 2020 em 88,8% do PIB, enquanto a dívida líquida ficou em 62,7%. (Com Reuters)

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