EXCLUSIVO: Resale pretende investir US$ 15 milhões para crescer no mercado de imóveis retomados

Murillo Constantino/Divulgação
Murillo Constantino/Divulgação

O CEO da Resale, Marcelo Prata

Proprietária de uma plataforma de compra e venda de imóveis retomados ou de ponta de estoque, a Resale tem um objetivo bem traçado para 2021: investir entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões para seguir crescendo no setor. Com mais de 10 mil casas, apartamentos e fazendas em seu portfólio, provenientes de instituições financeiras, incorporadoras e da União, a perspectiva da proptech é conquistar maior capilaridade, por meio do aumento do número de corretores e leiloeiros conectados ao seu marketplace, assim como criar melhores condições de pagamento para as ofertas disponíveis.

Graças a parcerias com instituições financeiras, como, por exemplo, Banco do Brasil, Santander, Embracon (administradora de consórcios) e a Emgea (Empresa Gestora de Ativos), a Resale disponibiliza, em sua plataforma, imóveis retomados ou de ponta de estoque que estão no portfólio dessas organizações, mas possuem pouca vazão. “Há uma grande dificuldade no mercado em vender esse tipo de propriedade, seja pela falta de estrutura, tecnologia ou de pessoal”, diz o CEO da Resale, Marcelo Prata. “Nossa ideia não é concorrer com plataformas que estão vendendo lançamentos, mas sim focar nesse inventário pouco explorado.”

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O usuário pode navegar pelas mais de 3.000 ofertas do marketplace para encontrar um imóvel do chamado “mercado secundário”, que contempla as casas e apartamentos que não são lançamentos. Caso encontre o que deseja, o consumidor possui três modalidades de compra a sua disposição: a venda direta, quando ele negocia diretamente com a instituição detentora da propriedade; a concorrência pública, quando todos enviam suas propostas e os “envelopes” ficam fechados até o momento da negociação; e os tradicionais leilões.

Com esse modelo de negociação de “outlet imobiliário”, a Resale conseguiu multiplicar a sua receita em dez vezes em 2020 – foram 2.100 unidades vendidas. “Com 50 funcionários e muito menos dinheiro investido [em comparação com outras proptechs], conseguir esse volume de vendas significa que estamos no caminho certo”, diz o executivo. Para conquistar esses resultados, a plataforma contou com a parceria de pelo menos 40 leiloeiros e 300 corretores imobiliários.

O plano para 2021, segundo Prata, é continuar em expansão, trazendo pelo menos mais 60 leiloeiros e 9.700 corretores para a plataforma até o final do ano, com o intuito de aumentar a oferta de imóveis e expandir canais de vendas. O CEO da Resale também projeta um crescimento na equipe e nas negociações. “Queremos dobrar de tamanho, tanto em volume de vendas, quanto em número de funcionários”, afirma. “Hoje, estamos com caixa para fazer esses investimentos.”

Outra aposta do empreendedor para a Resale em 2021 é desenvolver uma nova vertical de produtos financeiros dentro da empresa. Prata diz que as condições de pagamentos para os imóveis dentro da plataforma devem evoluir, oferecendo, no longo prazo, financiamentos com até 10 anos para a liquidação da compra. Atualmente, o usuário consegue realizar uma compra 100% digital, sem precisar ir ao cartório resolver questões de documentação, mas as prestações se estende, no máximo até cinco anos, dependendo da oferta e do vendedor.

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