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4 pontos que a nova política de privacidade do WhatsApp precisa esclarecer

A partir de sábado, usuários que não aceitarem os novos termos e condições da plataforma terão suas contas congeladas

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Sopa Images/Getty Images
Sopa Images/Getty ImagesA nova política de privacidade do WhatsApp voltou ao centro das discussões de órgãos reguladores

A política de privacidade do WhatsApp está novamente no centro das discussões sobre segurança de dados. Anteriormente anunciada para o dia 8 de fevereiro, a implementação dos novos termos do aplicativo passou para o dia 15 de maio – próximo sábado. A mudança de data, no entanto, não eximiu a empresa de mensageria de prestar esclarecimentos aos órgãos públicos brasileiros.

Na última sexta-feira (7), a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o MPF (Ministério Público Federal) e a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) redigiram um documento recomendando que o WhatsApp postergasse novamente a data de início da sua nova política de dados. O documento foi enviado também ao Facebook, empresa-mãe do aplicativo.

VEJA TAMBÉM: Reguladores no Brasil querem que WhatsApp adie mudança em política de privacidade

Na mensagem, os órgãos reguladores consideram que a nova política de privacidade do WhatsApp não atende aos requisitos do direito do consumidor e nem da LGPD (Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais). “[Os novos termos de uso do aplicativo WhatsApp] não contêm informações claras e precisas sobre que dados dos consumidores serão tratados e nem sobre a finalidade das operações de tratamento que serão realizadas no âmbito do aplicativo e do grupo Facebook”, diz.

O diretor da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Rafael Zanatta, diz que a resposta institucional do Brasil foi bastante significativa. “Foi um posicionamento simbólico de quatro autoridades e é possível que haja intervenção do judiciário, no caso de ações civis públicas e medidas cautelares”, afirma. O especialista cita o caso da Alemanha, onde a autoridade regulatória qualificou o compartilhamento dos dados pessoais entre WhatsApp e Facebook como impróprios. “Os alemães questionam a possibilidade dos dados serem usados para formação de perfis e como isso pode impactar suas eleições federais em setembro deste ano.”

HISTÓRICO DO IMBRÓGLIO

A discussão começou no dia 4 de janeiro deste ano, quando o WhatsApp enviou um comunicado aos seus 120 milhões de usuários brasileiros. Nele, a empresa avisava que sua nova política de privacidade entraria em vigor no dia 8 de fevereiro.

Alguns pontos do texto, como o compartilhamento de informações entre o aplicativo de mensagens e o Facebook, provocaram críticas e dúvidas entre usuários, especialistas de proteção de dados e órgãos reguladores. Em resposta, o aplicativo de mensagens adiou o início das novas normas para o dia 15 de maio. À época, o WhatsApp alegou que a mudança de data ajudaria a empresa a melhorar sua comunicação com o público sobre as mudanças.

Vale lembrar, no entanto, que ao contrário do que foi disseminado no início deste ano, os usuários que não aceitarem a nova política de privacidade do WhatsApp não terão sua conta apagada – mas “paralisada”. A partir de sábado, o usuário que não concordar com os termos não poderá acessar sua lista de conversas e nem enviar mensagens diretamente do aplicativo, mas poderá atender chamadas de voz e vídeo até segunda ordem.

Perguntado sobre a carta conjunta da ANPD, Cade, MPF e Senacon, o WhatsApp enviou à Forbes o seguinte posicionamento: “O WhatsApp já está em contato com as autoridades competentes e continuará prestando as informações necessárias sobre a atualização. A empresa ressalta que nenhum usuário terá sua conta apagada ou perderá o acesso às funcionalidades do aplicativo em razão da atualização nas semanas seguintes ao dia 15 de maio”.

PONTOS A SEREM ESCLARECIDOS

Para os especialistas consultados pela Forbes – o coordenador da área de direito e tecnologia do ITS-Rio, Christian Perrone, e o vice-presidente da comissão de direito e inovação da OAB-SP, Renato Opice Blum -, ainda há pontos que o WhatsApp precisa esclarecer sobre sua nova política de dados para que fique alinhado com a LGPD.

Confira, a seguir, quais são eles:

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