Fiocruz diz que demanda internacional por insumos de vacinas gera alerta sobre cronograma

Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Apesar do alerta, a fundação manteve a previsão de entrega de 18,4 milhões de doses este mês ao Programa Nacional de Imunização

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) emitiu hoje (6) um alerta sobre o fornecimento de insumos necessários para a fabricação da vacina contra a Covid-19. Segundo a fundação, os fornecedores já avisaram que a alta demanda no mercado internacional, além da crise na malha aérea por conta da pandemia, podem trazer riscos para o cumprimento do cronograma. Apesar disso, o laboratório garantiu que está acompanhando a situação para assegurar que a produção não seja afetada.

Segundo a Fiocruz, que está envasando a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, o Ministério da Saúde e empresas privadas se colocaram à disposição para atuar caso a situação se agrave, “e este apoio será solicitado em caso de necessidade”, afirmou.

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Apesar do alerta, a fundação disse em comunicado que está produzindo 900 mil doses de vacina por dia e manteve a previsão de entregar 18,4 milhões de doses este mês ao PNI (Programa Nacional de Imunização) – apesar de ter reduzido a entrega desta semana de 3,2 milhões de doses para 2 milhões Segundo eles, 11 milhões de doses já foram produzidas e estão passando por processo de controle e qualidade antes de serem entregues.

“A produção de vacinas em Bio-Manguinhos/Fiocruz segue rígidos protocolos de controle de qualidade estabelecidos internacionalmente, o que pode acarretar na redução ou no aumento nas previsões de entregas no cronograma semanal”, disse o representante da Fiocruz, acrescentando que não há qualquer problema técnico ou operacional na fabricação da vacina.

“As doses que deixarão de ser entregues (esta semana) estão em análise e deverão ser encaminhadas ao PNI nas próximas semanas”, acrescentou.

A Fiocruz prevê para este mês ampliar a produção diária de vacinas para 1,2 milhão de doses, com a abertura de um novo turno de trabalho. A meta é entregar até julho 100,4 milhões de imunizantes roduzidos com IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) importado da China, e depois mais 110 milhões de doses até o final do ano com o insumo produzido pela própria fundação.

Nesta semana, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, recebeu garantias do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, sobre a continuidade da entrega de IFA para a produção de vacinas, de acordo com o comunicado.

“O recebimento de remessas de IFA importado segue normalmente. Não há qualquer indicação de possível atraso no fornecimento de IFA por conta do avanço da vacinação na China”, acrescentou.

A Fiocruz enfrentou atrasos para a chegada do IFA no início do ano, o que impactou o cronograma de produção. Atualmente, menos de 20% das vacinas aplicadas no país são da AstraZeneca, enquanto a CoronaVac, da chinesa Sinovac e envasada pelo Instiuto Butantan, responde pela imensa maioria da vacinação. (Com Reuters)

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