Pesquisadores apontam surgimento de possível nova variante do coronavírus em BH

Radoslav Zilinsky/Getty Images
Radoslav Zilinsky/Getty Images

Segundo o instituto, os dois novos genomas identificados são de pessoas sem evidências de ligação epidemiológica entre si

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciaram hoje (7)  a descoberta de uma possível nova variante do coronavírus em circulação na cidade de Belo Horizonte. O anúncio foi feito após cientistas terem identificado dois novos genomas do vírus com um conjunto único de 18 mutações nunca anteriormente descritas.

“A equipe sequenciou 85 genomas de SARS-CoV-2 de amostras clínicas coletadas da região metropolitana de Belo Horizonte e identificou dois novos genomas com uma coletânea de mutações ainda não descrita, caracterizando uma possível nova variante de SARS-CoV-2″, disse o Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG em comunicado.

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Os novos genomas apresentam mutações nas mesmas posições de mutações das variantes identificadas inicialmente em Manaus, no Reino Unido e na África do Sul, que são consideradas mais preocupantes por sua maior transmissibilidade e capacidade de escapar de anticorpos, acrescentou o instituto.

As novas variantes, em especial a P.1 originada em Manaus, são consideradas, em parte, responsáveis pela explosão de casos de Covid-19 no Brasil no últimos meses. Atualmente, o país é o lugar com a maior concentração de mortes diárias pela doença no mundo, sendo responsável por cerca de um de cada quatro óbitos no globo.

“Esses dois novos genomas, provavelmente oriundos da antiga linhagem B.1.1.28 circulante na primeira fase da pandemia na cidade, apresentam mutações em diversas regiões do genoma, incluindo novas mutações nas posições E484 e N501 compartilhadas pelas variantes de preocupação”, disseram os pesquisadores.

Segundo o instituto, os dois novos genomas identificados são de pessoas sem evidências de ligação epidemiológica entre si e sem qualquer relação geográfica, “o que reforça a plausibilidade de circulação desta nova possível variante”.

A pesquisa, realizada com amostras coletadas no período entre 28 de outubro de 2020 e 15 de março de 2021, foi conduzida pelos pesquisadores da UFMG em parceria com o setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Pardini e com a colaboração do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Prefeitura de Belo Horizonte. (Com Reuters)

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