O otimismo pode levar empresas à falência

Krisanapong Detraphiphat/Getty Images
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No momento da crise, a empresa precisa estruturar a realização de pagamentos seletivos

Realizar negócios no Brasil é lidar com um ambiente cercado por insegurança legal e econômica, excesso de burocracia, altas taxas de juros, entre outras barreiras que sempre são citadas quase que em um senso comum empresarial.

Essas dificuldades levam muitas empresas a cenários de crise financeira, momento extremamente difícil não só para o negócio, mas também para todos que dele dependem, inclusive para os seus gestores, que precisam enfrentar difíceis e indesejadas decisões em um contexto de grande abalo psicológico.

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Jonathan Florindo, Niklaus Limborço e Marcus Gomes são sócios do escritório Limborço & Gomes Advogados

Os advogados Dr. Marcus Gomes, Dr. Niklaus Limborço e Dr. Jonathan Florindo do escritório Limborço & Gomes Advogados, especializados em planejamento patrimonial, tributário e também em restruturação de empresas em crise financeira, apontam os erros mais comuns dentro do cenário empresarial. Além disso, eles alertam que o otimismo pode levar empresas à falência. O Dr. Marcus Gomes, especialista em Direito Empresarial opina que:

“O otimismo exagerado e prematuro leva o empresário a acreditar em cenários futuros onde as coisas ‘darão certo’ de maneira ‘natural’, nutrindo a ideia de que os problemas da sua empresa serão resolvidos sozinhos.

Mudar essa ideia, é uma tarefa necessária, mas é comum que haja um processo de negação por parte do empresário.

Foi por isso, que eu e os meus sócios nos dedicamos a estudar psicologia e psicanálise, aplicada a negócios na MBM Business School, para compreender melhor esse momento do empresário.”

Tudo começa na mente do empresário, que utiliza o otimismo para negar a realidade. Nesse momento um sintoma é a procrastinação do enfrentamento dos desafios prioritários, focando em questões secundárias. É uma espécie de fuga do problema, se ausentando de assumir as rédeas para administrar, empurrando o problema de qualquer forma, esperando o melhor.

É necessário que se tenha coragem de traçar no mínimo três cenários de receitas e despesas (otimista, realista e pessimista) bem como as decisões que deverão ser tomadas em cada um deles. Quando se tem um plano traçado a sensação de ansiedade dá espaço à segurança na tomada de decisões. Dr. Jonathan Florindo especialista em Gestão de Empresas entende que:

“São cinco áreas da empresa, que na sua visão são alvo das decisões a serem tomadas no momento da crise:

1) Estruturar a realização de pagamentos seletivos, de acordo com o novo ponto de equilíbrio projetado, identificando fornecedores essenciais e não essenciais;

2) Projetar uma nova forma de operar a empresa, revendo estrutura física e de funcionários, a fim de enxugar custos;

3) Estruturar repactuações com bancos, fornecedores, funcionários e diminuição do pró-labore;

4) Análise minuciosa dos tributos e reestruturar de forma legal, por meio de um planejamento tributário;

5) Buscar formas de capitalização/refinanciamento para fortalecer o capital de giro.”

Em meio a este turbilhão de decisões a serem tomadas, o empresário naturalmente se verá sozinho e sentirá falta de habilidades necessárias para tomar e implementar soluções. Neste momento, contar com equipes de trabalho multidisciplinar nas áreas jurídica, contábil e financeira, com experiência em crise será essencial para a sobrevivência da empresa.

Dr. Niklaus Limborço especialista em Tributação entende que:

“É nos momentos mais delicados que o empresário precisa se aproximar do seu contador, buscar através dos conhecimentos deste profissional melhor performance nos custos tributários.

Outro profissional que precisa estar ainda mais próximo é o consultor financeiro, que vai trazer a sua visão e conhecimentos para lidar com um cenário de adversidades.

As estratégias de capitalização do negócio, sejam elas tributárias, financeiras, creditícias, comerciais ou societárias, precisam do amparo de um Jurídico forte e dinâmico, que proporcione segurança e agilidade nas tomadas de decisão. Em crise, mais do que nunca, o gestor precisa ampliar a sua visão.”

O suporte de profissionais especializados oxigena a organização com novas ideias, várias delas oriundas de experiências anteriores em outras crises, em um verdadeiro processo de “benchmarking”, além de diminuir a sensação de solidão que é tão comum entre os empresários, auxiliando na construção de um plano que a ajude a superar este momento delicado.

Portanto, o que se conclui é que otimismo pode estar sendo usado como uma fuga da realidade, acelerando os prejuízos do negócio. Por isso, toda atenção em uma estruturação e planejamento é extremamente necessária em qualquer momento de gestão da empresa, principalmente no enfrentamento de crises financeiras. O otimismo tem espaço, mas só depois que o plano multicenários for traçado, com as ações necessárias, bem como metodologia de acompanhamento e indicadores, antes disso o otimismo pode levar à falência.

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