Forbes 400: quem são os 18 novos bilionários da lista de 2020

 Kena Betancur/Getty Images
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Eric Yuan é um dos novos bilionários da Forbes 400 de 2020

A Covid-19 pode ter feito com que o mundo ficasse à beira de uma paralisação, mas não freou alguns dos empresários mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. Dezoito novatos se juntam à lista da Forbes dos 400 norte-americanos mais ricos este ano, com fortunas cujas origens variam de ferramentas de videoconferência a private equity, passando por caminhões elétricos. Cada um dos recém-chegados tem um patrimônio de, pelo menos, US$ 2,1 bilhões, o mínimo necessário para entrar na lista.

Quase todos os novos integrantes conseguiram sua fortuna através do próprio esforço, um feito impressionante. A pandemia global ajudou a impulsionar alguns dos novos nomes deste ano para a lista, incluindo Alice Schwartz, da Bio-Rad, que produz os testes de diagnóstico de Covid-19, e Eric Yuan, o homem por trás da Zoom, aplicativo onipresente na atual realidade.

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Isso não quer dizer que as indústrias tradicionais, como manufatura e produção de alimentos, estão condenadas. Trevor Milton, fundador da fabricante de caminhões elétricos Nikola, tem uma fortuna que aumentou para US$ 3,3 bilhões com o sucesso de uma fusão reversa com uma empresa pública em junho. Aos 38 anos, ele é o mais jovem dos novos integrantes da lista. O novo bilionário Sheldon Lavin, que acumula US$ 3 bilhões, preside o OSI Group, um dos maiores processadores de carne e alimentos do mundo. Seus clientes vão do McDonald’s à empresa de hambúrgueres à base de vegetais Impossible Foods. E, apesar do fechamento de bares e restaurantes em todo o país, o magnata da cerveja Samuel Adams, Jim Koch, e o CEO da Monster Beverage, Rodney Sacks, juntaram-se à Forbes 400 pela primeira vez, graças à valorização das ações das duas empresas durante a pandemia.

Com as pessoas nos EUA passando mais tempo online, as empresas de tecnologia (incluindo a de pagamentos online Square e a de cibersegurança Fortinet) colheram os frutos. O CEO da Fortinet, Ken Xie, formou-se em engenharia em Stanford antes de se dedicar à segurança cibernética e construir uma fortuna de US$ 3,3 bilhões. O cofundador da Square, Jim McKelvey, que começou a empresa com Jack Dorsey, outro nativo de St. Louis e membro da Forbes 400, chega ao ranking com um patrimônio líquido de US$ 2,2 bilhões.

Veja, na galeria de fotos a seguir, quem são os 18 recém-chegados à Forbes 400:

  • Eric Yuan e família
    Patrimônio líquido: US$ 11 bilhões
    Fonte de renda: Videoconferência

    Muito antes da quarentena provocada pela Covid-19 transformar sua empresa em um nome familiar, o fundador da Zoom Video Communications, de 50 anos, trabalhou como gerente na plataforma de vídeo WebEx, da Cisco. Formado em engenharia pelo Instituto de Negócios e Tecnologia de Shandong em Yantai, China, ele emigrou para os EUA em 1997 após oito tentativas fracassadas de obter um visto. As ações da Zoom aumentaram quase 300% desde que se tornou pública em abril de 2019. As receitas aumentaram 96%, para US$ 146 milhões, no segundo trimestre de 2020, impulsionadas pelo aumento da demanda durante a pandemia. Yuan detém, aproximadamente, 16% da empresa listada na Nasdaq.

    Kena Betancur/Getty Images
  • Tony Tamer (foto) e Sami Mnaymneh
    Patrimônio líquido: US$ 4 bilhões de cada
    Fonte de renda: Private equity

    Mnaymneh e Tamer fundaram a HIG Capital, empresa de private equity com sede em Nova York, em 1993, quando tinham por volta de 30 anos de idade, e agora atuam como coCEOs. A HIG, que tem US$ 39 bilhões em ativos sob gestão, destaca-se por investir em empresas de médio porte nos Estados Unidos, Europa e América Latina, incluindo a varejista feminina online Lulus e o anuário online da escola secundária Classmates. Mnaymneh e Tamer estão entre os vários novos bilionários de private equity a estrear na lista graças a negócios, não divulgados anteriormente, nos quais suas empresas venderam participações para grandes gestores de ativos, arrecadando bilhões de dólares. A HIG Capital vendeu uma participação de 15% para a Dyal em 2016.

    Reprodução/Forbes
  • Trevor Milton
    Patrimônio líquido: US$ 3,3 bilhões
    Fonte de renda: Veículos elétricos

    Milton, que abandonou a faculdade e o ensino médio, fundou a fabricante de veículos elétricos Nikola Corp. em 2014, aos 33 anos. A empresa se tornou pública por meio de uma fusão reversa em junho, fazendo com que o patrimônio líquido de Milton disparasse. A Nikola Corp., sediada em Phoenix, está desenvolvendo caminhões que funcionam com motores elétricos puros ou elétricos a hidrogênio. Embora a Nikola ainda não tenha gerado receita, já recebeu pedidos de 800 caminhões da gigante da cerveja Anheuser-Busch e de 2.500 caminhões de lixo da empresa de eliminação de resíduos Republic Services.

    Reprodução/Forbes
  • Ken Xie
    Patrimônio líquido: US$ 3,3 bilhões
    Fonte de renda: Cibersegurança

    Xie fundou a empresa de segurança cibernética Fortinet com seu irmão, Michael, em 2000 e abriu o capital nove anos depois. Treinado como engenheiro elétrico em Stanford, o executivo teve experiências anteriores à Fortinet como empreendedor: fundou a empresa de software de firewall SIS em 1993 e começou a empresa de segurança de TI NetScreen três anos depois, adquirida pela Juniper Networks por US$ 4 bilhões em 2004. De repente, a mudança para o home office este ano aumentou a demanda por soluções de segurança de rede da Fortinet, valorizando as ações em 66% desde a lista Forbes 400 do ano passado.

    South China Morning Post/Getty Images
  • Barry Sternlicht
    Patrimônio líquido: US$ 3,2 bilhões
    Fonte de renda: Private equity

    Sternlicht, que é nativo de Nova York, fundou a empresas de private equity Starwood Capital Group em 1991, aos 31 anos, com foco em imóveis e energia. A Dyal Capital Partners, uma unidade da Neuberger Bergman, com sede em Nova York, comprou uma participação na Starwood em 2016. Ele teve uma de suas primeiras grandes oportunidades na indústria hoteleira com a Starwood Hotels and Resorts, que lançou em 1995 e transformou em um império, com 895 propriedades em 100 países antes de deixar o cargo de CEO em 2005. A Marriott adquiriu a Starwood por US$ 13 bilhões em 2016. A Starwood Capital, empresa de private equity de Sternlicht, agora tem mais de US$ 60 bilhões em ativos sob gestão, com investimentos na provedora de empréstimos comerciais LNR Property e na Northeast Natural Energy, empresa exploradora de gás natural com sede na Virgínia.

    Reprodução/Forbes
  • Steven Klinsky
    Patrimônio líquido: US$ 3,1 bilhões
    Fonte de renda: Investimentos

    Um pioneiro das aquisições, Klinsky foi crescendo na Goldman Sachs e na Forstmann Little nas décadas de 1980 e 1990, antes de se lançar por conta própria em 1999, quando fundou a New Mountain Capital. A empresa tornou-se uma das de melhor desempenho na indústria de aquisições, e Klinsky vendeu uma participação de 10% na New Mountain Capital para a Blackstone em 2018. Com mais de US$ 25 bilhões em ativos sob gestão, as empresas de seu portfólio incluem a terceirizada de saúde Alteon Health e aparelhos de IA Blue Yonder.

    Reprodução/Forbes
  • Sheldon Lavin
    Patrimônio líquido: US$ 3 bilhões
    Fonte de renda: Processamento de carne

    O consultor financeiro que se tornou um magnata da alimentação se juntou à gigante do processamento de carne OSI Group, então chamada Otto & Sons, em 1970, quando ajudou a conseguir um financiamento para a fábrica de Chicago. Ao longo dos anos, ele se tornou o proprietário majoritário da OSI, ajudando a expandir as operações para 17 países. A OSI foi a primeira fornecedora de carne bovina do McDonald’s em 1955 e continua sendo uma de suas principais. Em 2019, a empresa firmou parceria com a Impossible Foods para a produção de proteína vegetal.

    VCG/Getty Images
  • Pablo Legorreta
    Patrimônio líquido: US$ 2,8 bilhões
    Fonte de renda: Investimentos

    Legorreta estudou engenharia industrial na Cidade do México e, em seguida, ingressou na Lazard Frères como banqueiro de investimentos antes de partir, em 1996, para fundar a Royalty Pharma, o maior adquirente mundial de fluxos de royalties de empresas farmacêuticas. Ao longo de mais de duas décadas, Legorreta transformou a Royalty em uma potência que ganhou fatias da receita de medicamentos como o Truvada (para HIV), Imbruvica (para tratamento de câncer) e a caneta Humira (artrite). Em junho, ele abriu o capital da Royalty Pharma no maior IPO do ano, arrecadando US$ 2,2 bilhões. Legorreta possui cerca de 9% da empresa.

    Craig Barritt /Getty Images
  • Todd Wanek
    Patrimônio líquido: US$ 2,8 bilhões
    Fonte de renda: Mobiliário

    Em 2002, Wanek assumiu as rédeas como CEO da Ashley Furniture, a fabricante e varejista de móveis que seu pai (e membro da Forbes 400) comprou em 1976. A empresa sediada em Wisconsin continuou a crescer durante a pandemia, abrindo novas lojas no México, Índia, Bangladesh e Quênia e investindo US$ 22 milhões em uma nova instalação no Mississippi. Wanek começou a trabalhar para a empresa da família no ensino médio, despachando móveis e trabalhando na linha de produção, antes de se formar na Universidade de Wisconsin e se mudar para Taiwan para gerenciar as fábricas da empresa na Ásia. Seu pai ainda atua como presidente. O filho de Todd, Cameron, ingressou na empresa em 2015, a terceira geração da família Wanek a trabalhar na Ashley Furniture.

    Reprodução/Forbes
  • Jeff Green
    Patrimônio líquido: US$ 2,6 bilhões
    Fonte de renda: Propaganda online

    As ações da empresa de publicidade online de Green, a The Trade Desk, aumentaram 83% no ano passado à medida que a companhia aumentava seu negócio de publicidade baseada em dados e os clientes migravam para sua plataforma de anúncios em serviços de streaming. Green saiu da Microsoft para abrir a The Trade Desk em 2009 (depois de vender uma empresa anterior para a própria empresa de e Bill Gates), e abriu seu capital sete anos depois. Foi um dos primeiros anunciantes na plataforma de programática do Facebook e agora se especializou em publicidade social, móvel e em vídeo. Green possui cerca de 11% das ações da empresa.

    Reprodução/Forbes
  • Jim Koch
    Patrimônio líquido: US$ 2,6 bilhões
    Fonte de renda: Cerveja

    Koch começou a fazer cerveja em sua cozinha, na década de 1980, usando uma receita que seu tataravô desenvolveu em 1870. Ele chamou a cerveja de Samuel Adams, em homenagem a um dos “founding fathers” do país, nascido em Boston, e vendeu as primeiras caixas um ano depois, no Patriot’s Day, na cidade. Em 1995, a empresa abriu o capital como Boston Beer Company. Ele possui uma participação de 26%. Enquanto a quarentena da Covid-19 diminuía as vendas da bebida para bares e restaurantes, as pessoas presas em casa demandaram tanto cerveja quanto seu hard seltzer – um tipo de bebida em alta nos Estados Unidos que contém água gaseificada, álcool e, com frequência, aroma de frutas. As ações mais do que dobraram de valor do início de janeiro ao final de julho.

    Reprodução/Forbes
  • Rodney Sacks
    Patrimônio líquido: US$ 2,5 bilhões
    Fonte de renda: Energéticos

    Sacks, o CEO do energético Monster Beverage Co., estreia no ranking após um aumento de 18% nas ações da companhia de janeiro ao final de julho, impulsionado pelo aumento no consumo doméstico de seus produtos por consumidores presos pela pandemia. Ex-sócio de um escritório de advocacia em sua terra natal, a África do Sul, Sacks entrou no negócio de bebidas em 1992, quando ele e seu parceiro de negócios Hilton Schlosberg compraram a fabricante de refrigerantes Hansen Natural, com sede na Califórnia, que lançou a bebida energética Monster em 2001. A empresa foi renomeada para Monster Beverage Co. em 2012. A companhia vendeu uma participação de quase 17% para a Coca-Cola por US$ 2,2 bilhões em 2014.

    Reprodução/Forbes
  • Valentin Gapontsev e família
    Patrimônio líquido: US$ 2,3 bilhões
    Fonte de renda: Lasers

    Nascido na Rússia, Gapontsev obteve um Ph.D. do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou e, mais tarde, liderou o laboratório do Instituto de Engenharia de Rádio e Eletrônica da Academia Soviética de Ciências. Ele se junta à lista pela primeira vez graças a um salto de 31% nas ações da IPG Photonics, a fabricante de laser de fibra óptica com sede em Massachusetts que fundou em 1990, aos 51 anos. A IPG desenvolve lasers de alto desempenho para uso em indústrias que vão desde procedimentos médicos até telecomunicações. Em 2020, a empresa impulsionou as vendas de lasers para dispositivos médicos e baterias de veículos elétricos. Em setembro passado, Gapontsev venceu uma ação judicial contra o Departamento do Tesouro dos EUA depois que foi indevidamente classificado como um oligarca russo em um relatório de 2018 ao Congresso.

    The Washington Post/Getty Images
  • Jim McKelvey
    Patrimônio líquido: US$ 2,2 bilhões
    Fonte de renda: Pagamentos móveis

    McKelvey e o cofundador do Twitter Jack Dorsey (que se conheceram quando McKelvey contratou o então adolescente Dorsey como estagiário em sua primeira empresa, a Mira) tiveram a ideia para a empresa de pagamentos digitais Square em 2009, quando o executivo estava tendo dificuldades para vender uma obra de arte de US$ 2 mil. As ações da Square quase dobraram no ano passado e seu popular serviço de pagamentos móveis Cash App atingiu 30 milhões de clientes ativos mensais em junho. Ele ainda mora em St. Louis e possui 5% de participação na empresa. Desde a fundação da Square, o empreendedor em série lançou uma startup de micropagamentos, a Invisibly, abriu uma organização sem fins lucrativos para ensinar as pessoas a codificar e também se juntou ao conselho do Federal Reserve Bank de St. Louis.

    Reprodução/Forbes
  • Alice Schwartz
    Patrimônio líquido: US$ 2,2 bilhões
    Fonte de renda: Biotecnologia

    Schwartz se junta ao ranking aos 94 anos, quase sete décadas depois de fundar a empresa de biotecnologia Bio-Rad Laboratories com seu marido David (falecido em 2012) em uma cabana em Berkeley, Califórnia, em 1952. O casal abriu o capital da empresa 14 anos depois, em 1966. As ações da Bio-Rad estão em alta desde que a OMS declarou a Covid-19 uma pandemia global em 11 de março, aumentando 49% até o final de julho devido ao crescimento da demanda por seus testes diagnósticos. Desde seus primeiros dias analisando materiais químicos e biológicos, a Bio-Rad se tornou uma multinacional nos mercados de diagnósticos e ciências da vida. Também atua na luta contra a Covid-19, produzindo testes moleculares e de anticorpos para o vírus.

    Forbes
  • José E. Feliciano
    Patrimônio líquido: US$ 2,1 bilhões
    Fonte de renda: Private equity

    Feliciano começou a empresa de private equity Clearlake Capital com o colega bilionário Behdad Eghbali em Santa Mônica, em 2006. A Clearlake agora tem US$ 24 bilhões em ativos sob gestão e investe principalmente em empresas de software, produtos industriais e de consumo. Os investimentos atuais incluem a fabricante de peças de reposição Wheel Pros e o serviço de gerenciamento de documentos NetDocuments. A Dyal Capital Partners e a Goldman Sachs adquiriram uma participação na Clearlake em 2018 por uma avaliação de US$ 4,2 bilhões, criando dois novos bilionários (Feliciano e Eghbali). Antes de lançar a Clearlake, Feliciano foi sócio da gestora de ativos Tennenbaum Capital Partners e atuou como diretor financeiro do provedor de pagamentos do setor público govWorks.

    Jesse Grant /Getty Images
  • William Stone
    Patrimônio líquido: US$ 2,1 bilhões
    Fonte de renda: Software

    Bill Stone, sobrevivente da crise pontocom, fundou a empresa de software financeiro SS&C Technologies em 1986 com US$ 20 mil em economias de seu tempo como executivo da KPMG. A empresa expandiu para a análise de risco com a aquisição da Algorithmics, uma subsidiária da IBM, em dezembro passado. Apesar de uma queda nas receitas no segundo trimestre de 2020 devido a paralisações relacionadas à pandemia em seus principais mercados, a companhia viu suas ações aumentarem 14% desde a lista Forbes 400 do ano passado. A empresa abriu capital em 1996 e quase foi eliminada quando a bolha de tecnologia estourou em 2001. Stone então mudou de ideia e tornou a companhia privada novamente em 2005. Depois de alterar o foco para data centers, Stone listou a empresa novamente em 2011 e mantém 12% de participação.

    Reprodução/Forbes

Eric Yuan e família
Patrimônio líquido: US$ 11 bilhões
Fonte de renda: Videoconferência

Muito antes da quarentena provocada pela Covid-19 transformar sua empresa em um nome familiar, o fundador da Zoom Video Communications, de 50 anos, trabalhou como gerente na plataforma de vídeo WebEx, da Cisco. Formado em engenharia pelo Instituto de Negócios e Tecnologia de Shandong em Yantai, China, ele emigrou para os EUA em 1997 após oito tentativas fracassadas de obter um visto. As ações da Zoom aumentaram quase 300% desde que se tornou pública em abril de 2019. As receitas aumentaram 96%, para US$ 146 milhões, no segundo trimestre de 2020, impulsionadas pelo aumento da demanda durante a pandemia. Yuan detém, aproximadamente, 16% da empresa listada na Nasdaq.

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