8 bilionários que ganharam e perderam com as eleições dos EUA

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O cofundador do Facebook Dustin Moskovitz doou mais de US$ 20 milhões para o financiamento de uma campanha publicitária contra Trump

No fim de semana, Joe Biden foi nomeado o próximo comandante-chefe da América, mas não foi o único a sair vencedor das eleições presidenciais. Desde o início das campanhas de 2020, mais de 250 bilionários e seus parceiros de vida abriram suas carteiras ​​para apoiar financeiramente Biden ou Donald Trump. Alguns gastaram milhares, milhões –ou mesmo centenas de milhões de dólares– com sabedoria. Outros, nem tanto.

Há os ganhadores mais óbvios (principalmente os maiores apoiadores de Biden) e perdedores óbvios também (como o bilionário, 45º presidente dos EUA, e seus doadores). Na sequência, vêm os bilionários Tom Steyer e Michael Bloomberg, que comprometeram enormes somas financeiras para ajudar a eleger Biden, mas também desperdiçaram dinheiro em suas próprias campanhas presidenciais fracassadas. Steyer gastou US$ 342 milhões na corrida pela Casa Branca; e Bloomberg destinou mais de US$ 1,1 bilhão.

VEJA TAMBÉM: Os 10 bilionários que mais enriqueceram durante o governo Trump

Veja, na galeria de imagens a seguir, os oito bilionários que ganharam e perderam com as eleições dos Estados Unidos:

  • Ganhadores

    jayk7/Getty Images
  • Dustin Moskovitz

    Companheiro de quarto de faculdade de Mark Zuckerberg, o cofundador do Facebook e da Asana gastou muito para lutar contra a eleição de Trump. Ele doou mais de US$ 800 mil para Biden e fez uma doação de mais de US$ 20 milhões para A organização Future Forward, em um super-PAC (do inglês, Political Actions Committee e, na tradução literal, Comitê de Ação Política) de US$ 100 milhões para financiar uma campanha publicitária de última hora na TV atacando Trump. “Está chovendo em São Francisco, o que é realmente perfeito”, tuitou Moskovitz um dia depois de Biden ser eleito o vencedor das eleições. “Um fim de semana 5 estrelas”.

    Araya Doheny/Getty Images
  • Reid Hoffman

    O cofundador do LinkedIn foi um dos maiores angariadores de fundos da campanha de Biden, ajudando o ex-vice-presidente a arrecadar somas recordes para sua corrida eleitoral. O próprio Hoffman doou mais de US$ 12 milhões, incluindo pelo menos US$ 500 mil para Biden e US$ 1,5 milhão para a Unite The Country. Ele disse ao Axios dias antes da eleição que colocaria US$ 1 milhão na campanha publicitária digital, ao pedir aos eleitores que fossem pacientes durante a contagem de votos. Antes da eleição de 2016, Hoffman satirizou Trump com uma versão do jogo Cards Against Humanity chamada “Trumped Up Cards”.

    CNBC/Getty Images
  • Jim Simons

    Ele e sua esposa Marilyn doaram mais de US$ 20 milhões para causas políticas federais durante o último período eleitoral dos Estados Unidos, incluindo US$ 978.400 para o Biden Action Fund e US$ 4 milhões para o Priorities USA Action, um super-PAC pró-Biden. Ele também apoiou o candidato democrata à presidência John Hickenlooper, que ganhou uma das cadeiras do Colorado no Senado dos EUA na noite da eleição. Ex-professor de matemática, Simons fundou o fundo de hedge Renaissance Technologies em 1982. O ex-coCEO da empresa, Robert Mercer, foi um dos maiores apoiadores de Trump em 2016.

    Sylvain Gaboury/Getty Images
  • Reed Hastings e Patty Quillin

    O cofundador e coCEO da Netflix e sua esposa, Patty Quillin, supostamente patrocinaram uma arrecadação de fundos para Pete Buttigieg em dezembro de 2019 e doaram pelo menos US$ 1,4 milhão para Biden. Patty também foi um dos maiores doadores para as propostas políticas da Califórnia neste ano. Ela destinou US$ 2 milhões em oposição à Proposition 20, proposta legislativa que tornaria mais difícil para criminosos condenados por determinados crimes se qualificarem para liberdade condicional antecipada. A medida foi derrubada pelos eleitores. Ela também investiu US$ 250 mil no apoio à Proposition 17, que confere aos condenados em regime condicional do estado o direito de voto –a proposta venceu.

    Sylvain Lefevre/Getty Images
  • Perdedores

    jayk7/Getty Images
  • Donald Trump

    O primeiro presidente bilionário dos Estados Unidos é também o primeiro comandante-chefe a perder a reeleição em quase três décadas. Ele deixará a Casa Branca em 20 de janeiro cerca de US$ 1 bilhão mais pobre do que quando se mudou para lá, graças a uma combinação de negócios detonados pelo processo eleitoral, o impacto da Covid-19 no mercado imobiliário e US $ 66 milhões em doações pessoais para sua campanha de 2016 (ele parece não ter destinado um único dólar à sua candidatura em 2020). Felizmente para Trump, perder a eleição pode ser bom para sua carteira de negócios.

    Getty Images
  • Steven Schwarzman

    Enquanto grande parte de Wall Street se distanciou de Trump e apoiou Biden, Schwarzman seguiu em frente ao lado do presidente em exercício. Um dos maiores apoiadores de Trump no mundo das finanças, o cofundador da gigante de private equity Blackstone serviu como conselheiro informal do candidato e doou pelo menos US$ 3,7 milhões para comitês de apoio a Trump, incluindo o Comitê Nacional Republicano. Em 2017, ele organizou uma arrecadação de fundos de US$ 100 mil para o presidente em sua casa em Manhattan.

    Pool/Getty Images
  • Sheldon Adelson

    O velho megadoador do Partido Republicano parecia esperar pela vitória na noite das eleições. Lindsay Graham, apoiada por Adelson com uma doação de US$ 1 milhão, venceu com folga a reeleição para sua cadeira no Senado dos EUA pela Carolina do Sul. E os US$ 60 milhões que o bilionário deu ao Fundo de Liderança do Senado parecia um dinheiro bem gasto também para evitar que os democratas chegassem ao Senado. Mas, no fim de semana, Biden foi eleito, o que anulou os US$ 75 milhões que Adelson injetou no Preserve America, pró-Trump, em outubro. As altas quantias que ele injetou para manter o Senado vermelho também estão em risco por conta das duas cadeiras da Geórgia a serem decididas no segundo turno das eleições em janeiro –o que podem dar o controle do Senado para os democratas.

    Ethan Miller/Getty Images
  • Kanye West

    West, que entrou na disputa tarde e apareceu nas cédulas de votação em apenas 12 estados, ganhou cerca de 60 mil votos em mais de 148 milhões de votos contados até agora. Ele reconheceu na noite da eleição em um tuíte excluído: “WELP KANYE 2024.” (“Bom, Kanye 2024”, em tradução livre). O rapper que se tornou candidato doou mais de US$ 10 milhões para sua própria campanha.

    Gary Gershoff/Getty Images

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