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Por que a Praya investe em sustentabilidade e quer ser cerveja de um rótulo só

Cervejaria carioca criada por quatro amigos é única no país com certificação B e tem clube de assinatura em parceria com ONG

3 min
Divulgação
DivulgaçãoA lata dourada e turquesa que embala a saborosa e leve witbier vegana é a única que a empresa quer fabricar

A cerveja Praya não leva o nome à toa. Os quatro amigos que criaram o rótulo são cariocas e amantes do mar – o desenvolvedor da fórmula, inclusive, é o ex-surfista profissional Marcos Sifú. Por “amantes do mar”, entenda-se mais do que quem curte um luau na areia. A preocupação dos fundadores da Praya é, além de oferecer um produto de qualidade, ser uma marca amiga do meio ambiente.

Tanto que a pretensão, diferentemente de muitas cervejarias que começaram como artesanais, não é expandir o portfólio de rótulos e focar em diversificação. A lata dourada e turquesa que embala a saborosa e leve witbier vegana é a única que a empresa quer fabricar. “Estamos indo para o quinto ano com um produto e queremos seguir assim”, conta o diretor de comunicação Paulo de Castro, também conhecido como DJ Zeh Pretim. Segundo ele, a marca foi criada com um plano de voo do que queria ser, e isso incluía distribuição não elitizada e preocupação com sustentabilidade. “A conta veio alta, então, trabalhamos para melhorar o custo-benefício.”

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O resultado depois de cinco de anos de trabalho é ter uma cerveja classificada como artesanal que responde por 3,2% de das vendas do produto pela plataforma Rappi e a primeira indústria do setor a ter classificação de empresa B. “Temos rótulos de papel biodegradável, somos carbono neutro, 100% naturais. 

A certificação B foi a coroação de tudo o que já fazemos”, diz Castro. O selo que veio neste ano coloca a empresa como parte do Sistema B, movimento global, que nasceu em 2006, nos Estados Unidos, e utiliza a força do mercado para trazer soluções aos problemas sociais e ambientais, resultando em inclusão, equidade e regeneração do planeta. Recentemente, a empresa lançou um clube em parceria com a ONG One Tree Planted em que se compromete a plantar uma árvore a cada assinatura fechada.

Tudo isso vem acompanhado de saúde financeira mesmo em meio à pandemia. “Quando tudo começou, entramos em desespero. Mas não demitimos ninguém e conseguimos fechar muito próximo à meta de faturamento que tínhamos. Provamos que dá pra falar de cerveja e bem-estar. Dá pra ter esse equilíbrio”, afirma ele, sem abrir números do último ano – a empresa havia crescido 52% de 2019 para 2020. A ideia para o ano é manter o balanço positivo e ainda expandir para o Nordeste, onde a Praya ainda não chega.

Perguntado sobre vender a marca descolada e no tom da nova geração, Castro desconversa. “Faz parte do jogo. Para ter um parceiro, ele precisa estar dentro do que pensamos. Há boatos, mas não apenas boatos. Não está nos planos.”

Veja na galeria de imagens a seguir novidades e destaques de Perrier, Kitchen Aid, Bistrot de Paris e da competição de coquetelaria World Class:

Colaborou Maria Laura Saraiva

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