EXCLUSIVO: Depois de pouco mais de um ano no Brasil, fabricante plant based NotCo vai lançar e-commerce próprio

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Empresa chilena, que no mercado brasileiro vende leite, maionese e sorvete à base de plantas, é mais uma a acelerar projetos digitais por conta da pandemia

A foodtech chilena de produtos à base de plantas NotCo se prepara para dar um salto nas operações no Brasil. Há pouco mais de um ano em território nacional –maioneses começaram a ser vendidas em abril de 2019, mas a operação regular só foi inaugurada em agosto e, desde dezembro, a companhia produz seus itens em plantas brasileiras terceirizadas–, a empresa decidiu acelerar os planos digitais.

“Desde o começo do ano, estávamos fechando parcerias com marketplaces, como processo de estruturação da companhia no comércio online aqui no Brasil. Já vendemos por canais como Saudável em Casa, Rappi e Americanas.com. O mercado digital é uma tendência há alguns anos e, agora com o contexto da pandemia, o varejo entrou de forma mais forte nesse segmento aqui no Brasil. O e-commerce aumentará o nosso ponto de contato com o consumidor no momento em que as pessoas estão evitando sair de casa”, diz Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil, em entrevista exclusiva à Forbes Taste. A ideia é aumentar a capilaridade da distribuição nacional. “Com o e-commerce podemos disponibilizar os nossos produtos a mais consumidores. Sabemos que alguns ainda têm dificuldade de encontrar nossos produtos em determinadas regiões do país, e esse será mais um canal para chegar nessas pessoas e facilitar o contato da nossa marca com elas”, afirma.

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Hoje, a NotCo disponibiliza no Brasil produtos em três categorias: Not Mayo, feita sem ovos e à base de grão-de-bico; Not IceCream, sorvete cremoso produzido sem leite e com proteína de ervilha em três sabores, e Not Milk, leite vegetal feito com óleo de coco, repolho, abacaxi e chicória. No Chile, a empresa desenvolveu um hambúrguer especial para uma parceria com o Burger King. “Usamos a nossa tecnologia para conseguir oferecer um produto que é cópia molecular do que eles vendem no Whopper”, conta Silva. Uma versão diferente depois começou a vendida no varejo local. Segundo Silva, que antes da foodtech atuou durante anos na Danone, à frente da divisão de bebidas vegetais, a NotCo Brasil deve oferecer hambúrgueres por aqui ainda neste ano.

A empresa trabalha com uma tecnologia própria bastante peculiar e interessante. Um software cataloga plantas, analisa sua composição e produz receitas que emulariam produtos de origem animal. Essas receitas são então testadas em uma cozinha experimental até que o produto fique perfeito. “O feedback vai melhorando o algoritmo e também aumentando a base de dados. Aí, vem o segundo desafio que é produzir em escala”, explica o executivo.

Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil

Para ele o consumidor está cada vez mais aberto aos produtos plant-based e é consciente, mas ainda falta acessibilidade. “São duas razões, uma é escala e outra é a tributação muito alta.” Silva explica que os impostos sobre leites vegetais no Brasil são os mais altos da cadeia o que faz produtos como o NotMilk ficarem muito mais caros ao consumidor final. “Estamos em uma discussão com o Good Food Institute no Brasil para tentar discutir isso com o governo. Falamos em no mínimo equidade no imposto”, diz. “A matemática da equação não fecha. A forma como é produzido é inviável. O governo incentiva o leite de vaca, e está correto, mas não tem competitividade com o resto.”

De acordo com números do The Good Food Institute (GFI), mesmo com a crise causada pela pandemia do coronavírus, o mercado plant based atraiu nos EUA quase US$ 1 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2020, superando o valor investido ao longo de 2019. “Não sou contra o agronegócio, só não pode ser a monocultura que é. Em vez de plantar 10 plantas, vamos plantar 10 mil”, defende Silva.

Até agora, a NotCo levantou US$ 33 milhões em duas rodadas de investimento, em 2017 e 2019, do fundo Bezos Expeditions (de Jeff Bezos, fundador da Amazon), the Craftory (que investe em negócios de bens de consumo com causa), Kaszek Ventures (que investe em empresas de tecnologia de alto impacto), a aceleradora americana IndieBio (focada em biotecnologia), e o fundo Maya Capital (liderado por Lara Lemann e Monica Saggioro). Recentemente, a empresa fundada por Karim Pichara, Matías Muchnik e Pablo Zamora entrou na lista de companhias pioneiras tecnológicas de 2020 do Fórum Econômico Mundial.

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Ação social 1

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O Instituto Brasil a Gosto, da chef Ana Luiza Trajano, lançou uma campanha que visa ajudar a escoar o excedente de produção das comunidades quilombolas e caiçaras do Vale do Ribeira e, com esses ingredientes, alimentar famílias em situação de vulnerabilidade do Estado de São Paulo. Doações a partir de R$ 10 podem ser feitas pelo link kickante.com.br/brasilagosto. Os doadores terão direito a diferentes recompensas, conforme a faixa de contribuição. Entre elas, um e-book com receitas brasileiras do Instituto Brasil a Gosto e vaga em uma aula online ao vivo com a chef Ana Luiza Trajano.

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Ação social 2

A Diageo está lançando uma iniciativa global para ajudar na recuperação de bares que foram afetados pela pandemia do novo coronavírus. A empresa vai destinar R$ 15 milhões a estabelecimentos de São Paulo e outras localidades. Além disso, por meio do Movimento Pró-Bar – Estamos Juntos!, a Diageo oferece a bares e restaurantes em todo o mundo treinamentos e suporte online.

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Pudins via delivery

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O restaurante Capim Santo, da chef Morena Leite, está apostando em novos produtos para entrega em seu delivery (idealizado durante a pandemia). A casa está disponibilizando para entrega em casa pudins inteiros. São quatro sabores (leite, chocolate, doce de leite e castanha-do-pará) a R$ 59, e o doce serve aproximadamente seis pessoas em porções generosas. Os pedidos devem ser feitos com pelo menos um dia de antecedência. O Capim Santo funciona pelos telefones dos restaurantes e pelas plataformas iFood, Rappi e Uber Eats.

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Horta em casa

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A Isla Sementes, empresa brasileira de comercialização de sementes, mostra como estão em alta as tendências do e-commerce e do faça você mesmo. A empresa bateu recorde de pedidos no seu canal online em maio, com mais do que o dobro de vendas em relação ao mesmo mês de 2019. O faturamento de compras no site também dobrou em abril e maio. A Isla vai fechar o semestre com aumento de 80% nas vendas online. “Fazer uma horta em casa evoluiu rapidamente de lista de desejos para necessidade imediata”, analisa Diana Werner, presidente da Isla Sementes.

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Festival online de hambúrguer

Até o dia 5 de agosto, a Cuponeria, em parceria com Elo e PagSeguro, oferece descontos especiais em combos de hamburguerias como Buzina e Original Burger. No período do festival, ficam disponíveis em pré-venda vouchers de combos, com preços fixos de R$ 35 (R$ 25 para clientes Elo) com validade até 30 de junho de 2021.

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