Como a Otronia encara o desafio de produzir vinhos no frio da Patagônia

Getty Images
Getty Images

Média de temperatura da região de produção é de 11ºC

A uva pinot noir é conhecida pelos vinhos mais pálidos e leves, cujos rótulos mais famosos do mundo vêm da fresca região francesa da Borgonha. Os exemplares do Novo Mundo – produzidos principalmente em micro regiões da Califórnia, nos EUA, e do Chile – são, em geral, mais intensos e corpulentos. O que acontece, então, se alguém tem a ideia de fazer esses vinhos na Patagônia Extrema, sob frio congelante, pouquíssima chuva e ventos de mais de 110 km/h? Quem responde é a Otronia, bodega argentina criada há pouco tempo, cujos surpreendentemente ótimos vinhos acabam de chegar ao Brasil, pela importadora World Wine.

Segundo Maximo Rocca, diretor comercial da vinícola que faz parte do Grupo Bulgheroni (do bilionário argentino Alejandro Bulgheroni), trata-se da bodega mais austral da América do Sul. Localizada a 1400 km de Mendoza, a região vinícola mais conhecida da Argentina, a Otronia tem como meta chegar a produção de 20 mil caixas de vinho nos próximos três anos.

VEJA TAMBÉM: Cozinha brasileira pode ganhar curso em outras unidades do Cordon Bleu, diz diretor de São Paulo

Divulgação
Divulgação

Otronia produz vinhos que lembram os da Borgonha

O número tem a ver com a quantidade limitada de vinhedos e com a produção muito cuidadosa. “A média de temperatura é 11ºC, semelhante a Champanhe [onde a branca chardonnay, também plantada nos solos calcários da Otronia, impera], mas com picos extremos, com alto risco de geada”, explica o enólogo Juan Pablo Murgia.

Com bastante atenção ao processo para vencer as condições inóspitas, a Otronia busca fazer um trabalho inédito, produzindo vinhos que lembram os da Borgonha em elegância, mas trazem o terroir sofrido da Patagônia, com a voluptuosidade dos vinhos americanos. “Queremos vinhos de lugar, não de enólogo”, diz Rocca sobre os rótulos que são orgânicos “como consequência da filosofia.

Entre as garrafas disponíveis no mercado brasileiro, estão Otronia 45 Rugientes Cortes de Blancas 2017 (R$ 279), Otronia 45 Rugientes Pinot Noir 2017 (R$ 279), Otronia Block 1 Pinot Noir 2017 (R$ 669) e Otronia Block 3&6 Chardonnay 2017 (R$ 669).

Fazenda Terra de São Francisco lança café orgânico e especial

Divulgação

Em 2016, o diretor de cinema Clovis Mello encontrou no município mineiro Carmo de Minas, o lugar ideal para iniciar o sonho de cultivar café. A cidade de pouco mais de 13 mil habitantes localizada na Serra da Mantiqueira é conhecida pelo terroir que é responsável pela produção de cafés de excelente qualidade. A altitude, clima e índice pluviométrico são as principais características que tornam a região tão especial para o plantio do fruto. “O que torna um café especial é a maneira como ele é cultivado e colhido de forma seletiva. Para fazer um café especial, é preciso colher no ponto certo de maturação. É um processo muito artesanal. Além do terroir, é preciso que todos esses processos sejam manuais”, explica Mello.

Em 2020, a fazenda Terra de São Francisco realizou a primeira colheita de um café orgânico e especial e agora se prepara para lançar o produto no mercado. O Café Aura acaba de ser lançado, e os produtos podem ser adquiridos pelo e-commerce da marca. Os preços dos cafés variam entre R$ 32,90 e R$ 36,90 e estão disponíveis nas versões moída, em grão e em cápsulas.

LEIA TAMBÉM: Veja como o seu café da manhã pode ajudá-lo a ser mais produtivo

Five Drinks recebe aporte de US$ 1 milhão

Divulgação

A Five Drinks, startup do ramo de bebidas, ganhou destaque nos Estados Unidos por vender coquetéis, como mojitos, margaritas e gin e tônica, por exemplo, em latas. Com um valor de mercado em US$ 10 milhões, a empresa está presente em 971 pontos comerciais em solo americano, comercializando os seus seis drinques, que, segundo a marca, não contêm aditivos e conservantes, apenas ingredientes naturais.

Criada por cinco empreendedores, sendo três deles brasileiros e dois americanos, a Five Drinks chegou ao Brasil em dezembro de 2020, mas apenas em poucos pontos de venda para testes. A startup, no entanto, já recebeu um aporte financeiro para a sua empreitada de internacionalização. O multi-family office VO2 Capital, que tem sede em Nova York (EUA), Connecticut (EUA) e São Paulo, anunciou o investimento de US$ 1 milhão na empresa no último mês.

O fundador e CEO da VO2 Capital, Guilherme Decca, em conversa com a Forbes, diz que a Five Drinks está reinventando a categoria de bebidas nos Estados Unidos e possui um mercado muito promissor a ser explorado. “Os jovens têm consumido cada vez menos cerveja. Nisso, o mercado de cerveja tem caído, enquanto o de drinques em lata cresce”, afirma. Decca também exalta a startup. “O produto da Five [Drinks] é muito bom, a equipe é competente e o preço bem competitivo.”

La Pastina traz sal oficial do Palácio de Buckingham para o Brasil

Divulgação

A Maldon produz sal marinho há mais de 130 anos no Condado de Essex, na Inglaterra. Em 1900, o produto da marca passou a ser vendido na loja de departamentos britânica Harrod’s e ganhou prestígio. Em 2012, a Maldon foi escolhida como a fornecedora oficial do Palácio de Buckingham.

O sal Maldon é produzido artesanalmente a partir da água do rio que vira mar, fervida, filtrada e aquecida para que o sal seque e cristalize. Pode ser usado como um grande potencializador de sabor e, por isso, deve ser utilizado na finalização de pratos. Segundo o chef britânico Jamie Oliver, o “Maldon é o iPhone dos sais”, devido às suas características suaves, limpas e frescas.

VEJA MAIS: Como a Escudo Rojo, braço da Baron Philippe de Rothschild, faz vinhos “à francesa” no Chile

A marca pode ser encontrada nas lojas físicas e no e-commerce da La Pastina que disponibiliza duas versões do sal: Sal Marinho Maldon (250 g: R$ 33) e Sal Defumado Maldon (125 g: R$ 28).

Bacio di Latte expande negócio para novos canais

Divulgação

Após dez anos da inauguração da primeira unidade em São Paulo, a gelateria Bacio di Latte explora um novo ponto de contato com os consumidores e leva aos supermercados alguns dos sabores mais vendidos da marca. A estratégia faz parte de um projeto de expansão que visa atender diferentes oportunidades de consumo seguindo a jornada de compra dos consumidores. A estimativa é que a entrada no varejo represente até 15% do faturamento da companhia, que tem em seu core business as unidades físicas.

“Tudo foi desenhado para trazer a associação de uma marca que já é bastante reconhecida, em um espaço que não era óbvio até então. Para isso, criamos um freezer personalizado com carenagem e puxador retrô que traz uma grande diferenciação no ponto de venda fazendo com que o consumidor reconheça imediatamente a marca”, afirma Fábio Medeiros, diretor de marketing da Bacio di Latte.

Com o lançamento, o público terá acesso a dez opções de gelatos inspirados nas receitas das lojas, incluindo pistache, chocolate belga, gianduia, coco e creme de morango, que será um sabor exclusivo do varejo. As embalagens têm 490 ml e preço sugerido de R$ 39,90. Os produtos estarão disponíveis nos principais supermercados nacionais.

Colaboraram Ana Carolina Cipriano e Matheus Riga.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).